Voltar

Psicóloga reforça importância do Setembro Amarelo

17 setembro 2019

Psicóloga reforça importância do Setembro Amarelo

Cada vez mais torna-se necessário falar sobre o tema suicídio e conscientizar as pessoas desta realidade, é o que afirma a psicóloga da Unimed Maringá, Josiane Constantinov. “Infelizmente os casos de suicídio estão mais presentes no nosso cotidiano, por isso, é preciso dialogar sobre o assunto e promover ações que contribuam para a saúde mental e qualidade de vida como um todo”, diz.

Nesse sentido, surgiu o Setembro Amarelo, um mês destinado a valorização da vida, em que se promove diversas atividades com a temática. “São cartazes, palestras, rodas de conversas e outras ações promovidas por diversas instituições públicas e privadas. A intenção de falar sobre o tema é incentivar a população a procurar ajuda profissional, quando necessário", orienta.

De acordo com a psicóloga, o suicídio ocorre como uma tentativa de cessar rapidamente um sofrimento emocional que pode estar atrelado a muitos fatores como: problemas pessoais e profissionais, questões financeiras, dificuldades em momentos de decisões e doenças como a depressão. "No caso de jovens de 14 a 23 anos, que é a faixa etária que se quer mais atenção, as causas ainda podem estar atreladas ao bullying e dificuldades nos estudos".

Para identificar que uma pessoa está em sofrimento e precisa de ajuda é importante ficar atento aos sinais manifestados em atitudes e comportamentos. "Em geral, as pessoas que passam a ter ideação suicida apresentam vários aspectos, entre eles os mais destacados são, quando mudam rapidamente os hábitos rotineiros, não se importam mais com necessidades cotidianas e buscam isolamento".

Josiane reforça que é fundamental que familiares e amigos deem atenção ao sofrimento do outro e busquem entendê-lo. "É preciso ouvir e demonstrar que a pessoa é importante, porém, em seguida é necessário direcionar a pessoa para uma ajuda especializada, para que esta dor emocional seja trabalhada. O profissional da psicologia vai ajudar a pessoa a se reinventar e direcionar seus problemas, estabelecendo uma relação de confiança onde a pessoa possa falar e ser escutada sem julgamentos", finaliza.


Média (0 Votos)

COMPARTILHAR: