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Cooperado da Unimed realiza procedimento, que permite o diagnóstico e a cura de arritmias

Cooperado da Unimed realiza procedimento, que permite o diagnóstico e a cura de arritmias

Cooperado da Unimed realiza procedimento, que permite o diagnóstico e a cura de arritmias

24 Junho 2019

Você já pensou, se através de um exame, também fosse possível promover a cura de uma doença? Pois, um procedimento chamado estudo eletrofisiológico, possibilita, além de diagnosticar as arritmias cardíacas, realizar ao mesmo tempo o tratamento. 
Este procedimento, agora está sendo realizado em Pato Branco, pelo doutor Daniel Spilmann, que é cooperado da Unimed Pato Branco, especialista em clínica médica, cardiologia e eletrofisiologia. 
Até o momento, esse procedimento era realizado pela iniciativa do doutor Evandro Ziguer, em parceria com o Serviço de Eletrofisiologia de Passo Fundo – RS. Nos últimos dois anos foram realizados pouco mais de 15 procedimentos. 
Agora, a equipe de arritmia clínica e invasiva, formada pelo doutor Daniel e pelo doutor Evandro estarão realizando o estudo eletrofisiológico com uma equipe pato-branquense. 
“Este é um exame relativamente novo, em que a tecnologia avançada nos possibilita o tratamento definitivo de alguns tipos de arritmias, isto é, a cura. Somente centros de qualidade e alta complexidade comportam a estrutura para esse tipo de tratamento”, comentou.
Como é feito o estudo eletrofisiológico
O estudo eletrofisiológico é um procedimento invasivo, que precisa ser realizado dentro de uma estrutura hospitalar. Para realizá-lo, o paciente deve ficar internado. Ele chega no dia da realização do exame, que dura em torno de 60 minutos, e depois permanece sob observação por algumas horas, até seguir para o leito do hospital. Ele receberá alta médica, apenas no dia seguinte. 
Para o procedimento são introduzidos pequenos cateteres, em uma veia da perna. Esses cateteres são levados até o coração, onde são feitos os testes, para encontrar a arritmia e promover o tratamento. O paciente é submetido a uma sedação superficial, um sono mais profundo para seu maior conforto, porém, não é obrigatório. Em alguns minutos, após a realização do procedimento, o paciente já está acordado e conversando. 
Além de diagnosticar a arritmia, através da colocação dos cateteres, é feito o procedimento chamado de ablação por radiofrequência, em que é realizada uma pequena lesão térmica (“cauterização”) no tecido muscular, pela parte de dentro do coração, nos locais onde forem encontradas as arritmias. 
Quando o exame é indicado
Casos em que a pessoa sente o coração disparar, sem nenhum motivo aparente.
Crises de taquicardia que foram comprovadas no Eletrocardiograma ou Holter.
Quando há suspeita de arritmias, mesmo com todos os outros exames normais.
Batimentos muito lentificados, que causam tonturas e desmaios e suspeita de bloqueios elétricos cardíacos.
Quando o paciente tem desmaios, e a causa não é descoberta através dos exames convencionais. 
Pacientes que precisam usar marcapassos ou possuem arritmias graves, e já necessitaram ser reanimados, devido a paradas cardiorrespiratórias, sem causa definida. 
Riscos oferecidos pelo exame 
O risco oferecido pelo estudo eletrofisiológico é considerado baixo, de 0,1%, ou seja, a cada mil paciente submetidos ao procedimento, um pode apresentar alguma complicação grave. “Este é um dado estatístico, mas que devemos lembrar, porque é um risco que existe, apesar de baixo. E as complicações vão desde o aparecimento de um hematoma na perna, no local onde entraram os cateteres, e também existem as complicações mais raras, que são as complicações cardíacas diretas, que são mais difíceis de acontecer”, frisou o eletrofisiologista.  
Contraindicações para a realização do exame
Quando o paciente opta pela não realização do procedimento.
Paciente que toma medicações anticoagulantes, devem ter um preparo especial antes do exame.
A existência de coágulos de sangue dentro do coração. Por isso, antes da realização do estudo eletrofisiológico, são feitos exames para esta verificação. 
Paciente que possuí próteses nas artérias, tanto abdominais, quanto torácicas ou válvulas de metal.  
Vantagens desta técnica, em comparação as demais existentes
A vantagem principal deste procedimento, é que por meio da ablação por radiofrequência, grande parte das arritmias podem ser tratadas de forma definitiva. Enquanto o tratamento com medicações promove apenas alívio dos sintomas. “O paciente sai do procedimento curado, sem a necessidade de tomar medicação. Por isso, o estudo eletrofisiológico é a única forma possível de cura”, destacou Spilmann. 
Cabe lembrar, que as vezes é necessário fazer mais de um exame com ablação, para um tratamento satisfatório para o paciente.
Os Eletrocardiograma e o Holter 24 horas, que são os exames também utilizados para auxiliar no diagnóstico das arritmias, continuam sendo fundamentais, porém, eles não servem para o tratamento. 
 “Esses exames continuam sendo muito importantes, para fazer o diagnóstico, porém, eles não diferenciam os tipos de arritmias. Por exemplo, aceleração e palpitação podem ser provocadas por no mínimo sete ou oito arritmas diferentes, e somente com o estudo eletrofisiológico é possível identificar de qual tipo se trata”, explicou.  

Doutor Daniel Spilmann, médico especialista em clínica médica, cardiologia e eletrofisiologia