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Hospital Unimed realiza 1º cirurgia com enxerto de osso homólogo

Hospital Unimed realiza 1º cirurgia com enxerto de osso homólogo

O procedimento ocorreu na última quarta-feira em um paciente de 10 anos de idade e foi realizado pelos ortopedistas, Waldemar de Souza Jr, André Luís Fernandes Andújar e Henrique Dagostin de Arjona

Hospital Unimed realiza 1º cirurgia com enxerto de osso homólogo

O procedimento ocorreu na última quarta-feira em um paciente de 10 anos de idade e foi realizado pelos ortopedistas, Waldemar de Souza Jr, André Luís Fernandes Andújar e Henrique Dagostin de Arjona

1º Novembro 2019

O Hospital da Unimed Grande Florianópolis realizou na quarta-feira, 30 de outubro, a primeira cirurgia com utilização de enxerto de osso homólogo. O procedimento foi realizado em uma criança de 10 anos de idade pelo ortopedista pediátrico e cirurgião de coluna, André Luís Fernandes Andújar, e pelos também ortopedistas Waldemar de Souza Jr e Henrique Dagostin de Arjona.  

A cirurgia teve o objetivo de fixar uma instabilidade entre a primeira e a segunda vértebras cervicais, típicas dos pacientes com síndrome de Down.Em cirurgias que necessitam maior demanda de enxerto ósseo e nos casos de impossibilidade da retirada, recorre-se ao banco de ossos. “Esse tipo de procedimento apresenta vários benefícios ao paciente, pois evita a necessidade de outra incisão cirúrgica, diminuindo o tempo cirúrgico, sangramento, dor no pós-operatório e risco de infecção. Em resumo, diminui a morbidade do procedimento, melhora a qualidade do atendimento e reduz custos.”, explica Andújar.

Banco de tecidos

A utilização de enxerto ósseo homólogo (proveniente de banco de tecidos osteofascioligamentar) pode permitir e facilitar a realização de vários procedimentos ortopédicos, como cirurgias para correção de deformidades da coluna em pacientes com doenças neuromusculares, ressecção de tumores ósseos, revisão de artroplastias do quadril e joelho, entre outras.

O ortopedista explica, ainda que, o tecido ósseo homólogo é doado do mesmo modo que os outros tecidos humanos, como por exemplo, coração, rim ou córnea, com a diferença que o tecido ósseo não precisa ser transplantado no mesmo dia. Após coletado, o osso é enviado a um banco de tecidos que o processa, embala e armazena em um freezer apropriado para esta função. Um doador de ossos pode beneficiar mais de 40 receptores diferentes afirma o diretor do SC Transplantes, Joel de Andrade.

Credenciamento

O hospital foi credenciado para a realização deste tipo de procedimento no início do mês de outubro pela Central Nacional de Transplantes, através do SC Transplantes. O diretor técnico do hospital, Gabriel Gustavo Longo ressalta que a habilitação para a captação e utilização de tecido músculo esquelético, através de transplante, possibilita um aumento na complexidade das cirurgias ortopédicas realizadas no hospital. “Esse tipo de procedimento representa uma opção a mais para os ortopedistas que necessitam de tecido obtido através da doação de órgãos”.