Voltar

Inclusão enriquece a experiência no ambiente de trabalho da Unimed Grande Florianópolis

Inclusão enriquece a experiência no ambiente de trabalho da Unimed Grande Florianópolis

Conheça a trajetória profissional de Pessoas com Deficiência (PCD) na cooperativa médica.

Inclusão enriquece a experiência no ambiente de trabalho da Unimed Grande Florianópolis

Conheça a trajetória profissional de Pessoas com Deficiência (PCD) na cooperativa médica.

23 Setembro 2020

Respeitar as diferenças, oferecer igualdade de oportunidades e proporcionar inclusão social no ambiente de trabalho são práticas que enriquecem a experiência humana. Por isso, ações como estas ganham cada vez mais espaço na Unimed Grande Florianópolis. Nesta semana, quando se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (PCD), a cooperativa médica reconhece e agradece o aporte fundamental destes profissionais dentro das mais diversas áreas e setores.

Atualmente, 54 PCDs compõem o quadro de colaboradores da Unimed Grande Florianópolis. São profissionais que recebem apoio e incentivo dos gestores e dos colegas para que desenvolvam suas potencialidades ao máximo. Prova disso é que a palavra acolhimento é uma das mais mencionadas por eles para descrever as relações de trabalho. “As equipes da Unimed Grande Florianópolis são ambientes plurais e de diversidade cultural. Mais da metade dos colaboradores é procedente de outras regiões de Santa Catarina e de outros estados brasileiros, além de países como Haiti, Uruguai e Chile”, comenta o CEO Richard Oliveira. 
 
Para a analista de Seleção e Desenvolvimento, Rosana Goulart da Silva, a inclusão profissional faz parte do DNA da cooperativa, de modo que acumula participações anuais na Semana de Inclusão, evento organizado pelo MPT de Santa Catarina para promover a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho. “Desenvolver uma carreira se torna ainda mais desafiador quando pensamos nas pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Com o objetivo de ir além de um preenchimento de cotas a Unimed desenvolveu um programa de sensibilização”, explica ela, referindo-se ao acolhimento que é feito ao profissional e a sua equipe, ocasião em que aspectos pessoais, profissionais e pontos sobre inclusão e a deficiência específica do novo colega são apresentados entre todos. “É um momento de troca e, principalmente, de desmistificar a inclusão", diz.
 
Conheça, a seguir, a trajetória de três Pessoas Com Deficiência dentro da cooperativa:
Giane Bolda dos Santos, 50 anos
Assistente de relacionamento da equipe Nosso Jeito de Cuidar

Aos 50 anos, a assistente de relacionamento Giane Bolda dos Santos tem no trabalho uma das maiores realizações de sua vida. Ela, que tem paralisia infantil na perna direita, atua na equipe Nosso Jeito de Cuidar. Já foram três promoções desde a admissão na cooperativa, há oito anos.

A assistente administrativa é uma das pessoas que organizam ações como doação de sangue dos colaboradores, grupo de voluntários e campanhas como a do agasalho e do Natal. “Eu amo o que faço, é bem o meu perfil, cuidar e ajudar as pessoas”, afirma. Giane lembra que, no início da vida adulta, teve dificuldade em conseguir trabalho. Por isso, atuou por alguns anos na escola de propriedade de sua mãe. Ainda que a Lei 8.213/1991 tenha garantido vagas para PCD nas empresas, ela afirma que o cenário só começou a mudar quando o cumprimento da normativa passou a ser fiscalizado. “Vejo que as empresas estão tendo muitas transformações, estão se preocupando mais com a sustentabilidade e com a sociedade em geral. Houve avanços, mas ainda há muitas coisas que pode melhorar como um todo para as PCDs, como acessibilidade nas ruas”, explica.
Com três experiências profissionais no currículo, ela encontrou na Unimed o ambiente mais favorável a exercer suas habilidades. “Fui conquistando meu espaço. Me encontrei, é uma extensão da minha casa. A igualdade é para todos. Eles valorizam o nosso esforço, o profissional consegue conquistar o que deseja. Isso gera muita realização. Sou muito grata profissionalmente”, afirma Giane.


Franklin Mariano, 29 anos
Assistente administrativo na EQCS - Equipe de Contratos e Suprimentos

A rotina do almoxarifado da Unimed Grande Florianópolis é uma das mais dinâmicas da cooperativa. O trabalho proporciona contato com todos os setores da cooperativa, pois recebe pedidos, organiza as compras e as entregas dos materiais e organiza estoques - um trabalho fundamental para manter o hospital operante. Contribuir para essa engrenagem é motivo de satisfação para o assistente administrativo Franklin Mariano, 29 anos. Formado em Pedagogia, ele é deficiente auditivo e completará oito anos na Unimed Grande Florianópolis no próximo mês.“Durante a pandemia, nosso setor se tornou ainda mais essencial, pois solicitamos compras de insumos hospitalares e auditamos os materiais recebidos. Gosto de trabalhar aqui porque todo mundo me acolhe, me respeita, as pessoas me abraçam, um ajuda o outro, e isso melhora a cada dia”, afirma.

Franklin fala Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Por ter se habituado a utilizar essa forma de expressão, pode encontrar dificuldade em escrever o português. Nestes momentos, é prontamente apoiado pelos colegas, que revisam e-mails de pedidos e demais comunicações escritas por ele.
Durante a pandemia, precisou enfrentar uma dificuldade a mais. Realizar a leitura labial para entender o que o interlocutor está falando se tornou uma tarefa impossibilitada pelo uso de máscara. Para facilitar essa comunicação, os colegas passaram a usar máscara com transparência. “Estou me esforçando bastante, e me sinto recompensado. É importante saber que podemos contar um com os outros na equipe”, afirma.

Patrícia Aparecida Maiato, 40 anos
Assistente de Gestão de Pessoas

Há cinco anos, Patrícia Aparecida Maiato é uma das profissionais que dá as boas-vindas aos novos colaboradores da Unimed Grande Florianópolis. Como assistente de Gestão de Pessoas, é ela que solicita crachás, organiza as assinaturas de contratos de trabalho e outros trâmites necessários para a admissão de profissionais na cooperativa. Além disso, cuida das notas fiscais dos Jovens Aprendizes e auxiliares, sempre com muita atenção. “Nossa equipe é unida, não existe individualismo. A coletividade é muito estimulada pela gestão”, afirma a assistente administrativa, que, tem uma monoplegia no pé esquerdo.

O olhar diferenciado da Unimed para com as pessoas com deficiência e o companheirismo entre os colegas são alguns dos fatores que a fazem considerar a cooperativa o melhor ambiente de trabalho que já teve. “Estamos sempre nos ajudando. Há abertura para pedir ajuda, sabemos que podemos contar com o outro”, exemplifica.