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O que você precisa saber sobre epilepsia

O que você precisa saber sobre epilepsia

Conversamos com o médico neurologista, Dr. Jamir Pereira Dias, para falar sobre a epilepsia, doença que, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), acomete cerca de 3 milhões de brasileiros. Confira alguns mitos e verdades sobre a doença.

O que você precisa saber sobre epilepsia

Conversamos com o médico neurologista, Dr. Jamir Pereira Dias, para falar sobre a epilepsia, doença que, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), acomete cerca de 3 milhões de brasileiros. Confira alguns mitos e verdades sobre a doença.

10 Junho 2021

O que é epilepsia?

Epilepsia é um transtorno do cérebro caracterizado por uma predisposição duradoura a crises epilépticas, e pelas consequências neurobiológicas, sociais, cognitivas e psicológicas desta condição. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1% da população mundial (50 milhões de pessoas) tem epilepsia.

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente deve ir a um médico, que avaliará a história clínica, como informações sobre crises, idade que começou a ter sintomas, histórico familiar e outras. Os exames complementares também contribuem para o diagnóstico.

 

Qual é o tratamento?

A epilepsia pode ser tratada com medicamentos, que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais. Segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), cerca de 70% dos casos de epilepsia são de fácil controle após o uso do medicamento adequado. Os 30% restantes são classificados como epilepsias refratárias de difícil controle.

 

Existe algum grupo de pessoas mais propenso a ter epilepsia?

Segundo a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), a causa pode ser uma lesão congênita (presente ao nascimento) ou adquirida no cérebro, decorrente de várias causas como por exemplo, batida forte na cabeça (geralmente com sangramento intracraniano), infecção (meningite, encefalite, neurocisticercose etc.), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc.

Às vezes, pode ser causada por algum problema que ocorreu antes ou durante o parto. Malformações do cérebro tanto das estruturas cerebrais propriamente ditas quanto dos vasos sanguíneos no seu interior podem estar presentes desde a formação do feto nos primeiros meses de gestação e podem causar crises epilépticas em uma determinada época da vida. Muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia, nestes casos se considera a epilepsia de causa desconhecida.

 

Quando uma pessoa convulsiona significa, necessariamente, que ela tem epilepsia?

O neurologista cooperado, Dr. Jamir Pereira Dias, explica que a crise convulsiva é diferente de epilepsia. Quem tem epilepsia apresenta crises convulsivas, porém, nem todas as pessoas que têm crise convulsiva necessariamente têm epilepsia. Para se caracterizar como epilepsia, as crises devem recorrentes e sem causa segundaria detectável (ex.: tumor snc).
 

Quais os principais fatores que podem desencadear crises?

Dr. Jamir lista alguns fatores que podem desencadear crises, como: privação do sono, ambiente com luzes piscando, jejuns prolongados e uso incorreto ou irregular de medicamentos.

 

O paciente com epilepsia pode levar uma vida normal?

O neurologista afirma que sim, desde que com o uso de medicação regular e evitando fatores precipitadores citados acima. A pessoa com epilepsia pode estudar, trabalhar, praticar esportes e se divertir normalmente.

 

Como tratar a epilepsia na gravidez?

O médico orienta que pacientes com epilepsia podem engravidar, preferencialmente que seja uma gravidez planejada com acompanhamento de ginecologista e também neurologista assistente.    

 

Saiba como ajudar alguém em crise convulsiva: 

Primeiro, é importante não confundir convulsão com epilepsia. A convulsão é a série de movimentos corporais característicos da crise. A epilepsia é a doença na qual pode haver convulsão. Se você se deparar com alguém em crise e puder ajudar, não hesite, mas faça a coisa certa:

  • Retire os objetos próximos da pessoa (provavelmente ela estará caída no chão);
  • Coloque um travesseiro ou apoio debaixo da cabeça, para proteger essa região;
  • Deixe as vias aéreas livres. Exemplos: retire a gravata, desabotoe a camisa, tire o cachecol;
  • Vire o pescoço do indivíduo para o lado;
  • Na crise, a pessoa poderá vomitar, urinar e até mesmo evacuar; e
  • Com todos os cuidados tomados, observe e espere a crise passar.

 

 

 


Carine Cruz

Fonte: UNimed Ponta Grossa