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Dia de Cooperar 2013

Dia de Cooperar 2013

Dia de Cooperar 2013

17 Setembro 2013

  Promovido pelo Sistema Ocemg, o Dia C ocorreu no dia 14 de setembro. Na ocasião, cooperativas de todo o Estado promoveram uma série de projetos sociais em suas cidades, mostrando o potencial de transformação e mobilização do segmento. Foram feitas campanhas de doação de sangue, de alimentos, programas de reciclagem, palestras educativas, entre diversas outras atividades de atenção ao próximo com foco na qualidade de vida.

O Dia C aconteceu pela primeira vez em 2009, quando 139 cooperativas realizaram, num mesmo dia e em todo o Estado, ações sociais voluntárias diversificadas. Naquele ano, os resultados foram fantásticos e o sucesso foi estendido também ao ano seguinte. Em 2010, foram 182 cooperativas participantes, 12 mil voluntários envolvidos e mais de 100 mil pessoas beneficiadas.


Em 2011, 216 cooperativas integraram a proposta. Foram mais de 18 mil voluntários, cerca de 218 mil pessoas beneficiadas e 214 municípios envolvidos. No ano passado, a campanha reuniu 217 cooperativas, de 231 municípios, contemplando cerca de 37 mil voluntários e quase 270 mil pessoas beneficiadas. Em 2013, 247 cooperativas inscreveram-se e os resultados novamente surpreendeu a todos.

Este ano os colaboradores, diretores e cooperados  da Unimed Noroeste de Minas   desenvolveram a ação no Asilo São Vicente de Paula com uma proposta diferente, a do “estar próximo, do contato físico, do aconchego”, numa relação de respeito pelo o que eles foram e representaram na sociedade e na família e pela realidade que vivem hoje.

O tema do projeto é “Respeitar o idoso é tratar o próprio futuro com respeito”  -Quem não respeita o idoso, não respeita a historia, a sabedoria, as tradições, o amor e acima de tudo o seu próprio futuro.

 A ação começou a ser realizada antes do dia definido:

“Queríamos sentir a realidade dos idosos através de visitas semanais ao asilo, apenas para conversar e dar atenção e também para refletirmos sobre nossas atitudes. (é melhor que terapia). Em uma dessas visitas fomos questionados por um vicentino sobre a ação proposta e, fomos surpreendidos com a afirmação que devíamos fazer algo mais concreto como pintar o prédio do Asilo, doar colchões, roupa de cama etc.  Ficamos tristes, pois nossa proposta tinha sido mal interpretada. Como diz Exupery “o essencial é invisível para os olhos”. Acreditamos que para estes idosos que recebem acolhida da Sociedade São Vicente de Paula, no momento, os valores são outros. No “tempo” deles o essencial era marcar presença na casa da comadre num fim de tarde, jogar conversa fora, tomar um cafezinho...  Hoje ninguém faz isso, é cada um no seu “quadrado”. Entendemos que eles estão muito bem assistidos no que diz respeito ao concreto (alimentação, cama, medicamentos e até mesmo visitas) é lógico que às vezes falta, mas o que falta mesmo é a conversa , o toque, o carinho e isso todos nós sabemos que é bom demais. Outra coisa que nos chamou a atenção é a visão que a sociedade tem com relação às pessoas que lá residem. Para a sociedade tudo o que sobra deve ser doado ao Asilo: ou seja RESTO de festa, de almoço etc. E quando os funcionários dizem que não podem receber e explicam os motivos, as pessoas saem com raiva. Lá não é lugar pra se doar o que sobrou, até mesmo porque entre os idosos há os que são diabéticos, com pressão alta e outras restrições e tem alimentação balanceada, já que queremos doar algo concreto que seja dentro da dignidade que o local exige. É mais uma conscientização que temos que fazer”.

 


Thiago Dias dos Santos