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Equipe do PGC participa de palestras sobre cuidados paliativos e a síndrome do "e se”

Equipe do PGC participa de palestras sobre cuidados paliativos e a síndrome do "e se”

Equipe do PGC participa de palestras sobre cuidados paliativos e a síndrome do "e se”

28 Setembro 2020

Durante o mês de setembro, a equipe do Programa de Gerenciamento de Casos – PGC participou de duas palestras, com a finalidade de ampliar seus conhecimentos e melhorar sua atuação junto aos beneficiários, participantes do Programa. A primeira palestra foi no dia 02, com a fisioterapeuta Adriana Tormen Branco, que falou sobre os cuidados paliativos.

Os cuidados paliativos tem o objetivo de amenizar a dor e o sofrimento, sejam eles de origem física, psicológica, social ou espiritual, visando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, através da prevenção e do tratamento precoce. São indicados para pacientes que convivem ou estão em risco de desenvolver uma doença que ameaça a sua vida, independente do diagnóstico, idade ou prognóstico.

De acordo com Adriana, a equipe do PGC realiza ações paliativas o tempo todo, durante a sua atuação com o paciente e esses cuidados acontecem de maneira integrada, pois toda a equipe multiprofissional exerce funções importantes na busca por melhorias, no dia a dia do paciente e da sua família. “No PGC, realizamos ações paliativas, pois quando o paciente chega até a equipe, cada um de nós desenvolve ações para o seu conforto e qualidade de vida, buscando o alívio do seu sofrimento e da sua dor e de seus familiares”, comentou.

A segunda palestra foi realizada no dia 16, com a psicóloga Fabiane Furigo, sobre a síndrome do “e se”. A síndrome do “e se” foi um termo que ela escolheu para contextualizar aquelas situações em que muitas vezes as pessoas esperam que se realizem de uma forma, mas acabam acontecendo de outra, e a pessoa fica se lamentando e se questionando: e se tivesse feito outras escolhas, e se tivesse agido de outra maneira... e tem dificuldades para aceitar e lidar com a realidade em que se encontra.

Segundo Fabiane, não é benéfico para a pessoa se manter neste estado, pois pode ocasionar quadros de insegurança, medo de enfrentar os problemas, fuga para evitar situações que precisam ser resolvidas e até mesmo crises de ansiedade.

“Como seres humanos vivemos nos questionando sobre o passado, presente e futuro. Quando refletimos sobre o passado, o que vem é uma mistura de sentimentos de gratificação e arrependimentos. Pensamos em coisas que realizamos mal, sobre situações que poderíamos ter feito melhor e é neste momento que surgem os questionamentos ''e se''. As pessoas que pensam assim, acabam vivendo frustrações que as paralisam na hora de agir no momento presente e que por consequência as impede de formar um futuro melhor”, destaca Fabiane.

Objetivo de trabalhar este tema, com a equipe do PGC, foi provocar a reflexão dos profissionais, quando algo não sai como o desejado durante o acompanhamento do paciente e surgem os questionamentos: ''e se tivesse feito diferente'' podendo até aparecer o sentimento de culpa, que na verdade não é do profissional.

Quando ocorrem estas situações, que fazem com que a pessoa fique presa a fatos do passado, ou também chamada de ''Síndrome do Por Pouco'', o psicólogo é o profissional capacitado para auxiliar a compreender melhor este momento da vida e junto com o paciente buscar caminhos diferentes para trilhar.

 

Palestra sobre cuidados paliativos realizada pela fisioterapeuta Adriana Tormen Branco.

Palestra sobre a síndrome do "e se” realizada pela psicóloga Fabiane Furigo