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Coronavírus e COVID-19: perguntas e respostas

Coronavírus e COVID-19: perguntas e respostas

A COVID-19 ainda não tem vacina ou tratamento específico. Entenda mais sobre a doença e ajude a combater informações falsas

Coronavírus e COVID-19: perguntas e respostas

11 Março 2020
Conteúdo atualizado em 6 de abril de 2020.
Depois de instalada a pandemia de COVID -19, doença causada pelo novo coronavírus, ainda temos nos deparado com muitas notícias equivocadas sobre a sua transmissão, tratamentos e promessas de cura sem evidência científica. Por isso, estamos atualizamos nosso guia de perguntas comuns e suas respostas, para esclarecimento. As questões estão divididas nos seguintes tópicos:
 
 

Definição e sintomas do coronavírus e COVID-19

rapaz sentado no sofá cm dores de cabeço

1. O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.
 

2. O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Como nunca tivemos contato com o vírus antes, não temos imunidade contra ele.
 

3. Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores musculares, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Esses sintomas podem aparecer de dois a 14 dias após a exposição (com base no período de incubação dos vírus MERS-CoV). Pacientes com sintomas leves, como febre e tosse seca e que não apresentam sintomas respiratórios como falta de ar, podem e devem ser tratados em casa, evitando exposição desnecessária e a saturação do sistema de saúde. Se você está com sintomas de gripe, fique em casa por 14 dias e siga as orientações do Ministério da Saúde para o isolamento domiciliar. Só procure um hospital de referência se estiver com falta de ar.

Se você desenvolver sinais de alerta de emergência para COVID-19, procure atendimento médico imediatamente. Os sinais de alerta de emergência incluem*:

  • Falta de ar
  • Dor ou pressão persistente no peito
  • Confusão mental ou incapacidade de despertar
  • Lábios ou rosto azulados

* Esta lista não é completa. Consulte o seu médico para quaisquer outros sintomas graves ou preocupantes.

 

4. Quão grave é a COVID-19? 

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80% ou mais) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolvê-la em sua forma mais grave. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas). Pessoas idosas (principalmente acima de 70 anos) e as que apresentam doenças crônicas – por exemplo: pressão alta, doenças respiratórias crônicas, problemas cardíacos, diabetes, problemas renais e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como as que estão em tratamento para câncer –  têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória mais grave.
 

Transmissão do coronavírus

criança no colo da mãe. A criança tosse e cobre sua boca e nariz com o braço.

5. Como a COVID-19 é transmitida?

O coronavírus, que provoca a COVID-19, pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão pode ocorrer através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Essas gotículas pousam em objetos e superfícies ao redor da pessoa. Outras pessoas pegam a COVID-19 tocando esses objetos ou superfícies e depois tocando nos olhos, nariz ou boca. A transmissão também pode ocorrer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como por exemplo beber no mesmo copo que um portador do vírus. Na maioria das vezes, é evidente se uma pessoa está doente, mas já houve relatos de portadores do vírus ainda sem sintomas aparentes e que já podiam transmitir a doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve-se manter uma distância de pelo menos um metro da pessoa com sintomas evidentes. Quarentenas e restrições de viagens atualmente em vigor em muitos países também se destinam a ajudar a quebrar a cadeia de transmissão. As autoridades de saúde pública estão recomendando outras abordagens para pessoas expostas ao vírus, incluindo isolamento em casa e monitoramento de sintomas por um período de tempo (geralmente 14 dias), dependendo do nível de risco de exposição. 
 

6. Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

A principal maneira pela qual a doença se espalha é através de gotículas respiratórias expelidas por alguém que está tossindo. O risco de contrair COVID-19 de alguém sem sintomas é baixo. No entanto, muitas pessoas com COVID-19 experimentam apenas sintomas leves, isto é particularmente verdade nos estágios iniciais da doença. Portanto, é possível contrair COVID-19 de alguém que tenha, por exemplo, apenas uma tosse leve e não se sinta doente, por exemplo.
 

7. Posso pegar a COVID-19 se tiver contato com fezes de alguém com a doença?

O risco de pegar COVID-19 nas fezes de uma pessoa infectada parece ser baixo. Embora as investigações iniciais sugiram que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, a disseminação por essa via não é uma característica principal do surto. Como isso é um risco, no entanto, é outro motivo para limpar as mãos regularmente, depois de usar o banheiro e antes de comer.

 

8. Posso pegar o coronavírus comendo alimentos preparados por outras pessoas?

Os coronavírus foram detectados nas fezes de certos pacientes, portanto, atualmente não podemos descartar a possibilidade de transmissão ocasional de manipuladores de alimentos infectados. Entretanto, podemos afirmar que o risco da transmissão por alimentos contaminados poderá acontecer caso o alimento tenha sido exposto à secreção respiratória de uma pessoa contaminada. Se você tem dúvida, faça a limpeza do alimento antes de consumi-lo. Para alimentos cozidos, o risco seria muito menor. Para alimentos que serão consumidos in natura, como folhas e frutas, a higienização é feita como preconiza a segurança alimentar: lavar em água corrente para retirar sujeiras, parasitas e pequenos insetos e depois deixar de molho em solução clorada por 15 minutos, em média. Só então enxaguar em água corrente.

 

9. Produtos vindos da China podem conter o vírus?

Provavelmente não. O Ministério da Saúde não identificou evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus. Assim, não há razão para suspeitar que os pacotes da China abrigam COVID-19. Lembre-se, este é um vírus respiratório semelhante ao da gripe. Não paramos de receber pacotes da China durante a temporada de gripe. Devemos seguir a mesma lógica para esse novo patógeno. Entretanto, é possível que o vírus possa estar viável em superfícies frequentemente tocadas, como uma maçaneta de porta por exemplo, embora informações precoces sugiram que partículas virais provavelmente sobreviverão por algumas horas, de acordo com a OMS. Assim, as medidas preventivas pessoais, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com um desinfetante à base de álcool e limpar as superfícies frequentemente tocadas com desinfetantes ou um spray de limpeza doméstico, são altamente recomendáveis.
 

10. Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal?

Embora tenha havido um caso de cachorro infectado em Hong Kong, até o momento não há evidências de que cachorro, gato ou qualquer outro animal de estimação possa transmitir a COVID-19. O coronavírus se espalha principalmente por gotículas produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Ainda, é recomendável que se evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e se mantenham boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas.  
 

11. O que posso fazer para me proteger e impedir a propagação de doenças?

Medidas de proteção para todos

Você pode reduzir suas chances de ser infectado ou espalhar COVID-19 tomando algumas precauções simples:

  1. Lave regularmente e cuidadosamente, por pelo menos por 20 segundos, as mãos com água e sabão ou higienize com solução à base de álcool. Por quê? Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool nas mãos mata o vírus que pode estar nelas.
  2. Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Por quê? Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá respirar as gotículas, incluindo o novo coronavírus, se a pessoa que tossir tiver a doença.
  3. Evite tocar nos olhos, nariz e boca. Por quê? As mãos tocam muitas superfícies e podem pegar vírus. Uma vez contaminadas, elas podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no seu corpo e deixá-lo doente.
  4. Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço ou lenço descartável quando tossir ou espirrar. Em seguida, descarte o lenço usado imediatamente. Por quê? Gotas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus como resfriado, gripe e COVID-19.
  5. Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. Por quê? As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também irá protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  6. Mantenha-se atualizado sobre os locais mais afetados pela epidemia da COVID-19 (cidades ou áreas locais onde a doença está se espalhando amplamente). Se possível, evite viajar - especialmente se for uma pessoa idosa ou tiver diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares. Por quê? Você tem uma chance maior de pegar COVID-19 em uma dessas áreas.
  7. Pessoas que estão ou visitaram recentemente (há 14 dias) áreas em que a COVID-19 está se espalhando com maior intensidade devem autoisolar-se ficando em casa se começar a se sentir mal, mesmo com sintomas leves como dor de cabeça, febre baixa (37,3°C ou mais) e corrimento nasal leve, até você se recuperar. Se for essencial que alguém lhe traga suprimentos ou que necessite sair, por exemplo, para comprar comida deve-se usar uma máscara para evitar a transmissão da doença para outras pessoas. Por quê? Evitar o contato com outras pessoas e as visitas aos hospitais e ambulatórios médicos permitirá que essas instalações funcionem com mais eficiência e ajudará a proteger você e outras pessoas contra possíveis COVID-19 e outros vírus.
  8. Se você desenvolver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure orientação médica imediatamente, pois isso pode ocorrer devido a uma infecção respiratória ou outra condição mais séria. Se possível, ligue previamente para o seu médico ou para o serviço de referência da sua região ou plano de saúde. Por quê? Ligar com antecedência permitirá que o médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também ajudará a evitar a possível propagação da COVID-19 e outros vírus.

 

12. Há especulações de que, quando o verão chegar e o clima esquentar, o vírus não sobreviverá, mas ainda não sabemos se isso é verdade. O clima ou a temperatura interna afetam a sobrevivência do novo coronavírus em superfícies?

Ainda não se sabe se o clima e a temperatura afetam a propagação do novo coronavírus. Alguns outros vírus, como os causadores de resfriado e da gripe comum, se espalham mais durante os meses de frio principalmente devido à proximidade entre as pessoas, mas isso não significa que o vírus não seja transmissível durante os outros meses. Há muito para se aprender sobre a transmissibilidade, a gravidade e outros recursos associados à COVID-19 e as investigações estão em andamento.

 

13. Qual a chance de eu pegar a COVID-19?

O risco está diretamente relacionado a sua localização e, mais especificamente, se existe um surto de COVID-19 na sua região. Entretanto, evidências mostram que a doença está espalhada por todo o mundo. Governos e autoridades de saúde estão tomando medidas vigorosas toda vez que um novo caso de COVID-19 é identificado. Certifique-se de cumprir todas as restrições locais sobre viagens, movimento ou grandes aglomerações. A cooperação com os esforços de controle de doenças reduzirá o risco de pegar ou espalhar a COVID-19. Os surtos de COVID-19 podem ser contidos e a transmissão interrompida, como foi mostrado na China e em alguns outros países. Infelizmente, novos surtos podem surgir rapidamente. É importante estar ciente da situação da pandemia na sua região ou para o local aonde você pretende se deslocar. O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde Estaduais publicam atualizações diárias sobre a situação da COVID-19 em todo o Brasil.

 

14. Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus? 

Houve mudanças com relação a esta orientação. Segundo o Ministério da Saúde, diante do cenário atual da pandemia de COVID-19, há escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em diversos países, em especial de máscaras cirúrgicas, para o uso de profissionais nos serviços de saúde. Sendo assim, ele recomenda o uso de máscaras caseiras no enfrentamento do novo coronavírus. Pesquisas têm apontado que a sua utilização impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos. Nesse sentido, sugere-se que a população possa produzir as suas próprias máscaras caseiras em tecido de algodão, tricoline, TNT, ou outros tecidos, que podem assegurar uma boa efetividade se forem bem desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que esteja bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.
 

15. Alguém que é imunocomprometido deve usar uma máscara?

Se você for imunocomprometido por causa de uma doença ou tratamento, converse com seu médico sobre a recomendação de uso de máscara. Se o seu médico o aconselhar a usar uma máscara em áreas públicas, porque você possui um sistema imunológico particularmente vulnerável, siga essa recomendação.
 

16. Quais são os riscos especiais de COVID-19 para mulheres grávidas?

A taxa de infecção e a progressão para doença grave em mulheres grávidas é semelhante a de mulheres adultas não grávidas. As mesmas medidas de proteção contra a transmissão do vírus se aplicam a ambas. Até agora, nenhuma transmissão da mãe para o feto foi descrita. O parto vaginal deve ser encorajado quando a mãe e o bebê não estão gravemente doentes. Medidas rígidas de proteção (máscaras faciais, higiene das mãos) devem ser observadas para proteger o recém-nascido e a equipe de saúde durante e após o parto. A separação da mãe e do bebê e a amamentação devem ser discutidas caso a caso. O recém-nascido deve ser protegido da infecção pela mãe, tanto quanto possível. Se a mãe desejar esgotar seu leite ou amamentar, a desinfecção da mama deve ser adicionada aos métodos de proteção mencionados.

 

17. Devo evitar de viajar de avião?

Neste momento, a maioria das viagens aéreas pelo mundo todo está restrita. Obviamente, se alguém tiver febre e sintomas respiratórios, essa pessoa não deve voar. Assim como qualquer pessoa que tenha febre e sintomas respiratórios e voe de qualquer maneira deve usar uma máscara em um avião.

 

18. Existe uma vacina disponível para o coronavírus?

Embora nenhuma vacina esteja disponível até este momento, vários países estão fazendo uma força-tarefa para desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a COVID-19. Conforme as últimas notícias veiculadas pela OMS, atualmente a estimativa de tempo para disponibilização de uma vacina eficaz é de aproximadamente 18 meses.
 

Diagnóstico e exames

Homem se consultando com um médico

19. O que significa um caso suspeito de COVID-19?

Situação 1 – VIAJANTE: pessoa que apresente:
  • Febre E
  • Pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal - movimento de retração da musculatura entre as costelas durante a inspiração, enquanto a parede superior do tórax e o abdome se expandem - e dispneia - dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida) E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada OU área com transmissão local nos últimos 14 dias
 
OU 
 
Situação 2 - CONTATO PRÓXIMO: pessoa que nos últimos 14 dias teve contato próximo de caso suspeito ou confirmado para COVID-19 E apresente:
  • Febre OU
  • Pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza) E
  • Histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias
 

20. O que significa um caso provável de COVID-19?

Situação 3 - CONTATO DOMICILIAR: pessoa que, nos últimos 14 dias, manteve contato domiciliar (resida ou trabalhe) com caso suspeito ou confirmado para COVID-19 E que apresente:  
  • Febre OU
  • Pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza) OU
  • Outros sinais e sintomas inespecíficos como: fadiga, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, diarreia, náuseas, vômito e desidratação

 

21. O que é um caso confirmado de COVID-19?

  • LABORATORIAL: caso suspeito ou provável com resultado de exame positivo
  • CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: caso suspeito ou provável com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente por COVID-19, que apresente febre OU pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que, em algumas situações, possam ter utilizado medicamento antitérmico.

 

22. O que é um caso curado de COVID-19?

Diante das últimas evidências compartilhadas pela OMS e países afetados, o Ministério da Saúde define que são curados:

• Casos em isolamento domiciliar: casos confirmados que passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas E que estão assintomáticos

• Casos em internação hospitalar: diante da avaliação médica

 

23. Qual é o período de incubação do coronavírus?

Um período de incubação é o tempo entre ser infectado e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais sugerem que os sintomas da COVID-19 geralmente aparecem em cerca de cinco dias ou menos na maioria dos casos, mas o intervalo pode estar entre um e 14 dias.

 

24. Quem deve fazer o exame para confirmação?

Conforme orientação do Ministério da Saúde, um teste especializado deve ser feito para confirmar que uma pessoa tem COVID-19 em casos indicados. Este teste é realizado a partir da coleta de amostras de secreções respiratórias de pacientes classificados como casos suspeitos de COVID-19. As amostras são encaminhadas para os laboratórios centrais da Saúde Pública dos Estados (Lacen) para realização de exames de biologia molecular para detecção de RNA viral. Também estão sendo utilizados outros testes para diagnóstico mais rápido, que é a identificação de anticorpos contra a doença no sangue do paciente. O Ministério da Saúde disponibilizará estes testes no Brasil em breve. Entretanto, nem todo mundo precisa ser testado para COVID-19. Aqui estão algumas informações que podem ajudar na tomada de decisões sobre a procura de atendimento médico ou exames:

  • A maioria das pessoas apresenta doença leve e deve se recuperar em casa, sem necessidade de fazer o exame, mas obrigatoriamente deve seguir todas as precauções de contágio
  • O exame pode ser útil para orientar a tomada de decisões sobre contatos. Porém, esta é uma decisão que cabe ao médico que presta o atendimento

Os médicos devem trabalhar com seus departamentos de saúde estaduais e locais para coordenar os testes nos laboratórios de saúde pública ou trabalhar com laboratórios clínicos ou comerciais.

*Se você testar positivo para COVID-19, siga rigorosamente as orientações referentes às precauções de contato.

*Se você testar negativo para COVID-19, provavelmente não estava infectado no momento em que sua amostra foi coletada. No entanto, isso não significa que você não ficará doente. Em outras palavras, um resultado negativo do teste não descarta totalmente a doença.

 

25. Posso fazer exames preventivos?

Se não houver sintomas, não há necessidade do exame específico. 
 

26. Tive contato com alguém que viajou para algum dos países com casos. O que fazer?

Se nem você nem a pessoa apresentaram sintomas, não é preciso fazer exames específicos. Esse exame só é indicado para pacientes sintomáticos (febre e tosse) conforme avaliação médica. 
 

27. Como diferenciar gripe comum de COVID-19?

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter coronavírus, você poderá entrar em contato com seu plano de saúde ou o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde e obter a orientação adequada para o seu caso. É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave. Idealmente ligue antes para informar ao pronto-socorro que você está a caminho para que a equipe esteja preparada para sua chegada.
 

28. O que as pessoas devem fazer se acham que têm coronavírus ou se um filho possa estar infectado? 

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter coronavírus, você poderá entrar em contato com o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde e obter a orientação adequada para o seu caso. 
É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave. Idealmente ligue antes para informar ao pronto-socorro que você está vindo para que eles possam estar preparados para sua chegada.
 

Tratamento para COVID-19

Mãos de uma médica segura as mãos de uma paciente

29. Existe um tratamento disponível para o coronavírus?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para esse novo coronavírus. Existem vários ensaios clínicos em andamento que incluem medicamentos tradicionais. O tratamento é, basicamente, suportivo, o que significa administrar líquidos, remédios para reduzir a febre e, em casos graves, oxigênio suplementar. Pessoas que ficam gravemente doentes com COVID-19 podem precisar de respirador para ajudá-las a respirar. A infecção bacteriana pode complicar essa infecção viral. Os pacientes podem necessitar de antibióticos nos casos de pneumonia bacteriana, além de COVID-19. Os tratamentos antivirais usados para HIV e outros compostos estão sendo testados. Não há evidências de que suplementos, como vitamina C ou probióticos, ajudem a acelerar a recuperação. Não se recomenda a automedicação com nenhum medicamento, incluindo antibióticos, como prevenção ou mesmo cura da doença. Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para obter um diagnóstico e iniciar o tratamento. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência estadual para isolamento e tratamento. Os casos suspeitos leves que não necessitam de hospitalização poderão ser acompanhados pela Atenção Primária, que instituem medidas de precaução domiciliar. Contudo, é necessário avaliar cada caso.
 

30. Loló e cocaína podem matar o coronavírus?

Não. Fake news recomendando o uso de drogas ilícitas e prejudiciais à saúde estão sendo enviadas via aplicativos de mensagens e redes sociais. Não existe qualquer comprovação científica sobre o uso de drogas como loló (mistura de éter e clorofórmio) ou cocaína no tratamento da doença. Pelo contrário: as drogas podem fragilizar ainda mais o sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.
 

31. Chá de erva-doce pode matar o coronavírus?

Não. Fake news com suposta orientação de médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital São Domingos já foram desmentidas pelas instituições. Mensagens falsas que citavam o chá de erva-doce como cura para o vírus H1N1 em 2018 voltaram a circular após a confirmação de casos de coronavírus no Brasil. Não há nenhuma comprovação científica quanto ao seu uso como medicamento contra o H1N1 ou com o mesmo efeito do Tamiflu. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.
 
*Para combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

Prevenção - resumo

32. Como prevenir o coronavírus?

  • Ainda não existe uma vacina para prevenir a infecção por coronavírus. As orientações de prevenção são as mesmas de outras doenças de transmissão via respiratória
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória aguda (tosse, coriza, febre)
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, principalmente após ter contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!) e descartá-los logo após a utilização
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel (e descartar no lixo)
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca. Evite cobrir com a mão, pois é mais comum encostar em outras pessoas ou objetos com ela
  • Se usar as mãos para cobrir, lave-as sempre após tossir ou espirrar
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas
  • Manter ambientes muito bem ventilados 
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão. Prefira um aceno acompanhado de um sorriso

 

33. A maior parte da humanidade será infectada pelo novo coronavírus?

É provável que e a maioria dos seres humanos seja infectada. Mas uma pergunta é superimportante: quanto tempo levará para que isso aconteça? Se isso ocorrer em curto espaço de tempo, todos os hospitais ficarão sobrecarregados e as pessoas não serão tratadas por coronavírus ou outras doenças. Se for muito rápido, será um desastre sem precedentes. No entanto, se fizermos o melhor possível em termos de prevenção, praticando o distanciamento social, reduzindo as viagens, não indo para o trabalho quando estivermos doentes, poderemos retardar a propagação da doença. Se a mesma infecção se espalhar em 60 a 70% da população global por três anos, os hospitais não ficarão sobrecarregados, as pessoas poderão ser tratadas adequadamente e teremos tempo para desenvolver uma vacina - é uma história completamente diferente. Acontecer rápido ou devagar é potencialmente a diferença entre um evento no nível da gripe espanhola de 1918 e um evento no semelhante ao da temporada de gripe ruim. Nós podemos ter o controle sobre isso!

 

Saiba mais sobre o coronavírus:

Coronavírus no Brasil: como se proteger

Coronavírus: principais sintomas e cuidados


Texto, edição e revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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