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Diabetes: é possível conviver e ter qualidade de vida tratando da maneira adequada

20 Novembro 2020

 


14 de novembro é lembrado como O Dia Mundial do Diabetes. Esta data foi reconhecida em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) com o intuito de informar à população mundial acerca dos problemas provenientes da doença.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) explica que o diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou a que produz não é utilizada corretamente. Insulina é um hormônio que exerce o papel central no controle do nível de glicose (açúcar) no sangue, que normalmente é obtido por meio dos alimentos, sendo também considerada uma doença metabólica, pois seu desenvolvimento está relacionado à forma com que o corpo transforma os alimentos ingeridos em energia para permanecer em movimento.

No Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população e esses números, com base em dados da SBD só está crescendo; por essa razão, é de extrema importância a conscientização sobre os problemas associados ao diabetes como a alta mortalidade por doenças cardiovasculares (infartos e insuficiência cardíaca), AVC (derrame), complicações específicas da doença, como insuficiência renal, perda da visão, alteração de sensibilidade nos membros inferiores e consequentes úlceras e amputações.

Diabetes e seus tipos

Tipo 1 - Neste tipo, há deficiência de insulina que ataca as células que produzem este hormônio; logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Um fator de risco é a influência genética, porém, não há pesquisas decisivas sobre os fatores para esse o diabetes tipo 1.

Tipo 2 - Quando o organismo não produz insulina suficiente ou quando as células do organismo respondem mal a ação da insulina. Também está relacionado à obesidade ou sobrepeso.

Diabetes Gestacional - Pode surgir durante a gravidez devido à resistência das células a insulina, aumentando o nível de glicose sanguínea (glicemia). Por nem sempre existir sintomas aparentes, recomenda-se que todas as gestantes, a partir do início do 6º mês, façam o teste, chamado teste oral de tolerância.

Os sintomas mais comuns que podem estar relacionados ao diabetes são vontade frequente de urinar, fome, sede excessiva e perda de peso. Mas existem casos em que alguns podem ser classificados como sintomas do tipo 1 (alterações de humor, náusea, fadiga e fraqueza) ou do tipo 2 que pode não apresentar sintomas iniciais, sendo diagnosticado apenas após infecções frequentes, demora na cicatrização, alterações na visão e formigamento nos pés.

Dicas para melhorar a qualidade de vida

Controlar o consumo de carboidratos e doces
Fazer mais refeições ao dia em menores quantidades
Consumir alimentos ricos em fibras
Praticar atividade física: os exercícios físicos ajudam o organismo a usar o açúcar presente no sangue com mais velocidade
Tenha uma boa noite de sono
Mantenha-se hidratado
Cuide da saúde dos pés, hidratando e secando bem entre os dedos
Mudanças na alimentação e na prática de exercícios podem evitar agravantes como pé diabéticos, doenças vasculares, oculares e renais.

Saúde ocular
Uma das consequências do diabetes é a retinopatia diabética; uma doença que afeta os vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. A oftalmologista Dra. Cláudia Asperti Ottaiano, afirma que o aparecimento da retinopatia diabética está relacionado principalmente ao tempo de duração do diabetes e ao descontrole da glicemia “Geralmente afeta ambos os olhos e se não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a cegueira irreversível” ressalta.         

Muitas vezes, os estágios iniciais da retinopatia diabética não apresentam sintomas. Por isso recomenda-se que todas as pessoas com diabetes consultem um oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Dra. Cláudia recomenda o exame com a pupila dilatada para detectar se há alguma alteração no fundo de olho antes mesmo que os sintomas apareçam.

A medida que a doença progride, os sintomas de retinopatia diabética podem incluir: pontos ou manchas escuras flutuando na visão, visão embaçada, visão que muda periodicamente de borrada para clara, visão noturna prejudicada e perda de visão central ou periférica “Exames oftalmológicos regulares são essenciais para detectar complicações oculares decorrentes do diabetes e permitir o início dos tratamentos o mais cedo possível, quando as chances de controlar a doença são maiores” conclui.

 

Diabetes X saúde renal

O diabetes é uma das doenças crônicas que mais causam impacto na qualidade de vida do paciente, que precisa se policiar em manter uma dieta restrita e regrada para não piorar o quadro.

Segundo o nefrologista Dr. Ivan de Melo Araújo, uma das principais funções dos rins é filtrar o sangue para que todos os resíduos e toxinas sejam eliminados pela urina. No caso do diabético, o aumento do nível de açúcar no sangue gradativamente vai causando lesões nos vasos sanguíneos, “A doença renal diabética tem piora progressiva ao longo dos anos, e pode ao fim comprometer a qualidade de vida seriamente: o diabetes traz outros problemas que se somam, como perda da visão, falta de circulação nos pés e pernas, doença cardíaca e risco de lesões no cérebro” afirma, por essa razão, campanhas de prevenção e controle são tão importantes.

Novos medicamentos ajudam fortemente na prevenção da doença renal e de outras complicações do diabetes “O médico fará a orientação para a melhor escolha de tratamento, e o apoio multiprofissional complementará todos os cuidados para uma vida feliz e sem complicações. Com bom tratamento e hábitos saudáveis, a vida de todo paciente volta a ser normal” declara o especialista.

Os cuidados de um diabético devem ser do controle da doença de base: vida saudável com boa dieta, exercícios, medicamentos regulares que permitam bom controle da glicose sanguínea e da hemoglobina glicada. De igual importância é o controle das gorduras do sangue e da hipertensão arterial que frequentemente se associa “Cuidados com os pés, tratamentos da doença da retina, uso de insulina adequado, educação física, apoio nutricional, psicológico e social, tudo isso para que o paciente viva uma vida saudável e sem problemas, também exigem muito rigor na obediência às orientações médicas e de demais profissionais envolvidos” pondera Dr. Ivan.

Para finalizar, Dr. Ivan afirma que prudência com remédios e demais cuidados são fundamentais e dependem de apoio de equipes multiprofissionais, hoje oferecido aos beneficiários da Unimed Marília sem custo “Isto ocorre sob orientação a grupos de pacientes que aderirem ao programa de prevenção, com profissionais engajados e programas abrangentes para a melhor evolução dos pacientes” complementa.

Unimed Marília promove a saúde do Diabético com o Programa Controle do Diabetes no Espaço Viver Bem

O Programa Controle do Diabetes é destinado a beneficiários que já possuam o diagnóstico de Diabetes tipo 1 ou 2, com a finalidade de prevenir os agravos da doença quando não controlada. Também foca em beneficiários que ainda não possuem o diagnóstico, porém já queiram prevenir. O Programa acontece 1 vez por semana, com duração de 1h aproximadamente cada encontro e são sempre conduzidos por uma equipe multiprofissional (enfermeira, nutricionista, psicóloga e dentista), dando todo o suporte de orientações necessárias juntamente ao acompanhamento médico já realizado.

De acordo com a Nutricionista do Espaço Viver Bem Simone Clivelaro Bertassi Cabana, durante a pandemia o Programa está acontecendo de forma online “Visando manter o isolamento social, mas sem deixar de dar toda a assistência necessária a esses beneficiários que necessitam do suporte profissional para evitar as complicações, estamos mantendo o controle dessa forma” alega.

Os interessados devem entrar em contato através do telefone 2105-8191.