Voltar

Para família Nunes, união não tem distância

Para família Nunes, união não tem distância

Com o isolamento social, casal de Palhoça adapta a maneira de passar o tempo junto da família.

Para família Nunes, união não tem distância

Com o isolamento social, casal de Palhoça adapta a maneira de passar o tempo junto da família.

8 Abril 2020

Dentre as medidas para frear o avanço do coronavírus está o isolamento social e talvez esse tenha sido um dos maiores desafios enfrentados pela família Nunes, nos últimos dias. Acostumado a se reunir com as filhas, genros e netos nos finais de semana, desde o dia 18/3 o casal cliente da Unimed (foto), Rosimeri, 61 anos, e Helio, 64, precisou enfrentar a quarentena para respeitar as recomendações dos órgãos de saúde, além de se protegerem, já que estão no grupo considerado de risco para pessoas acima de 60 anos.  

O isolamento é encarado com bom humor e o tempo passa mais rápido pelas escolhas que fazem bem ao casal, como o ato de cozinhar. O pão caseiro é garantido toda a semana por Rosimeri e sová-lo para deixar a massa esticada e lisa ajuda a afastar qualquer pensamento causador de estresse.

Além da higiene das mãos, outros cuidados com a saúde não passam despercebidos. Se antes tomar sol ocorria na área de lazer do condomínio ou na rua, o hábito só mudou de lugar, sendo levado para a sacada de casa, de onde o casal acompanha a vida acontecer. “Não é ruim, a gente conversa e presta mais atenção um no outro”, ensina Rosimeri. Em outra demonstração de bom humor, a moradora de Palhoça diverte-se ao recordar o dia que o marido ameaçou sair de casa durante a quarentena. “Eu escondi as chaves”, brincou ela, como forma de não deixá-lo partir. “Claro que tudo não passou de brincadeira”, conclui. 

 

 

Confira também a história do casal Tirza e Elker para quem a quarentena não foi empecilho para praticar atividade física. 

 

Apoio familiar
Nas semanas de isolamento por conta da Covid-19, Rosimeri e Helio receberam diversas demonstrações de carinho da família. A filha Cintia, que reside mais próxima do casal, providencia as compras de mercado e de medicamentos, deixando-as na porta de casa dos pais. O contato é apenas visual, sem os abraços demorados que costumavam receber um do outro. 
Outra adaptação nos hábitos da família recai sobre as conversas à distância. Se antes era comum ligar ou enviar mensagens pelo telefone, a comunicação da vez são as chamadas de vídeo, por onde é possível se conectar com mais pessoas ao mesmo tempo. Essa tecnologia, aliás, é o conforto para Rosimeri e Helio manterem o contato com familiares que residem em cidades distantes, além das filhas Cintia e Márcia, os netos e genros (foto). 
    

 

"Não tem o calor do abraço, não tem como sentir o cheiro, mas é desta maneira que nos cuidamos para que lá na frente seja possível sentir o calor, o cheiro, o carinho ou simplesmente o olhar.
Desta maneira, matamos um pouquinho a saudade, ficamos sabendo se falta algum remédio, alguma fruta ou jogamos papo pro ar mesmo, rsss. Meus pais, que são grupo de risco, estão seguindo direitinho as orientações, ficando em casa. E é isso que tem que ser feito".  

Depoimento da filha Cintia sobre os pais 

 

Recomendação da especialista
Para a psicóloga da  Unimed Grande Florianópolis, Francine Schutz Mentiacca a tecnologia tem sido uma valiosa ferramenta para favorecer e fortalecer os vínculos familiares, sendo este um fator de proteção para a saúde mental. Entre aqueles que não têm intimidade com aparelhos eletrônicos, a profissional recomenda investir tempo para aprender ou desenvolver novas habilidades. “Falar sobre o que fazemos, sentimos e pensamos contribui para a promoção da saúde mental", diz ela, referindo-se a tecnologias quando usadas para reduzir a distância entre pessoas.  


 
Fotos de acervo pessoal da família.