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Tontura afeta até 30% da população mundial

Tontura afeta até 30% da população mundial

Campanha nacional incentiva diagnóstico correto

Tontura afeta até 30% da população mundial

Campanha nacional incentiva diagnóstico correto

17 Abril 2019

Dra. Danielle Ferreira fala sobre tontura“Tontura é coisa séria”. É com este alerta que a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) celebra o dia 22 de abril, data dedicada a incentivar as pessoas a procurarem um diagnóstico correto em relação à tontura. Sintoma que pode limitar as atividades do dia a dia e causar ansiedade, angústia e insegurança.

Dra. Danielle Ferreira (foto), otorrinolaringologista e médica cooperada da Unimed Maceió, diz que a tontura é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos. “Estudos mostram que a tontura representa uma das queixas mais prevalentes em medicina, afetando, aproximadamente, de 20% a 30% da população mundial”.

A médica explica que o equilíbrio corporal é mantido pela integração sensorial orquestrada pelo sistema nervoso central entre os sistemas vestibular (labirinto-presente na orelha interna), sistema proprioceptivo (músculos e tendões) e sistema visual. 

Quando há algum problema entre estes sistemas, a tontura aparece como um sintoma. De acordo com Dra. Danielle Ferreira, o paciente pode sentir sensações diversas como vertigens, tontura do tipo instabilidade, desequilíbrio, flutuação, mareio, escurecimento visual, dentre outros.

“Desta forma, diversas doenças podem ser a causa de tontura. A origem pode ser uma doença no labirinto, doenças neurológicas, como: doenças desmielinizantes (quando há destruição dos tecidos que envolvem os nervos), tumores cerebrais, acidentes vasculares encefálicos, distúrbios cardiovasculares, metabólicos (Diabetes Mellitus, hipotireoidismo e anemia), além de doenças autoimunes, psiquiátricos etc”, afirma a médica.

Dra. Danielle Ferreira destaca a importância de uma data dedicada à discussão sobre a tontura. Um alerta que serve tanto para a classe médica, como para a população em geral.  “Precisamos tratar sempre a origem e não a consequência, diminuindo o impacto da doença na vida da população. Se estiver com o sintoma procure seu médico, ele será a pessoa mais indicada para investigar sua queixa e oferecer um tratamento correto e individualizado”.