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Narguilé e cigarro eletrônico: modismo entre jovens

Narguilé e cigarro eletrônico: modismo entre jovens

A maior parte dos fumantes adquire o hábito e a dependência à nicotina na adolescência

Narguilé e cigarro eletrônico: modismo entre jovens

A maior parte dos fumantes adquire o hábito e a dependência à nicotina na adolescência

5 Novembro 2018

Os jovens são mais vulneráveis a modismos e novidades. A pressão social, a influência de amigos e a superexposição a mensagens nas redes sociais, cinema e televisão faz com que eles tenham a curiosidade de experimentar variações do tabaco, como narguilé e o cigarro eletrônico.

A maior parte dos fumantes adquire o hábito e a dependência à nicotina na adolescência, pois a curiosidade inicial na experimentação de cigarros é um dos fatores determinantes da prevalência do tabagismo na vida adulta.

Modismos como o narguilé e o cigarro eletrônico escondem riscos extras e ainda são porta de entrada para o vício em cigarro comum. O tabaco tem sido apresentado sob diferentes formas de consumo, o narguilé e o cigarro eletrônico são tratados como menos nocivos, mas podem impor danos semelhantes ou até piores do que o cigarro convencional.

Por utilizar mecanismos de filtragem, o consumo de narguilé é visto como menos nocivo à saúde. Mas, na verdade, seu uso é mais prejudicial do que o de cigarro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão dura, em média, de 20 a 80 minutos, o que corresponde a todos os componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 cigarros. O uso coletivo ainda aumenta a exposição a doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.

Segundo nota técnica produzida pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), a nicotina nos produtos de narguilé é responsável por seu potencial de dependência. Além da nicotina, as mesmas 4.700 substâncias tóxicas do cigarro convencional estão presentes no narguilé, mas análises comprovaram que a fumaça contém quantidades superiores de itens como nicotina, monóxido de carbono e metais pesados. 

Já o cigarro eletrônico é um dispositivo que produz vapor inalável. Estudos mostram que os jovens são mais propensos do que os adultos a usar cigarros eletrônicos e podem ser duas vezes mais propensos a avançar para cigarros convencionais do que aqueles que nunca usaram esses dispositivos.

O tabagismo é reconhecido pela OMS como uma doença crônica, epidêmica, sendo a maior causa isolada evitável de adoecimento e morte precoce em todo o mundo.

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