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Atitudes e medidas a serem tomadas para evitar uma nova onda de contaminação

Atitudes e medidas a serem tomadas para evitar uma nova onda de contaminação

Seguir à risca as orientações dadas pela Organização Mundial de Saúde é o melhor meio de evitar o contágio

Atitudes e medidas a serem tomadas para evitar uma nova onda de contaminação

Seguir à risca as orientações dadas pela Organização Mundial de Saúde é o melhor meio de evitar o contágio

15 Janeiro 2021

 

Com o início da pandemia, a população mundial precisou se adaptar em viver de forma restrita, evitando contato na intenção de não propagar o vírus. Porém, a monotonia e falta de contato com outras pessoas não tem sido uma tarefa fácil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que as seguintes medidas sejam reforçadas para conter o aumento recente da curva de contágio. É necessário que todos façam a sua parte para garantir que segurança de todos seja mantida. Dr. Sérgio Nicolas, Coordenador do Departamento de Saúde Ocupacional da Unimed Marília, destaca as principais:

Evitar aglomerações
Procure manter o contato apenas com pessoas do seu convívio diário, evite sair ou se reunir, pois apenas uma pessoa contaminada pode colocar a saúde de todos os demais em risco.

Manter o distanciamento
A OMS recomenda manter uma distância mínima de 1,5 a 2 metros ao conversar ou até mesmo ao se deparar com outras pessoas.

Lave bem as mãos
É uma medida básica de higiene e muito eficaz que impede a propagação não apenas do novo coronavírus como também de outros microrganismos.

Sempre que tocar em objetos ou superfícies que possam estar contaminados, lave bem as mãos com água e sabão, pois a lavagem torna o vírus inviável.

Usar máscara ao sair
Sempre que for necessário sair de casa, o uso da máscara é fundamental em qualquer ambiente, usando álcool em gel após retirar e trocar com uma frequência recomendada de 2 horas.
O uso desse acessório deve ser feito de maneira correta, cobrindo a boca e o nariz.

Mantenha a circulação de ar
A correnteza de ar desestabiliza o posicionamento do vírus, dificultando o contágio.

Vacinas para o Covid-19
A Sociedade Brasileira de Imunologia divulgou uma nota no dia 12 de janeiro sobre análise feita da vacina do Instituto Butantã e de todas as outras vacinas que foram divulgadas até o momento. Confira os principais trechos.

“A primeira observação importante que realizamos é que cada estudo teve critérios diferentes para identificar o que foi considerado “caso de COVID-19”. Portanto, o cálculo da eficácia GLOBAL de cada um não é diretamente semelhante. Por exemplo, no estudo da vacina Moderna, foi considerado caso de Covid-19 “dois sintomas de um grupo formado por febre, arrepios, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta, perda de olfato ou paladar” com diagnóstico viral confirmado; ou um sintoma grave como falta de ar, tosse, diagnóstico radiológico. Ou seja, dois sintomas leves OU um sintoma grave. No estudo da Astra-Zeneca (Vacina Oxford), foi considerado caso de Covid-19 os sintomas apresentados por um grupo de pessoas: febre, tosse, falta de ar, perda de olfato ou paladar; ou seja, a maioria sintomas leves, mas um grave (falta de ar). No estudo do Instituto Butantã, foram considerados casos qualquer um dos sintomas leves e outros sintomas não apresentados em outros estudos: náusea, vômito e diarreia”.

Além disso, frisa que para obter a imunidade é importante vacinar o maior número de pessoas o quanto antes “Para obter imunidade de rebanho, que só é possível com vacinação, é importante que vacinemos o maior número de pessoas, o mais rapidamente. Eficácia de 50% é um número considerado mínimo na população, pois reduziria o risco de doença em 50% se vacinássemos 100% das pessoas, lembrando que não sabemos atualmente o real risco (que só serão descobertos com testagem ampla). O que o estudo do Instituto Butantã nos diz é que houve redução em 50% de qualquer sintoma na população de profissionais da saúde; e a da Oxford, 62% em toda a população. Sendo assim, devemos concentrar nossos esforços agora na conscientização e na vacinação em massa, para proteger a população da doença”.

A Associação Médica Brasileira também afirma sobre a urgência da vacinação após aprovação da AVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) “É urgente o início da vacinação no Brasil. Só assim evitaremos mais perdas causadas pela COVID-19. Desde 8 de dezembro de 2020, quando a primeira dose da vacina foi ministrada no mundo ocidental, já são 23 milhões de aplicações realizadas com segurança em mais de 50 países. A maioria das pessoas vacinadas não apresentam efeitos colaterais. Os que apresentam geralmente têm sintomas leves. Nenhuma perda relacionada à vacinação para COVID-19 foi descrita até o momento, enquanto a doença já causou mais de 1.900.000 óbitos globalmente. Uma vez autorizadas ou aprovadas pela ANVISA, as vacinas poderão e têm de ser oferecidas aos brasileiros com segurança e eficácia”.