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Mulheres debatem a própria realidade e valorizam autoestima

Mulheres debatem a própria realidade e valorizam autoestima

Mulheres debatem a própria realidade e valorizam autoestima

22 Março 2019

Neste mês de março, a Unimed Metropolitana do Agreste intensifica ações dedicadas às mulheres, desde momentos para elevação da autoestima a debates sobre violência de gênero, sororidade, o papel da mulher na sociedade atual, entre outros temas.  Em mesa-redonda com o tema “Seja a Mulher da sua Vida”, várias gerações reforçaram a importância de valorização e de combate aos diversos tipos de violência praticados contra elas.

No encontro, ocorrido na noite desta terça-feira, 19, na sede da cooperativa, em Arapiraca, várias participantes revelaram as próprias experiências com questões como assédio sexual, violência moral ou mesmo casos de violência física que testemunharam.

Na mesa-redonda com a participação de quatro mulheres e idealizada pela médica Personal Unimed e cooperada, Ana Maria Laranjeira, ela tratou sobre “O papel do profissional da saúde no acolhimento da mulher com vulnerabilidade”. Na ocasião, destacou a importância da humanização do atendimento  e os problemas de saúde que podem decorrer, quando a mulher sofre violência como ataques a autoestima, por exemplo. “É preciso não culpar a mulher vítima”, pontuou.

Após relatos de participantes sobre questões como o assédio de homens, a assistente social Joana Jatobá, que atua no Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAMSV) de Arapiraca e integrou a mesa-redonda, lembrou a todas que já há lei de importunação sexual, que pune quem cometer abuso mesmo que verbal contra as mulheres, que pode ser considerado ainda como atentado ao pudor.

A profissional destacou que é preciso mostrar para as melhores formas de se perceber os diversos tipos de violência a que podem ser submetidas no dia a dia, inclusive dentro das próprias relações como o namoro ou casamento. “É preciso que a mulher perceba, para que ela possa tomar as próprias decisões”, reforçou a assistente social, destacando que, de acordo com a lei, a violência pode ser moral, física, psicológica, sexual e patrimonial. “Vivemos em uma sociedade altamente patriarcal e é preciso combater o papel de submissão de signado às mulheres”.

Outra participante do encontro, a empresária e contadora Neuzete Domingos narrou episódios de machismo, que ela mesma teve que enfrentar em suas relações, como por exemplo ter convivido com um companheiro que não permitia que ela ganhasse mais que ele. Após superar diversas barreiras para se firmar profissionalmente como contadora, ela atualmente dirige a própria empresa com uma equipe de 60 mulheres. “As mulheres podem muito, podem o que elas quiserem”, defendeu.

Outro destaque ficou com a jovem Laila Casado. Com 16 anos de idade e estudante do ensino médio, ela demonstrou maturidade ao abordar “Ser mulher antes de ser adulta” e envolver temas como a sororidade, o apoio que as mulheres devem dar umas as outras, incluindo pararem de reproduzir atitudes machistas. Em suas explanações, ela procurou desmistificar questões como o debate sobre educação sexual, a busca do respeito, entre outros pontos.

Além dos debates sobre variados temas, como a “importância do papel da mãe, da mulher, na formação dos filhos”, as participantes também receberam mimos como sessão de beleza com consultoras da empresa O Boticário e da Pharmapele. Diversos brindes foram distribuídos às participantes e para as mulheres que integraram a mesa redonda, estes últimos entregues pela superintendente da cooperativa, médica alergologista Lúcia França. A mesa redonda foi moderada pela coordenadora do setor de Medicina Preventiva, Renata Medeiros.

Todo o evento contou com animação do palhaço Karambola. Como o mês tem sido dedicado às mulheres, várias médicas cooperadas que participavam do encontro Unimed Sete e Meia também foram presenteadas pela cooperativa na ocasião.

 

Confira as imagens através do link: http://unimed.me/1007Ad

 

 


Marcelo Amorim