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Agosto Dourado: mês dedicado ao aleitamento materno

Agosto Dourado: mês dedicado ao aleitamento materno

Pediatra da Unimed Poços fala sobre os benefícios do aleitamento materno para a mãe e o bebê

Agosto Dourado: mês dedicado ao aleitamento materno

Pediatra da Unimed Poços fala sobre os benefícios do aleitamento materno para a mãe e o bebê

2 Agosto 2020

Durante todo este mês é realizada a campanha “Agosto Dourado”, iniciativa que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses e a partir daí, complementado até dois anos ou mais. Hoje, 1º de agosto, tem início a Semana Mundial de Amamentação, cujo tema da campanha este ano é  “Apoie o aleitamento materno para um planeta saudável”, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas para 2030, que destaca os vínculos entre a amamentação e o meio ambiente/mudança climática. “A amamentação é um perfeito exemplo da relação entre a saúde humana e o ecossistema”, explica o médico Flávio Zenun, pediatra da Unimed Poços e Consultor em Amamentação pelo IBLCE, Conselho Internacional de Certificação de Consultores em Amamentação. “O leite materno é um alimento natural, renovável, ambientalmente seguro, produzido e entregue diretamente ao consumidor, sem custo, que não polui, não gasta água e não afeta a camada de ozônio”

Segundo o médico, temos que pensar que o leite materno também contribui para um ambiente saudável na medida em que ele é um alimento vivo, ativo e que muda de acordo com a necessidade e a idade do bebê. “O leite materno é capaz de produzir anticorpos contra doenças com as quais a mãe está tendo contato, protegendo a criança e, desta forma, contribuindo por um mundo mais saudável e com menos gastos com doenças que podem ser evitadas”

 

A importância do aleitamento materno

Para o bebê, o leite materno é completo, proporcionando um crescimento saudável protegendo-o contra muitas doenças. “A Unicef calcula que o aleitamento materno salva, no mundo, cerca de 800 mil crianças da diarréia e doenças respiratórias, grandes responsáveis pela mortalidade infantil”, destaca Flávio. “E a imunidade adquirida pela criança estende-se muito além do período de amamentação”.

Flávio destaca que o leite materno reduz em 40% o risco de obesidade na criança, mesmo em família de obesos, além de diminuir a chance de diabete tipo I; na vida adulta diminui o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo II, colesterol alto e hipertensão. “Estudos ainda mostram que a criança que mama no peito tem melhor desempenho em testes de inteligência, contribuindo para um melhor desempenho escolar”, conta Flávio. “Essa prática também propicia a criação de um vínculo diferenciado entre mãe e filho com vantagens emocionais muito importantes para ambos”.

Para as mães, os benefícios são imensuráveis. “Existem estudos de qualidade que mostram que amamentar reduz o risco materno de câncer de mama, câncer de ovário, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares, além da certeza de estar oferecendo o melhor para seu filho, o que faz muito bem”

 

Como se preparar para a amamentação

“Embora o aleitamento seja natural e um prolongamento da gravidez, as gestantes precisam se preparar para a amamentação, de forma que quando chegar a hora de amamentar, ela tenha mais segurança”, explica Flávio. “Ela deve procurar o pediatra na consulta pré-natal, para discutir as dúvidas sobre o aleitamento materno, e buscar programas de apoio com profissionais capacitados”.

A Unimed Poços oferece o Curso de Gestante há 20 anos, por meio do Programa Viver Bem, aberto também à comunidade, com palestras específicas sobre o tema, com enfoque bem prático. O próximo será virtual, em data a ser agendada. A Cooperativa ainda oferece às beneficiárias o Programa Unibaby, suspenso temporariamente devido à pandemia. Por meio desse programa, enfermeiras do Programa Viver Bem oferecem às mães e  familiares de recém-nascidos apoio, orientações, informações, treinamento e suporte para que possam cuidar de seu bebê com facilidade e segurança. 

O SUS também oferece suporte às gestantes e crianças com até 1 ano de idade,  por meio do Programa Materno-Infantil, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde.

 

Aleitamento materno e a Covid-19

Hoje, uma das maiores dúvidas das gestantes é sobre o risco de amamentar os bebês neste tempo de pandemia. Segundo Flávio, não há estudos que indiquem a transmissão da Covid-19 pelo leite materno. “De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o aleitamento deve ser mantido, mesmo se a mãe testar positivo para a Covid-19, desde que tomadas todas as medidas de proteção, como o uso da máscara e  lavar as mãos antes de cada contato com o bebê.” O pediatra lembra  que os recém-nascidos não devem receber visitas até os dois meses de idade em tempos normais, e na pandemia,  enquanto não tiver vacina eficaz, as visitas devem der totalmente evitadas.


Ana Luisi

Fonte: Unimed Poços