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Pediatra fala sobre Radioproteção Infantil

Pediatra fala sobre Radioproteção Infantil

Grandes aliados no diagnóstico rápido e preciso de doenças, os exames de imagem devem ser utilizados com parcimônia, principalmente em crianças

Pediatra fala sobre Radioproteção Infantil

Grandes aliados no diagnóstico rápido e preciso de doenças, os exames de imagem devem ser utilizados com parcimônia, principalmente em crianças

27 Outubro 2020

“Doutor, você não vai pedir um raio X?. Essa pergunta é muito comum nos consultórios e, principalmente, nos prontos-socorros infantis. Mas antes de fazer esta pergunta ao médico é importante que os pais saibam um pouco mais sobre a proteção radiológica infantil. O raio X, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são grandes aliados no diagnóstico de problemas nos ossos, órgãos, vasos sanguíneos e outros tecidos moles e, nas últimas décadas, têm sido cada vez mais solicitados. Mas, se por um lado, eles podem ajudar a salvar vidas, na medida em que oferecem resultados rápidos e precisos, esses exames devem ser utilizados de forma comedida para não provocarem problemas futuramente, principalmente nas crianças.

“São exames complementares e nem sempre necessários”, explica a médica Danielle Pereira Vilela, pediatra da Unimed Poços. “Muitas vezes o exame clínico já é suficiente para fechar um diagnóstico. Um exemplo é o da sinusite. O raio X do seio da face foi abolido para o diagnóstico, mas é frequente a insistência dos pais para fazer o exame para eles se sentirem mais seguros”.

A pediatra explica que o risco de efeitos prejudiciais devido à radiação ionizante nos 10 primeiros anos de vida é de 3 a 4 vezes maior do que entre 30 e 40 anos, e de 5 a 7 vezes maior quando comparado a exposições após os 50 anos. “Os pais precisam se conscientizar que esta exposição desnecessária pode ter consequências no futuro”, conta. “Vários estudos mostram a relação entre a radiação com o aumento da incidência de câncer, não a radiação em si, mas o efeito cumulativo ao longo da vida do paciente”.

 

Unimed Poços tem Programa de Radioproteção

Em 2016, a Unimed lançou o Programa de Proteção Radiológica Infantil, que ganhou a adesão das cooperativas de saúde do Sistema, entre elas, da Unimed Poços. Foi lançada a cartilha de recomendação de procedimentos médicos para exames radiológicos ACR, a fim de conscientizar e orientar os profissionais sobre os benefícios da utilização consciente desses exames e os seus riscos; realizada campanha direcionada aos pais, e criada uma carteirinha especial para as crianças, onde são anotados todos os exames realizados e as datas. A carteira permite aos médicos o conhecimento da frequência e da data de realização dos últimos exames, para então avaliar com segurança a necessidade da solicitação de um novo procedimento. Ela também traz orientações de segurança aos pais e responsáveis, como uma escala comparativa da radiação recebida por exames e a radiação natural ou de fundo, proveniente do meio ambiente. 

Para os profissionais de saúde do Hospital, a Unimed Poços desenvolve também iniciativas e treinamentos específicos para protegê-los, coordenadas pela Equipe de Radioproteção.

Crianças são muito mais suscetíveis aos problemas causados pelo excesso de exames de imagem


Ana Luisi

Fonte: Unimed Poços