Palavra do Presidente!

Palavra do Presidente!

6 Agosto 2016

Diz um ditado popular que mentira tem perna curta. Como cidadão itabirano e atual presidente da Unimed Itabira tenho o dever de esclarecer a população de nossa cidade em relação a mais uma postagem MENTIROSA veiculada nas redes sociais. 

Meu nome é Virgilino Quintão, sou servidor público efetivo do município de Itabira e presidente da Unimed Itabira. A Unimed Itabira é uma cooperativa de trabalho médico que possui atualmente 120 médicos cooperados, gera empregos diretos a 50 colaboradores e vários empregos indiretos em clínicas, hospitais, laboratórios e em outros setores da economia local.

 

O dinheiro PÚBLICO nada mais é que o valor arrecadado com impostos pagos por empresas e cidadãos trabalhadores. Um país em recessão tem sua arrecadação diminuída pelo desaquecimento da economia, reduzindo os recursos disponíveis para o papel social do Estado. Neste cenário é natural o poder público buscar parcerias público-privadas, que irão ajudar a manter os serviços essenciais e evitar a desassistência. 

 

Em Itabira estamos na contra-mão deste raciocínio. Enquanto os governos federal e estadual estudam privatizar setores estratégicos, aqui partimos para o inchaço da máquina pública. A mudança da Maternidade pública, de forma emergencial e improvisada, para o HMCC é um dos exemplos disso. 

 

Quando o HCC atendia aos convênios, a Unimed Itabira pagava aproximadamente R$ 400.000,00 por mês pelos atendimentos prestados aos seus clientes. Quando nossos clientes são atendidos em uma estrutura pública, pagamos ao governo federal por este atendimento ( ressarcimento ao SUS ). Portanto, a Unimed sempre pagou e pagará pelos serviços prestados aos seus beneficiários, ao contrário do que foi afirmado em uma postagem que circulou pela mídia nos últimos dias. Este valor que era pago ao HCC agora será direcionado ao HNSD ou a hospitais de Belo Horizonte. Pagamos aproximadamente a mesma quantia mensal ao HNSD por serviços prestados a nossos clientes, R$ 400.000,00. 

 

Como servidor municipal na área da saúde vejo no meu dia a dia uma realidade bem diferente da que foi "desenhada" na postagem . Faltam insumos básicos nas unidades, faltam medicamentos, falta resolutividade, a espera por cirurgias, exames e tratamentos é desumana. Enfim, falta respeito à população e ao servidor público. 

O HMCC não possui os leitos citados, basta o cidadão ir lá, conferir e contar ( citaram 180 leitos + 20 de ÚTI ). Os valores que são pagos à FSFX exigiriam realmente o número de leitos citados para justificar o montante. Os planos de saúde não são parasitas do setor público, são parceiros que ajudam a financiar hospitais filantrópicos e desafogam as instituições públicas, atendendo parcela significativa da população ( 25% a nível nacional e 40% em Itabira ). As estruturas próprias das operadoras de plano de saúde são um reforço à rede assistencial, mas, sozinhas são insuficientes para absorver a demanda de serviços. 

 

Citaram a Unimed BH em relação a recursos próprios. Apenas 35% da rede de atendimento é de estruturas próprias, o restante são estabelecimentos credenciados. O cidadão que depende dos serviços públicos e os profissionais que trabalham na rede municipal de saúde conhecem a dura realidade do descaso com este setor. Poderíamos definir como APAGÃO DA SAÚDE. 

 

Faço um apelo aos conterrâneos, não acreditem em qualquer um. Confiram as informações e busquem a VERDADE. Uma população esclarecida e consciente dificilmente será enganada. Obrigado!

 

Por Dr. Virgilino Quintão Torres Cruz
Presidente da Unimed Itabira


Rafael Barbosa