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Doenças como sarampo e pólio voltam a ameaçar o Brasil

Doenças como sarampo e pólio voltam a ameaçar o Brasil

Doenças como sarampo e pólio voltam a ameaçar o Brasil

30 Julho 2018

Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 28 de junho, as baixas coberturas vacinais acenderam uma luz vermelha no país. Pela primeira vez no período, todas as vacinas indicadas a menores de um ano ficaram abaixo da meta do Ministério da Saúde, que prevê imunização de 95% deste público. A maioria tem agora índices entre 70,7% e 83,9% com exceção da BCG, ofertada nas maternidades, com 91,4%.

Para especialistas, a situação preocupa diante do risco de retorno de doenças erradicadas há décadas.

Em meio a este alerta, os índices de coberturas vacinais de bebês e crianças já atingem o nível mais baixo do país em ao menos 16 anos. A vacina contra poliomielite, por exemplo, apresentou cobertura vacinal abaixo de 50% em 312 municípios brasileiros.

Além da vacina contra poliomielite, outras também podem ser citadas na lista de imunobiológicos com redução na cobertura, como as que protegem contra sarampo, caxumba, rubéola, difteria, varicela, rotavírus e meningite.

As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno. Em muitos casos, pais e responsáveis não veem mais algumas doenças como um risco, como é o exemplo da poliomielite, e por isso é necessário ressaltar a importância da imunização e desmistificar a ideia de que a vacinação traz malefícios. Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. As vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação.

Saiba mais sobre as doenças e as vacinas disponíveis:

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

Não existe tratamento específico para o sarampo e a vacinação é a única maneira de prevenir a doença.

As crianças devem receber a primeira dose da vacina aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral). As Crianças entre 5 e 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, devem receber duas doses da vacina tríplice, os adolescentes e adultos entre 10 e 29 anos, duas doses, e os adultos entre 30 e 49 anos, uma dose da vacina tríplice viral.

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

Poliomielite

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Por não existir um tratamento específico para poliomielite, todas as pessoas que sofrerem o contágio pelo poliovírus, precisam ser hospitalizadas e recebem tratamento de suporte.

Todos os casos suspeitos são notificados para vigilância em saúde para investigação para monitoramento e controle da doença. A prevenção é feita através de vacinação, e a vacina está disponível na rede básica, com o seguinte esquema vacinal:

Três doses, aos 2, 4 e 6 meses de vida, e dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos de vida.

De 6 a 31 de agosto de 2018, o Ministério da Saúde realizará a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Segundo o órgão, nesta campanha, todas as crianças de um ano a menores de cinco deverão receber a vacina contra o sarampo, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Para informações sobre outras doenças e vacinas, acesse a cartilha disponível em nosso portal:

http://www.unimed.coop.br/portal/conteudo/materias//1498827573041Manualportal.pdf

E o calendário vacinal:

https://www.unimed.coop.br/documents/2999376/3033108/Calend%C3%A1rio+Vacinal_2018_CERTO.pdf/6cd05e89-106d-41f8-96ee-cbe6908365fc