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Setembro amarelo

14 Setembro 2020

Um assunto importante que deve ser sempre colocado em pauta. Aproveitando o mês do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, trazemos informações sobre o tema, forma de ajudar a sociedade, a identificar pessoas em risco e prevenir esta condição.

Este comportamento pode ser manifestado por pensamentos, planos e tentativas. Convidamos então, a psicóloga da Unimed Marília, Ana Flávia Abdul Massih, para falar um pouco mais sobre este assunto e como podemos ajudar e identificar alguém que precise de ajuda.

Atualmente, são registrados mais de 11 mil suicídios todos os anos no Brasil e quase 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, que podiam ser tratados. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

“Erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida. O estigma resulta de um processo em que pessoas são levadas a se sentirem envergonhadas, excluídas e discriminadas. O suicídio é um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais”, comenta Ana Flávia.

Este é considerado um grande problema de saúde pública em todos os países. No entanto, segundo Ana Flávia, é possível prevenir o suicídio.

De que forma podemos ajudar? 

A informação correta direcionada à população é muito importante para orientar e prevenir esta condição. O acompanhamento psiquiátrico e psicológico oferece outras perspectivas e ajuda a desenvolver habilidade emocional para administrar adversidades da vida. Aos poucos, é possível reencontrar a força para recomeçar.

“No entanto, todos podemos ajudar ao perceber mudanças importantes no comportamento de alguém próximo. Uma conversa privada, aberta e tranquila, livre de julgamentos e preconceitos, feita de forma empática e respeitosa, com sentimento de preocupação e o saber ouvir, podem ser essenciais para a pessoa falar e conseguir buscar tratamento profissional. Falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem. É extremamente importante não deixar a pessoa sozinha em nenhum momento”, explica a psicóloga.

A Unimed Marília dispõe de uma equipe multidisciplinar para realizar um tratamento especializado. O Espaço Viver Bem possui psicólogas e programas focados na saúde mental. Considerando-se responsável por seus beneficiários, não apenas oferecendo meios para o tratamento das complicações dessas condições, mas sim, ações focadas na proteção e prevenção, a Unimed Marília cuida para que a saúde dessas pessoas seja impactada positivamente.

Espaço Viver Bem fica localizado na Rua Coronel José Brás, 1087. Os atendimentos no momento estão sendo realizados de forma online. Entre em contato pelo telefone (14) 2105-8191 ou email medicinapreventiva@unimedmarilia.com.br.