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Infertilidade: um problema de homens e mulheres

Infertilidade: um problema de homens e mulheres

Entender as possíveis causas da infertilidade é fundamental para buscar o tratamento adequado

Infertilidade: um problema de homens e mulheres

20 Janeiro 2021

Aumentar a família com um bebê é o sonho de muitos casais. Mas nem sempre é simples. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como infertilidade a ausência de gravidez após 12 meses de tentativas com relação sexual sem contraceptivo.

Estima-se que o problema atinge cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva. As causas podem estar no homem, na mulher ou em ambos. Confira aqui:

 

Quais são as causas da infertilidade conjugal?

Infertilidade masculina

Infertilidade feminina

Como prevenir e tratar a infertilidade

 

Quais são as causas da infertilidade conjugal?

Estatisticamente, as causas da infertilidade conjugal podem ser igualmente femininas ou masculinas. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), cerca de 35% dos casos são relacionados à mulher, 35%, relacionados ao homem, 20% a ambos e 10% permanecem desconhecidos.

Depois de um ano de tentativas frustradas de gestação, é recomendável que o casal busque um médico especialista em reprodução humana, ginecologista ou urologista para investigar as causas. É importante reforçar que tanto o homem quanto a mulher devem ser avaliados por seus respectivos médicos.

Na mulher, essa investigação pode ser antecipada em casos de mulheres com mais de 35 anos, ciclos menstruais irregulares, história de doença inflamatória pélvica, diagnóstico ou suspeita de endometriose, cirurgias abdominais anteriores. E, no caso dos homens, se houver histórico de hábitos, doenças ou cirurgias que possam estar relacionados.

A investigação inicial para o diagnóstico pode contemplar:

  • No homem: espermograma para avaliação do fator masculino – quantidade e motilidade dos espermatozoides, além da interação muco-sêmen
  • Na mulher, avaliação do fator ovulatório, que requer exames hormonais e análise da função da tireoide; e verificação dos fatores uterino e tuboperitoneal, feita através de ultrassonografia pélvica e a histerossalpingografia (HSG), que é uma forma de raio-x utilizada para visualizar as trompas e a cavidade uterina

 

Infertilidade masculina

Segundo a Associação Brasileira de Urologia (SBU), existe uma lista de doenças e condições que podem causar a infertilidade do homem:

  • Condições anatômicas

As condições anatômicas têm a ver com a própria formação testicular e normalmente podem ser corrigidas com cirurgia:

- A varicocele é uma dilatação anormal das veias testiculares, um tipo de “varizes” ao redor dos testículos, nem sempre visíveis. É a principal causa da infertilidade masculina, diagnosticada em 40% dos casos de homens estéreis. Ao represar o sangue na região, provoca um aquecimento na bolsa escrotal, causando estresse para ambos os testículos. Isso resulta em queda na taxa de espermatozoides (oligospermia) e diminuição da sua mobilidade, levando à infertilidade. Habitualmente, aparece na puberdade, mas, com poucos sintomas, só acaba sendo descoberta na vida adulta ao investigar a infertilidade. Para ter um diagnóstico e tratamento precoce, é recomendável levar o adolescente a uma consulta de rotina no urologista

- Criptorquidia é a não descida do testículo para a bolsa escrotal durante a formação do feto e normalmente é corrigida ainda na infância

- A torção testicular acontece quando a mobilidade do testículo é aumentada devido à fraca fixação dos cordões que sustentam o testículo na bolsa escrotal. Normalmente acontece na adolescência. Sem intervenção cirúrgica, pode levar à redução do fluxo sanguíneo (isquemia) e afetar a produção de espermatozoides

  • Inflamações ou infecções nos testículos

Inflamações e infecções causadas por diferentes tipos de vírus podem provocar inchaço na próstata e afetar a produção de espermatozoides. Alguns exemplos:

- Orquite (infecção no testículo) pós-caxumba

- Prostatite (infecção na próstata)

- Doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia e HIV

- História prévia de trauma testicular

Coronavírus e fertilidade masculina
Estudos iniciais apontam que o coronavírus também pode afetar o sistema urinário e reprodutivo masculino. Isso acontece porque a enzima receptora do vírus (ACE2), presente nos pulmões e rins, também está presente em grande quantidade nos testículos. Porém, a SBRA lembra que, por ser uma doença nova, seus efeitos e a duração deles ainda estão sendo estudados.
  • Histórico de saúde

Alterações hormonais, diabetes, cirurgias no aparelho urinário também podem obstruir os canais e afetar o transporte dos espermatozoides até o sêmen.

Tratamentos contra o câncer, bem como alguns tipos de medicamentos, podem ter como efeito colateral a menor produção de espermatozoides. Estima-se que ela volte ao normal passados cinco anos de tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias.

  • Questões ambientais e estilo de vida

Drogas e outras substâncias tóxicas podem causar infertilidade. Essas substâncias são denominadas gonadotoxinas. As mais perigosas são a radiação, alguns medicamentos utilizados para quimioterapia de câncer, pesticidas, o calor excessivo, nicotina, álcool em excesso, maconha e os anabolizantes.

Existem, ainda, outras medicações que diminuem a fertilidade, entre elas alguns antibióticos, anti-hipertensivos e antidepressivos. Em muitos casos, os efeitos negativos destas substâncias são reversíveis com a suspensão do uso.

Além disso, a SBU e a SBRA destacam fatores de estilo de vida que estão relacionados a problemas de fertilidade masculina. São eles: estresse, consumo de álcool, cigarro e drogas em geral, sedentarismo e excesso de gordura corporal.

 

Infertilidade feminina

A infertilidade feminina pode ser definida como primária (paciente que nunca engravidou) ou secundária (engravidou uma vez, mesmo que com outro parceiro).

A fertilidade natural das mulheres tende a decrescer com o tempo, iniciando a queda por volta dos 35 anos. Além da idade, as causas mais comuns da infertilidade feminina são endometriose, infecção pélvica, síndrome dos ovários policísticos, bem como estilo de vida.

  • Endometriose

A endometriose é o crescimento anormal do endométrio (o tecido que reveste a cavidade interna do útero). Esse crescimento pode atingir trompas e ovários (além de outros órgãos) e afetar a fertilidade das mulheres. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o problema atinge cerca de 25% a 40% das mulheres inférteis. Entre os principais sintomas, estão cólicas intensas, dor durante as relações sexuais e fluxo menstrual intenso e irregular.

  • Infecções e histórico de saúde

Infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias podem ocasionar inflamações no endométrio e alterações nas tubas uterinas. Isso prejudica a fertilização e a implantação dos óvulos no útero. No caso de cânceres prévios, são os tratamentos fortes – quimioterapia e radioterapia – que podem inibir a ovulação e afetar a fertilidade feminina.

  • Alterações hormonais

Alterações na tireoide (hiper ou hipotireoidismo) levam a mudanças hormonais e tendem a interferir no ciclo menstrual da mulher e na fertilidade. A boa notícia é que, em geral, podem ser controladas com medicamentos.

A síndrome do ovário policístico (SOP) está relacionada com um número maior de hormônios masculinos na mulher. Isso causa um aumento no tamanho dos ovários, com pequenos cistos na parte externa deles, dificultando a ovulação.

  • Histórico de saúde e estilo de vida

Assim como entre os homens, questões de estilo de vida também afetam a fertilidade feminina. Segundo a SBRA, mulheres que fumam têm duas vezes mais dificuldade de engravidar do que as não fumantes.

Além disso, estresse, falta de sono, sobrepeso ou desnutrição provocam disfunções no hipotálamo, causando alterações hormonais que podem afetar a função reprodutora. Essa disfunção do hipotálamo também pode estar associada a atividades físicas muito intensas, com alta demanda energética.

 

Como prevenir e tratar a infertilidade

Controlar o peso, ter uma dieta saudável, praticar atividades físicas frequentes e moderadas, dormir bem, evitar o consumo de drogas e fazer consultas regulares ao médico são as melhores formas de cuidar da saúde integral de homens e mulheres. Esses cuidados também são importantes para a saúde reprodutiva de ambos.

Caso a gravidez não aconteça, a medicina pode ajudar. O primeiro passo é uma conversa detalhada com o médico sobre os hábitos e o histórico de saúde do casal. Diante dessa análise clínica e de exames iniciais, o profissional poderá apontar os melhores caminhos de investigação das causas e as melhores alternativas de tratamento para alcançar a gravidez desejada.

 

Leia mais: Tendência mundial, a maternidade após os 40 anos aumenta no Brasil


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Febrasgo, SBU, SBRA, Pro-criar

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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