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Mês de conscientização da doença de Alzheimer

Mês de conscientização da doença de Alzheimer

Mês de conscientização da doença de Alzheimer

20 Setembro 2018

Segundo dados do relatório da Organização Mundial da Saúde, realizado em 2016 em conjunto com a Alzheimer’s Disease International, estima-se que 35,5 milhões de pessoas no mundo tenham a doença, e que em 2030 esse número possa chegar a 65,7 milhões. No Brasil, a projeção é que de 4 a 5 milhões de pessoas desenvolverão a Doença de Alzheimer até 2050.

A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência, sendo degenerativa e incurável. Os sintomas podem iniciar com alterações de memória recente e algumas vezes dificuldade de linguagem. Com o avançar da doença, além da piora da memória, os sintomas são: dificuldades de operacionalizar situações, dificuldade de localização espacial, dificuldade em nomear objetos, alterações de comportamento, apatia e alucinações.

Marcelo Zalli, neurologista, explica que a doença atinge inicialmente o Hipocampo, área de concentração das memórias, expandindo para todo córtex cerebral com o avanço e progressão da doença.

Marluci Gomes, psicóloga e especialista em Neuropsicologia, explica que devido alteração nas estruturas cerebrais, a doença afeta progressivamente as funções neurocognitivas, tais como: memória, orientação, juízo, planejamento e linguagem. “Com a evolução da demência, o indivíduo perde gradativamente a capacidade de gerenciar as atividades de vida diária. Em casos mais avançados, perde a capacidade de cuidar de questões básicas, como higiene pessoal e alimentação”, esclarece.

São fatores de risco: tabagismo, sedentarismo, diabetes, hipertensão, distúrbios do sono (entre eles está a apneia do sono) e histórico familiar de Alzheimer. O neurologista alerta que a baixa frequência de leitura e atividades intelectuais ao longo da vida também são considerados fatores de risco importantes para o desenvolvimento de doença degenerativa cerebral.

Marluci destaca a importância de aumentarmos nossa reserva cognitiva. O estilo de vida e a estimulação cognitiva agem diretamente na capacidade do cérebro em criar novas conexões neuronais, que atuam como efeito protetor, que podem reduzir o risco de demência, retardar ou melhorar prejuízos cognitivos decorrentes de neurodegeneração e minimizar a taxa de comprometimento da memória no envelhecimento normal. “Portanto é importante manter-se bem informado, com leituras e conhecimentos intelectuais, usar recursos lúdicos, como jogos ou atividades que necessitam de estratégias (xadrez, quebra-cabeça, caça-palavras, labirintos, entre outros), realizar atividades físicas, ter uma boa alimentação com os nutrientes importantes para a saúde cerebral e buscar ter vida social ativa”, comenta a psicóloga.

O diagnóstico deve ser realizado por um neurologista com boa fluência em doenças de memória. Muitos pacientes que procuram consultório neurológico possuem queixas de memória e na verdade estas podem estar atribuídas a diversas situações e não necessariamente à doenças degenerativas como a de Alzheimer, destaca Marcelo Zalli. Portanto a avaliação especializada é fundamental. Exames de Neuroimagem são de extrema importância e auxiliam o especialista, assim como o teste neuropsicológico/bateria cognitiva que mensura o grau do declínio cognitivo e nos auxilia nos diagnósticos diferenciais. O diagnóstico precisa ser adequado, pois o tratamento para as condições que afetam memória mudam de doença para doença.

Apesar de não haver cura, existem tratamentos a fim de evitar a progressão da doença, por isso o diagnóstico precoce é fundamental. A doença, quando diagnosticada em fase inicial, pode ficar estável por mais tempo com uso de medicações. Outro ponto importante destacado pelo médico é a reabilitação cognitiva. “São instrumentos adotados por neurorreabilitadores objetivando a neuroplasticidade, tornando o paciente mais ativo cognitivamente. Aprender coisas novas é fundamental. Quando aprendemos algo novo, como uma língua ou tocar um instrumento musical por exemplo, nosso cérebro muda fisicamente, novas conexões são desenvolvidas e uma rede sináptica é formada (sinapses são zonas ativas de contato entre uma terminação nervosa e outros neurônios, células musculares ou células glandulares). Esta constelação de neurônios possui uma força sináptica que previne a doença e pode evitar a progressão em pacientes já diagnosticados, finaliza o neurologista.

A Unimed Litoral possui o Ativar - grupo de estimulação cognitiva para nossos clientes idosos. O grupo propõe auxiliar as pessoas que necessitam de uma atenção especial à memória, desenvolvendo diversas atividades para estimular tanto a memória como outras funções cognitivas, tais como: atenção, vocabulário, organização, orientação e raciocínio. Saiba mais em http://unimed.me/10043j