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Saiba mais sobre a função e saúde intestinal

Saiba mais sobre a função e saúde intestinal

Saiba mais sobre a função e saúde intestinal

31 Outubro 2019

 

Microbiota intestinal refere-se aos microrganismos, bactérias, fungos e vírus, ou seja, um mundo microscópico que habita o nosso intestino, antigamente era conhecido por flora intestinal. Esse “ser” dentro do nosso corpo chega a pesar por volta de 2 kg. Por falar em intestino, este órgão de estrutura complexa assume um papel importante não só na promoção da digestão devido às secreções do trato gastrointestinal, mas também por estimular a imunidade inata contra as agressões do meio externo, controlando a sobrevivência de bactérias potencialmente patogênicas.

Dentre as inúmeras funções que a microbiota pode influenciar, destacam-se:

  • O reconhecimento, a manutenção da integridade da mucosa;
  • Regulação da absorção de nutrientes;
  • Participação na produção de vitaminas e enzimas;
  • Produção de componentes necessários para a renovação celular;
  • Auxílio na digestão de alguns alimentos que nem o estômago e intestino delgado são capazes de digerir;
  • Estímulo o sistema imunológico, promovendo efeito barreira, por possuir de 70 a 80% de células do sistema imunológico.

Acredita-se que nos humanos o intestino tenha o tamanho de 8 a 9 metros de comprimento, detém aproximadamente 500 milhões de neurônios, apresenta 400 vezes mais a melatonina do que a glândula pineal, é responsável por produzir aproximadamente 95% da serotonina (promove bem estar) e 50% da dopamina (importante para o prazer e concentração) do corpo. O intestino possui 70% dos micro-organismos observados no corpo humano e, até o momento, foram identificadas a existência de 100 espécies diferentes de bactérias nele.

Contudo, nossa microbiota pode perder o equilíbrio em algumas situações específicas, podendo gerar o quadro de disbiose intestinal. Neste quadro observamos, por exemplo, muita flatulência e alteração na frequência e consistência das eliminações intestinais. A disbiose pode gerar vários impactos na saúde como obesidade, alterações no sistema emocional, hipertensão arterial, diabetes e redução da imunidade.

 

Alguns fatores que pioram a função do intestino, são:

  • Alimentação pobre em alimentos probióticos, hortifrútis e água;
  • Elevado consumo de industrializados de péssima qualidade nutricional;
  • Doenças intestinais não tratadas como doença de Crohn, Síndrome do intestino irritável e Colite ulcerativa;
  • Uso crônico sem acompanhamento médico de protetor gástrico (prejudicando a digestão do alimento);
  • Uso de antibióticos;
  • Questões emocionais (depressão, ansiedade, etc);
  • Alterações hormonais que predispõem a constipação (hipotireoidismo, período pré menstrual e período de gestação).


Estima-se que 12% a 27% da população possuem constipação intestinal. Mas você sabia que alguns alimentos podem auxiliar na modulação da função do intestino? Falamos dos probióticos e prebióticos. Veja abaixo o que são e o papel destes itens alimentares em nossa saúde.

Probióticos:

Probióticos são microorganismos vivos que podem beneficiar a saúde do consumidor;

Eles produzem substâncias bacteriostáticas (substância que protegem nosso organismo) e competem a “dominação” do intestino com os patógenos (reduzindo sua população) e suas toxinas;

Podemos encontrar na forma de alimentos, suplementos dietéticos e fármacos;

Alimentos probióticos: iogurte, leite fermentado, kefir de água ou de leite, kombucha, levedo de cerveja, chucrute, tempeh e pickles.

 

Prebióticos:

São alimentos não digeríveis pelo hospedeiro e que são fermentados no cólon pelos microorganismos bons ali existentes, favorecendo o aumento da sua população. Auxiliam na formação do bolo fecal, diminuição do tempo de trânsito intestinal, redução na velocidade de esvaziamento do estômago, gerando mais saciedade, e controle na glicemia.

Alimentos prebióticos: alho, cebola, batata yacon, biomassa de banana verde, psyllium, semente de chia, semente de linhaça, aveia, cereais integrais, feijão, ervilha, lentilha e hortifrútis. Hortifrútis crus e com casca, tendem a possuir maior volume de prebióticos.

 

Alguns benefícios do uso de probióticos e uma função intestinal regulada:

  • Estímulo da resposta imunitária inata;
  • Efeito anti-inflamatório em doenças intestinais como colite ulcerativa e Doença de Crohn;
  • Auxilia no tratamento de gastroenterites;
  • Auxilia no tratamento de constipação e diarreias;
  • Pode auxiliar na maior eficácia de vacinas;
  • Aumento da excreção fecal de colesterol (reduzindo o colesterol no sangue);
  • Importante para a absorção de vitaminas e minerais;
  • Produção de neurotransmissores de bem estar;
  • Melhora na digestão da lactose;
  • Menor risco de câncer.

 

Como está seu intestino?

O ideal é ter a frequência de eliminações intestinais ao menos 1 vez ao dia, sem sentir dor durante o processo. As fezes devem afundar no vaso sanitário e seu formato deve ser alongado, tipo “salsicha”. O cheiro não deve ser forte.

 

Sinais que algo está alterado:

  • Cheiro forte: talvez falta de verduras na alimentação e/ou excesso de carboidratos e/ou excesso de proteína;
  • Cor amarelada e/ou consistência espumosa: talvez excesso de gorduras;
  • Boiar no vaso sanitário: talvez excesso de carboidratos e/ou falta de fibra;
  • Consistência de “bolinhas tipo fezes de cabrito”: talvez falta de água e/ou fibras e/ou inatividade física;
  • Lembramos que algumas doenças, medicações, suplemento de ferro, alterações emocionais e hormonais modificam o funcionamento do intestino.

 

Dicas:

Tudo começa pela escolha dos alimentos e da forma como iremos nos alimentar. Se comeremos rápidos ou com uma boa mastigação; estressados ou tranquilo; algo que nutra o corpo ou que atrapalhe nossas funções fisiológicas. Suas escolhas geram a diferença.

 

Confira abaixo algumas dicas:

  • Afaste-se de alimentos alergênicos para você. Você merece ter um corpo que funcione bem;
  • Diminua o estresse antes de se alimentar. Uma respiração adequada ajuda muito;
  • Mastigue bem o alimento antes de deglutir;
  • Tenha uma boa hidratação ao longo do dia. Um parâmetro de avaliação é a coloração da urina, que ao final do dia deve estar mais clara, porém não transparente;
  • Evite quantidades superiores a 120 ml de água junto da refeição. Tome líquidos até 30 minutos antes da refeição ou após 1 hora do seu término;
  • Inclua na rotina alimentar alimentos pró e prebióticos.

 

LIMÃO EM JEJUM:

No limão encontramos o ácido cítrico. Ao ser consumido em jejum, esse ácido atinge de forma mais eficaz a região proximal do intestino delgado e lá ele estimula a produção do hormônio secretina. Este por sua vez, estimula no pâncreas a secreção de água e bicarbonato, uma substância que promove a liberação de enzimas proteolíticas de pH alcalino e atua como um alcalinizante metabólico. Este mecanismo melhora a digestão de proteínas residuais no intestino delgado, reduzindo substrato para a proliferação de proteobactérias e com isso, minimizando o impacto deletério delas na barreira da mucosa do trato gastrointestinal. Logo, o consumo de água com limão em jejum, traz benefícios a saúde intestinal.

 

Lembre-se sempre: você é o que você come, digere, absorve e metaboliza.

Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e possa contribuir muito com sua qualidade de vida.


Dedique tempo e energia somente aos temas mais importantes de sua vida.” (John Maxwell)

…Como a sua saúde.

 

Elaboração:

Nayara Momm

Tamiris Nunes Markoski

 

Referências:

Bourlioux, P, Koletzko B, Guarner F, Braesco V. The intestine and its microflora are partners for the protection of the host: report on the danone symposium “The intelligent intestine”. The American Journal of Clinical Nutrition 2002:675-683.

Damião, A.O.M.C. et al. Probióticos. In: Waitzberg LD. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. 4 ed. São Paulo: Editora Atheneu; 2009.

Garcia L.B et al. Constipação intestinal: aspectos epidemiológicos e clínico. Revista Saúde e Pesquisa, Maringá. v. 9, n. 1, p. 153-162, jan./abr. 2016

Oliveira, J.L.; Almeida, C.; Bonfim, N.S. A importância do uso de probióticos na saúde humana. Unoesc & Ciência - ACBS Joaçaba, v. 8, n. 1, p. 7-12, jan./jun. 2017

Pedrinola, F. Endocribologia e metabologia. Microbiota, intestino e saúde. Disponível em: http://www.brazilhealth.com/Visualizar/Artigo/113/Microbiota-intestino-e-saude