Voltar

Janeiro Branco reforça a saúde da mãe e família

Janeiro Branco reforça a saúde da mãe e família

Mês dedicado à saúde mental também alerta para os cuidados com mulheres no pós-parto e a família.

Janeiro Branco reforça a saúde da mãe e família

Mês dedicado à saúde mental também alerta para os cuidados com mulheres no pós-parto e a família.

27 Janeiro 2020

O fim de qualquer ano representa o fechamento de um ciclo e o início de outro. É hora de refletir sobre o que passou e estabelecer metas para os 12 meses seguintes. Não por acaso, existe uma síndrome de final de ano, quando as pessoas estão mais suscetíveis às emoções e cheias de afazeres, é a chamada “dezembrite”. Embora não seja uma doença, ela prejudica a saúde mental e potencializa o estresse, a ansiedade e a irritabilidade das pessoas.

E não pense que os sinais da dezembrite ficam no passado, pois é só dezembro acabar para um novo ciclo - o ano novo – chegar, ocasião em que muitos  transformam metas não alcançadas em sentimentos de fracasso. A psicóloga da Unimed Grande Florianópolis, Francine Schutz Mentiacca, alerta: “algumas pessoas têm mais dificuldade para lidar com essas emoções e é preciso atenção especial”, diz, convencida de que o cenário pode trazer consequências à saúde mental.   

Por isso, Janeiro Branco convida a refletir sobre a vida, a qualidade dos relacionamentos e ao debate sobre o tema em todos os espaços. A escolha da cor não é por acaso, sendo atribuída ao sentido que se dá para uma folha em branco, quando as pessoas têm a oportunidade de reescrever uma nova história.

Saúde mental no pós-parto
Quando Janeiro Branco está relacionado ao período pós-parto, não é raro encontrar casos de mulheres que passaram por estresse e ansiedade. A psicóloga da Unimed Grande Florianópolis, Rita Custódio Remonato, traz uma explicação: “nas primeiras semanas depois do nascimento da criança, a mãe pode se sentir melancólica em razão das alterações hormonais, comuns nessa fase. Por vezes, questiona seu desempenho e cobra-se para que consiga desempenhar seus propósitos”. De acordo com a profissional, o período é passageiro, mas não pode passar despercebido, assim como é preciso ter atenção com a depressão pós-parto. “Essa, sim, requer maior cuidado por parte da mãe e dos familiares”, alerta Rita, para quem 15% das mulheres nessa fase necessitam ser assistidas por médico e psicólogo. “Muitas mães sentem-se incapazes ou frustradas, ou têm medo de ficarem separadas do bebê”.

Por isso, o momento é oportuno para abordar a autoconfiança, a capacidade para cuidar da criança e reforçar questões relacionadas à autoestima, muitas vezes perdida pelo foco dado ao recém-nascido. É o que aconteceu com Priscila Godinho. Depois que a Maria Eduarda nasceu, há três anos, a mãe estabeleceu um forte vínculo com a filha, razão pela qual não se sentia segura para realizar atividades longe da criança, como ir ao mercado ou cortar o cabelo. Sair de casa e sozinha com a recém-nascida, na época, também era impensável, tanto que a primeira vez que mãe e filha aventuraram-se dessa maneira foi para participar da Oficina de Shantala da Unimed Grande Florianópolis (massagem indiana com diversos benefícios para o bebê). “Foi uma superação naquele momento”, lembra a mãe, convencida de que o apoio do marido Arli Souza foi encorajador. Depois desse dia, Priscila participou de outro grupo da Unimed, o Mundo das Mães, idealizado para fortalecer as mulheres, refletir sobre suas vidas e resgatar a confiança perdida no período pós-parto. A participação no grupo fez-lhe enxergar a capacidade que pais têm de cuidar dos filhos, cada qual a sua maneira. Priscila se conscientizou de que o papel do homem é fundamental em todas as etapas da gestação e após ela, e por experiência própria permitiu dividir responsabilidades com o marido. “Muitos pais querem participar dos cuidados do filho e estão prontos para isso, mas a mãe em seu instinto mais protetor não percebe a boa intenção desse pai ou julga a maneira como faz”, avalia ela, para quem a participação do marido trouxe à Priscila tempo e confiança para retomar atividades que lhe dão prazer. 

O que aprendeu na prática Priscila deseja compartilhar com outras mães, e usa sua rede social para dialogar sobre maternidade e família. 

Iniciativas da Unimed Grande Florianópolis
Para participar ou conhecer as oficinas da Unimed Grande Florianópolis, como o Mundo das Mães e a Oficina de Shantala mencionadas na matéria, basta entrar em contato pelo whatsapp (48) 9136-7627 ou viverbem@unimedflorianopolis.com.br.