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Alimentação do bebê

Alimentação do bebê

Pesquisa revela que maioria das mães não sabe alimentar seu bebê

Alimentação do bebê

7 Setembro 2010


Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo, com cerca de 200 bebês com idades entre 4 e 12 meses, constatou que a maioria das mães não sabe alimentá-los de maneira saudável. O estudo revelou que a idade média de introdução da mamadeira foi aos 3 meses de idade e que há um alto consumo de leite de vaca integral – somente 12% dos menores de seis meses e 6% dos maiores recebiam fórmulas infantis à base de leite adequadas para a idade.

Além disso, a pesquisa mostrou que as crianças recebem muito cedo alimentos possivelmente maléficos e com alto teor de gordura, como doces industrializados e refrigerantes. A quantidade de frutas, verduras e legumes também é baixa na dieta alimentar delas. No entanto, maus hábitos alimentares como esses podem aumentar o risco de carências nutricionais e de doenças crônicas.

O que oferecer ao bebê
Recomenda-se que o leite materno seja o único alimento do bebê nos primeiros seis meses de vida, pois ele possui todos os nutrientes que a criança precisa para crescer saudável, acaba com a sede e protege contra diarreia, infecções respiratórias, diabetes e alergias.

Após essa idade, é preciso incluir alimentos complementares ao leite materno, pois ele já não satisfaz todas as necessidades nutricionais do bebê, mas deve ser continuado até os dois anos de idade ou mais. A partir dos seis meses é também o momento em que o organismo da criança está preparado para receber outros alimentos, portanto é hora de começar a oferecer alimentos sólidos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda dar, a partir dos seis meses, cereais, carnes, tubérculos, leguminosas, frutas e legumes. As frutas podem ser amassadas ou raspadas e o restante, cozido e preparado em forma de papinha. Essa fase exige calma dos pais, pois os bebês estarão se adaptando às diferentes formas, texturas e sabores da comida.

Para prevenir a adoção de hábitos alimentares pouco saudáveis, é importante evitar fornecer frituras, enlatados, balas, salgadinhos e outras guloseimas às crianças pelo menos até elas completarem dois anos de idade. Além de aumentarem o risco de certas doenças, esses alimentos ainda podem tirar a vontade de comer o que é realmente nutritivo.

As fórmulas infantis são eficientes em termos nutricionais, por isso, os pais que optarem por elas não devem encarar essa opção como um fracasso, em virtude de alguma dificuldade envolvendo a amamentação. É importante, no entanto, seguir as orientações do pediatra sobre a quantidade e a qualidade de alimentos necessários para cada fase da vida da criança.


Taise de Queiroz Bertoldi

Fonte: Filhos - da gravidez aos 2 anos de idade: um guia da Sociedade Brasileira de Pediatria para os pais (volume 1), site Ministério da Saúde e Folha.com (19/08/2010) e A saúde de nossos filhos/Publifolha e Departamento de Pediatria do Hospital Albert Einstein

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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