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Setembro Amarelo: Falar sobre suicídio é importante

Setembro Amarelo: Falar sobre suicídio é importante

Na contramão do mundo, os casos de suicídio avançam entre os jovens brasileiros.

Setembro Amarelo: Falar sobre suicídio é importante

Na contramão do mundo, os casos de suicídio avançam entre os jovens brasileiros.

3 Setembro 2019

 

 

A cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). E falar em suicídio não é falar sobre algo pesado, mas chamar atenção para uma questão de saúde pública.

Pensando nisso, desde 2015, o mês de setembro é dedicado à prevenção e a construção de medidas saudáveis para discutir o tema — deixando de lado qualquer tipo de preconceito.

A partir deste domingo (1º), o pais se mobiliza para a campanha do Setembro Amarelo. Iniciativas como a do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Suicídio é uma questão de saúde pública

De acordo com dados da OMS, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. A “violência autodirigida” é classificada pela OMS como a 14ª maior causa de morte.

No entanto, a própria organização reconhece que um dos grandes entraves à prevenção do suicídio é, justamente, a dificuldade de identificá-lo como uma questão de saúde pública.

Na maioria das vezes, o problema é estigmatizado e afasta o paciente da busca por ajuda profissional e até mesmo familiar.

Porém, muitas vezes, o suicídio é evitável, já que mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a questões de saúde mental. Em 36% das vítimas de suicídio, existe o diagnóstico da depressão.

Não é preciso ter medo de falar sobre suicídio

Muitas pessoas ainda acham que falar sobre suicídio agrava ou estimula a situação. Porém, especialistas em saúde mental discordam. Na realidade, legitimar uma conversa responsável sobre o tema pode ajudar as pessoas a buscarem a ajuda adequada.

E tudo começa por construir um espaço sem julgamentos em que o tema possa ser falado.

“Conversar abertamente sobre suicídio é importantíssimo e pode ajudar muito aqueles que estão em grande sofrimento psíquico e vendo a morte como uma alternativa para dar um basta ao seu sofrimento”, explica ao HuffPost Brasil a psicanalista Soraya Carvalho.

“O ideal é que a pessoa seja escutada por um profissional especialista no assunto ou por voluntários do CVV, que recebem treinamento para abordar pessoas em risco de suicídio. Entretanto, a família, um amigo ou um professor podem ajudar muito sem que tenham um preparo especial para lidar com tal assunto, desde que sigam algumas recomendações básicas e fundamentais”, completa.

 

Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajuda, ligue 141, para o CVV - Centro de Valorização da Vida, ou acesse o site. O atendimento é gratuito, sigiloso e não é preciso se identificar. O movimento Conte Comigo oferece informações para lidar com a depressão. No exterior, consulte o site da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio para acessar uma base de dados com redes de apoio disponíveis.

Homens: Tabu e desinformação

- 30% dos homens afirmam que depressão é “falta de fé” — entre as mulheres, o percentual é de 17%

- 55% acreditam que basta ter uma atitude positiva para superar a depressão

- 29% dos homens acham que depressão é sinal de fraqueza

Fonte: Pesquisa Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental

 

*A jornalista, Ana Beatriz Rosa, participou do lançamento da campanha “Na Direção da Vida - Depressão sem Tabu”, conduzida pela UpJohn, apoiada pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) a convite da área de Medicina Interna da Pfizer.

 

Para saber mais clique aqui