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Jogos eletrônicos

Jogos eletrônicos

Afinal, eles ajudam ou prejudicam crianças e adolescentes? Saiba por que o abuso do uso de videogame é uma das preocupações da Organização Mundial da Saúde

Jogos eletrônicos

5 Outubro 2018

 

Em maio de 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou oficialmente a dependência em videogame como um distúrbio mental. Mas quando os jogos eletrônicos ajudam ou prejudicam crianças e jovens?

Um estudo da Associação Neurológica Americana, realizado com 2.442 crianças de 7 a 11 anos, associou uma hora de videogame por semana a respostas psicomotoras mais rápidas e consistentes à estimulação visual. Em crianças que realizaram a atividade por duas horas, não foram identificadas nenhuma outra alteração. Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que o videogame teria um efeito benéfico principalmente na velocidade do processamento mental, além de beneficiar a memória.

 

De acordo com a OMS, para ser considerado um problema de saúde o uso deve resultar em prejuízo significativo nas áreas pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras áreas importantes, tornando-se evidente por pelo menos 12 meses. Esse comportamento evidencia que a criança ou o jovem não tem controle sobre o tempo que passa jogando e dá apenas prioridade para o videogame.O mesmo estudo da Associação Neurológica Americana identificou que crianças que passaram nove horas por semana utilizando jogos eletrônicos tiveram mais problemas de conduta, conflitos entre colegas e habilidades pró-sociais reduzidas.

 

Estabelecer regras e diretrizes para que os jovens compartilhem seu tempo com outras atividades é uma das maneiras de ajudar a determinar limites para o uso dos jogos. Em caso de tratamento médico, o profissional de saúde poderá indicar ainda a participação em grupos de suporte e terapia familiar.  

Os pais devem ficar atentos ao tempo que as crianças utilizam os jogos eletrônicos. Brincadeiras, jogos em grupo e esportes devem sempre fazer parte da rotina dos pequenos e devem ser priorizados.

 

 


Texto: Jailde Barreto / Design: Alex Mendes e Gustavo Deip

Fonte: Organização das Nações Unidas/ National Institute of Health

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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