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HGU tem novidade no tratamento de AVCs e doenças cerebrovasculares

HGU tem novidade no tratamento de AVCs e doenças cerebrovasculares

Segunda principal causa de morte no Brasil, AVC pode ser diagnosticado ou tratado visando evitar ou reduzir sequelas com o uso da neurorradiologia terapêutica intervencionista

HGU tem novidade no tratamento de AVCs e doenças cerebrovasculares

Segunda principal causa de morte no Brasil, AVC pode ser diagnosticado ou tratado visando evitar ou reduzir sequelas com o uso da neurorradiologia terapêutica intervencionista

6 Maio 2019

Recentemente, o Hospital Geral Unimed (HGU) passou a contar com a especialidade de neurorradiologia intervencionista, área da neurologia que utiliza procedimentos minimamente invasivos e tecnologias avançadas de imagem do sistema nervoso central para diagnóstico e tratamento de doenças do encéfalo, medula e vasos cervicais.

De acordo com o médico Jivago Sabatini, a neurorradiologia é vantajosa no tratamento de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), principalmente os considerados graves, com obstrução de grandes vasos, que representam cerca de 30% dos casos.

“Hoje, o AVC é a segunda doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade, como comprometimento da fala e nos movimentos. Estima-se que uma a cada seis pessoas terá AVC”, diz.

A técnica utilizada, chamada de trombectomia mecânica, é feita a partir de um cateterismo cerebral, que permite desobstruir o vaso. “Traz para o paciente a possibilidade de receber tratamento especializado em até 24 horas do início dos sintomas, contribuindo para evitar ou reduzir as sequelas causadas pelo AVC”, ressalta Sabatini.

Aneurismas também podem ser diagnosticados e tratados pela especialidade. Segundo o médico, hoje, o risco de sangramento em alguns casos é de 5% ao ano, sendo cumulativo. “Em 10 anos, a chance do paciente ter um sangramento intracraniano devido ao aneurisma é alto, perto dos 50%”.

Na última semana, a novidade possibilitou um tratamento endovascular para aneurisma intracraniano de emergência, procedimento que nunca havia sido realizado no HGU.

“O paciente teve um AVC hemorrágico por um aneurisma em topo de artéria basilar que rompeu. A localização era difícil para um acesso neurocirúrgico aberto, quando abre-se a cabeça do paciente. Após exame e avaliação conjunta com o neurocirurgião, optou-se pelo procedimento endovascular, ou seja, com cateteres e guias, em que o aneurisma foi ocluído com espiras de platina [molas], eliminando o risco de ressangramento. Com isso, foi possível prestar o atendimento de emergência, minimamente invasivo, e evitar um desfecho ruim ao paciente com hemorragia intracraniana”, explica o médico.

Outras possibilidades são para malformação arteriovenosa – quando artérias e veias tem uma comunicação anormal e podem se romper, causando sangramento no cérebro ou na medula espinhal -, para angioplastia de carótida e vertebrais no caso de estenoses - que podem causar AVC isquêmico - e para tumores medulares e cerebrais, em que é feito um procedimento de embolização pré-operatória para diminuir o sangramento durante cirurgia, facilitando e dando mais segurança para o cirurgião.

Para Jivago, o avanço das técnicas, o surgimento de novas especialidades e novas oportunidades de diagnóstico e tratamento devem ser agregadas e não excludentes. “Os esforços dos profissionais e a troca de métodos, técnicas e conhecimento entre as diversas especialidades médicas só contribuem para um melhor desfecho para cada caso e para o tratamento do paciente”, finaliza.

 


Liziana Freitas

Fonte: Unimed Ponta Grossa/Hospital Geral Unimed