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Paladar infantil

Paladar infantil

O que é, como tratar e quando pode ser um transtorno

Paladar infantil

9 Fevereiro 2021

Um adulto que não come comidas variadas, evita frutas e legumes e só quer comer frituras e doces? Esse tipo de comportamento caracteriza o que costumamos chamar de paladar infantil, ou seja, um adulto que prefere comidas sem muitos ingredientes nutritivos.

Se você tem paladar infantil ou conhece alguém que tem, vem com a gente: hoje você vai descobrir que ele pode ser melhorado com algumas dicas.

Também vamos apresentar o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (Tare), que é quando este comportamento passa a ser preocupante.

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Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo: o que é e quando se preocupar?

 

“Paladar infantil” em adultos: o que é e por que é um problema?

O paladar infantil caracteriza-se por um comportamento em que uma pessoa adulta rejeita um grupo de alimentos e prefere continuar se alimentando de pratos sem ingredientes nutritivos.

Na alimentação de adultos com o chamado paladar infantil, o consumo de salgadinhos, sorvetes, macarrão instantâneo e fast-food se torna frequente enquanto um prato saudável de comida com cereais, grãos, legumes, frutas e salada vira raridade.

O grande problema é que essa rejeição provoca perdas na variedade alimentar, já que a pessoa acaba não ingerindo alimentos com nutrientes importantes para a saúde.

Com o tempo e dependendo do grau de rejeição e do que a pessoa consome no dia a dia, esse hábito pode até levar a casos de anemia, aumentos de colesterol e triglicérides e insuficiência nutricional e energética.

Mas vale lembrar que maus hábitos são diferentes de um transtorno alimentar. É sempre bom procurar orientação médica para avaliação do seu caso e uma reeducação alimentar ou outros tratamentos!

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9 dicas para fugir do paladar infantil e variar o cardápio

Se você quer mudar hábitos – ou quer ajudar um(a) amigo(a) – essas dicas podem auxiliar a se livrar do paladar infantil aos poucos!

  1. Misture novos ingredientes com aqueles que você já gosta
  2. Insista mesmo se, num primeiro momento, não gostar tanto de um alimento. Prepare-o de uma nova forma e tente mais uma vez
  3. Crie metas para você mesmo. Um exemplo é tentar experimentar uma nova fruta a cada semana
  4. Pesquise os benefícios de cada alimento. Saber como aquilo pode te fazer bem talvez te motive a experimentar
  5. Comece devagar. Não precisa tentar uma refeição inteiramente nova, que tal só um legume por vez?
  6. Escolha sabores mais populares e suaves no começo. É mais comum as pessoas preferirem o sabor da laranja do que o do caqui, por exemplo (mas vale as duas tentativas, claro!)
  7. Diferencie formatos e apresentações. Talvez você não goste de abóbora em pedaços, mas um purê, sim. Ou não goste do sabor da cenoura cozida, mas aceite-a crua em um sanduíche. Teste!
  8. Envolva-se desde a compra dos alimentos até o preparo. Fazer a comida e ver o que foi feito em cada etapa pode ser um estímulo para provar
  9. Se necessário, busque ajuda médica

 

Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo: o que é e quando se preocupar?

Como falamos, o paladar infantil é um mau hábito alimentar, mas a situação pode ser mais grave se a pessoa tiver, de fato, um transtorno.  

O Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (Tare) é definido pela Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) como uma recusa ou restrição alimentar que pode ocasionar insuficiência nutricional e, consequentemente, levar a problemas como peso inadequado, dependência de suplementação, alterações no funcionamento psicossocial e outros.

O Tare é mais comum na infância, mas pode acontecer em todas as idades. Ele também pode estar associado ao autismo, mas isso não é uma regra.

 

E o diagnóstico?

Ele se manifesta de formas diferentes em cada indivíduo e, por isso, pode ser difícil separar a má alimentação do transtorno, retardando o diagnóstico. Mas um forte sinal do Tare é quando a pessoa deixa de comer grupos inteiros de alimentos – frutas, por exemplo.

Outro sintoma comum é a recusa de certos alimentos pela cor, textura, temperatura e odor. E pode até haver um medo em experimentar alimentos novos (o que chamamos neofobia alimentar).

Vale destacar que, para ser considerada Tare, essa recusa não deve estar relacionada a práticas culturais ou religiosas e, sim, a uma dificuldade significativa de ingerir alimentos.

O indicado, então, é: se você tem dificuldade em comer certos alimentos, procure seu médico e explique a situação. Ele será capaz de identificar a causa, e também tratar possíveis consequências na saúde física, mental e social.

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Fontes: ABESOSociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp)


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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