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Câncer de colo do útero aumenta entre as brasileiras

Câncer de colo do útero aumenta entre as brasileiras

Câncer de colo do útero aumenta entre as brasileiras

28 Janeiro 2019

O câncer de colo do útero teve alta significativa no mundo. Estima-se que, para cada 100 mil mulheres, 14 terão a doença. De acordo com relatório estatístico do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, a taxa é de 15,43 casos, próxima a dos países menos desenvolvidos.

A estimativa é que mais 16 mil novos casos surjam no país do ano passado para cá. O principal causador do tumor é o HPV (papiloma vírus humano), responsável por 70% dos casos. “Ele estimula a produção de algumas proteínas que alteram a regulação de genes supressores tumorais e isso permite o desenvolvimento descontrolado de células no colo uterino. E, algumas dessas células, podem conter mutações capazes de fazer com que o câncer se desenvolva. Mas sabemos que a carga genética individual de cada mulher pode favorecer ou dificultar para o HPV produzir tais alterações”, explica a ginecologista Ianara Bini.

O câncer de colo de útero pode ser prevenido ou diagnosticado precocemente. De acordo com Ianara, os dados são preocupantes e indicam que as mulheres podem estar deixando de se prevenir. “As principais formas de prevenir o câncer são: usar preservativo nas relações sexuais, vacinar na idade certa, não fumar e realizar anualmente o exame de papanicolau, que permite detectar os estágios iniciais da doença e propor tratamento ou seguimento adequado para cada caso, diminuindo a progressão para casos de câncer de colo e até mesmo casos de câncer invasivo”.

Além do HPV, outros fatores podem estar relacionados à doença. “Mulheres com número alto de parceiros sexuais, o não uso de preservativo durante a atividade sexual, tabagismo, imunidade baixa (incluindo pacientes portadoras do vírus HIV), jovens e dieta pobre em nutrientes são alguns exemplos”, afirma Ianara.

Por não apresentar sintomas, muitas vezes a doença acaba sendo diagnosticada em estágio avançado. A ginecologista orienta que as mulheres fiquem atentas ao apresentar sangramento vaginal sem causa fora do período menstrual ou após a relação sexual, corrimento com mau cheiro, frequência de dor abdominal ou pélvica, ou emagrecimento sem explicação.

Ainda segundo a médica, nos casos mais graves, a doença pode prejudicar a fertilidade da mulher, quando são necessárias cirurgias mais invasivas, como a retirada de todo o útero ou de grande quantidade de tecido do colo uterino para dar margem de segurança livre de doença. “Mas, na grande maioria dos casos, quando diagnosticado em fases iniciais, é realizada cirurgia com retirada de mínima quantidade de tecido do colo, sem comprometer o futuro reprodutivo da paciente”, esclarece a especialista.

 


Liziana Freitas