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Constipação intestinal infantil

Constipação intestinal infantil

Constipação intestinal infantil

23 Janeiro 2019

Constipação intestinal em crianças e adolescentes

Dra. Ana Carolina Morabito de Barros - gastroenterologista pediátrica

 

A constipação intestinal infantil é um problema comum, que afeta muito a qualidade de vida da criança, sendo uma das principais causas das consultas do gastropediatra.

Pode ser definida como a eliminação de fezes endurecidas ou em cíbalos (bolinhas/fezes de "cabrito"), com esforço, dor ou dificuldade, associada ou não ao aumento do intervalo entre as evacuações, escape fecal (perda de fezes na calça sem sentir) e sangramento em torno das fezes.

Em geral, encontramos outros sinais e sintomas associados, tais como: dor abdominal crônica e recorrente (principalmente após as refeições), comportamento introvertido ou irritadiço, falta de apetite e queixas urinárias.

A evacuação dolorosa muitas vezes se torna traumática, fazendo com que a criança apresente um comportamento de retenção voluntária das fezes, o que provoca aumento da consistência do bolo fecal, tornando a próxima evacuação ainda mais complicada. Sem tratamento adequado, isso se torna um ciclo que afeta o cotidiano do paciente, deixando-o, muitas vezes, irritadiço e sem apetite.

A causa mais comum é funcional, ou seja, quando se caracteriza por alguma alteração de motilidade eventual do intestino (desfralde precoce, erro alimentar com dieta pobre em fibras e água, entre outros), não estando relacionada a uma doença de fato. Quando há sinais de alerta para doenças orgânicas, outras causas devem ser investigadas, como: malformações do sistema digestório, alergias e/ou intolerâncias alimentares, uso de medicamentos, doenças neurológicas, endócrinas ou metabólicas.

Importante lembrar que a constipação tem relação com diversos fatores, como predisposição genética, fatores ambientais e psicológicos. E, portanto, necessita de acompanhamento médico e, em alguns casos, de tratamento medicamentoso e medidas comportamentais.

O diagnóstico precoce e o adequado tratamento evitam que os pacientes permaneçam tanto tempo sintomáticos e com progressivo comprometimento do bem-estar das crianças e adolescentes.

Procure um pediatra ou um gastroenterologista pediátrico para acompanhamento e orientações.