Voltar

Cuidado com a pele deve ser um hábito constante

Cuidado com a pele deve ser um hábito constante

Cuidado com a pele deve ser um hábito constante

7 Janeiro 2021

Apesar de ser um país tropical com incidência de luz solar na maior parte do ano, é nessa época, com o verão, que as pessoas se expõem mais à radiação solar. O médico dermatologista da Unimed Limeira, Dr. Gustavo Galli faz um alerta e explica sobre os cuidados que devem ser tomados para se proteger e se prevenir do câncer de pele. 

O dermatologista destaca que apesar desse período de verão quando as pessoas estão mais expostas, pois aumenta a procura por ambientes como piscina e mar, o cuidado com a pele deve ser um hábito. “A proteção solar deve ser o ano inteiro, pois um pouco de radiação todo dia também causará problema a longo prazo”, alerta o médico. 

“O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo. A cada ano ocorrem 180 mil novos casos, no país”, ressalta Dr. Gustavo ao relatar os dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O dermatologista conta que apesar dos números alarmantes, mais de 90% dos casos são curados, quando diagnosticados a tempo.

A maioria dos casos surge em pessoas acima dos 50 anos, pois uma das principais causas é a exposição solar acumulada ao longo da vida. “O recomendado é o uso de filtro solar e acessórios que protejam do Sol. Principalmente no verão quando a radiação ultravioleta é ainda mais intensa.”

Além da exposição ao Sol, o bronzeamento artificial também é um grande fator de risco apontado pelo dermatologista, e deve ser evitado.

Segundo o Dr. Gustavo, basicamente existem dois grupos de câncer de pele, os carcinomas (também chamados não-melanoma) e o melanoma. “Os carcinomas respondem por 95% dos casos, sendo o basocelular o mais comum deles. E felizmente o menos agressivo”. 

O melanoma é o mais perigoso. Ele surge como pintas castanho-enegrecidas, geralmente planas que evoluem com mudança na cor, formato ou tamanho. “O câncer de pele pode matar pois vai se infiltrando em profundidade na pele até que suas células acabam atingindo a corrente sanguínea e se disseminando para outros órgãos. Em casos como o melanoma, às vezes basta aprofundar um milímetro para ocorrer metástase”, explica Dr. Gustavo. 

O médico conclui com o alerta de que é preciso estar atento aos sinais que a pele dá, por exemplo, “pequenas feridas que demoram a cicatrizar, carocinhos lisos ou ásperos que crescem e pintas que mudam de aspecto com o tempo. Para identificar essas alterações logo no início e curar o câncer de pele, os dermatologistas sempre recomendam o autoexame mensal e procurar o seu médico ao menor sinal de dúvida”, ressalta.