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CORONAVÍRUS

12 Março 2020

Atualizado em 10.09.2020

Em virtude da situação atual que assola o País e da evolução da transmissão do Coronavírus (COVID-19), a Unimed Regional Jaú informa que a partir do dia 23 de março de 2020, irá operar com um número menor de colaboradores e intensificar o atendimento pelos canais telefônicos e digitais.

Continuamos à disposição pela Central de Relacionamento 0800 010 5333 ou (14) 3602-8900, site www.unimedjau.com.br (fale conosco, ouvidoria, assistente virtual, Área do Beneficiário, Portal Empresarial) ou aplicativo Unimed SP – Clientes.

Além disso, disponibilizamos a todos os nossos beneficiários triagem e orientação on-line sobre o Coronavírus (COVID-19) para evitar sair de casa.

Para ter acesso ao serviço, que é gratuito, acesse a plataforma www.unimedcontraocoronavirus.com.br ou baixe o aplicativo Unimed SP - Clientes. O serviço funciona 24 horas, 7 dias, e conta com profissionais de saúde capacitados para o atendimento.

Preparamos a Cartilha Coronavírus - O que precisamos saber sobre a COVID-19, que a cada publicação/orientação dos órgãos competentes,  o material é atualizado para transmitirmos de forma clara e correta aos nossos beneficiários, cooperados, colaboradores, fornecedores e população em geral.
Confira as informações e previna-se.

 

CORONAVÍRUS

O que precisamos saber sobre a COVID-19

 

O que é?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

O COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

 

Sintomas

Os sintomas da COVID-19 podem variar desde um simples resfriado até uma pneumonia severa.

Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, fadiga (cansaço excessivo), anorexia (falta de apetite), dispneia ( falta de ar) e mialgia (dor muscular). Os outros sintomas inespecíficos incluem dor de garganta, congestão nasal, cefaleia, diarreia, náuseas/vômitos e perda de olfato/paladar. 

As pessoas idosas e imunossuprimidas podem apresentar sintomas atípicos (por exemplo, fadiga, estado de alerta reduzido, mobilidade reduzida, diarreia, perda de apetite, delirium e ausência de febre).

Caso você apresente sinais ou sintomas leves, fique em isolamento domiciliar por 14 dias e siga as medidas de higiene necessárias, pois todo quadro gripal passa a ser suspeito. Em caso de agravamento desses sintomas, febre persistente, alteração do nível de consciência, desconforto ou dificuldade respiratória procure o Pronto Atendimento ou Pronto Socorro.

 

Como é transmitido

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de gotículas exaladas pela pessoa doente quando ela fala, tosse ou espirra. Quando a pessoa doente toca em objetos ou superfícies como corrimão, celular, mesa, maçaneta, ou aperta a mão de outra pessoa e esta coloca a mão a sua boca, nariz ou olhos, ocorre a contaminação e possivelmente a infecção. 

Como ainda não sabemos com certeza o papel da pessoa assintomática, isto é, sem sintomas, na cadeia de transmissão, recomenda-se não cumprimentar as pessoas com as mãos.

A distância mínima que devemos permanecer de uma pessoa com infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) é de um metro.

 

Período de incubação do vírus

A doença pode ficar incubada até duas semanas após o contato com o vírus. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até a 14 dias.

 

Quanto tempo o vírus sobrevive na superfície?

Uma das formas de contágio da COVID-19 é pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

De acordo com a New England Journal Of Medicine, CDC e University of California, LA, Princeton, este é o tempo de duração do vírus em cada superfície: 

Aço inoxidável > 72 horas (3 dias)
Plástico > 72 horas (3 dias)
Papelão > 24 horas (1 dia)
Cobre > 4 Horas
Aerossalizada (material líquido ou solução aplicados, dispersos ou transformados sob a forma de aerossol) / Poeiras > 40 min a 2h 30min. 

 

No verão, o vírus tem menor disseminação?

Estudos são necessários para fazer esta avaliação. Presume-se que a temperatura ambiente não tenha interferência. Sabe-se que as doenças respiratórias disseminam mais no inverno, não necessariamente pela temperatura, mas porque as pessoas permanecem mais aglomeradas, em ambientes fechados, facilitando a transmissão. 

O vírus respiratório que se dissemina mais facilmente em temperaturas frias é o da gripe ou influenza.

 

Como se proteger

Atitudes como as descritas abaixo reduzirá as chances de transmissão do vírus, que é alta quando comparada a outras infecções respiratórias virais que tivemos no passado como H1N1.

  • Realizar a higiene constante das mãos com água e sabão (por pelo menos 40 segundos, incluindo dedos, unhas, punho, palma e dorso, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar, e secar com toalha de papel, sempre que possível) ou álcool gel 70%
  • Seja cordial com todos, mas sem aperto de mãos, beijos e abraços
  • Cubra o nariz e boca  ao espirrar ou tossir  com o braço ou lenço. Caso usar o lenço,  descarte-o logo após o uso
  • Evitar aglomerações
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos, canetas, lápis, tesouras, etc  
  • Manter os ambientes ventilados
  • Não toque os olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas. Ao tocar, lave sempre as mãos com água e sabão
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória (tosse, coriza, febre) 

 

Quando devo procurar atendimento médico?

No dia 21 de março de 2020, o Ministério da Saúde declarou o estado de transmissão comunitária do Coronavírus em todo território nacional.

A “síndrome gripal” pode ser causada pelo novo Coronavírus ou por outros vírus, como o Influenza. Não é possível diferenciá-los clinicamente e sim apenas com testes diagnósticos. As pessoas com sintomas leves de resfriado ou com “síndrome gripal” devem permanecer em isolamento domiciliar por 14 dias, mesmo que não possam fazer o exame específico para COVID 19.

Caso tenha dúvidas, você poderá  utilizar o serviço de Triagem Online e Orientação sobre a COVID-19, que a Unimed Regional Jaú disponibilizou gratuitamente a todos os seus beneficiários, por meio do Aplicativo Unimed SP-Clientes ou pelo site www.unimedcontraocoronavirus.com.br    

Caso estiver com tosse, fadiga (cansaço excessivo), anorexia (falta de apetite), dispneia (falta de ar), miaglia (dor muscular) e febre persistente, procure o Pronto Atendimento ou Pronto Socorro.

Mas lembre-se: você poderá procurar orientação médica sempre que tiver sintomas sugestivos de COVID-19.  

 

Como proceder no isolamento domiciliar

O isolamento domiciliar requer cuidados específicos, como a separação de objetos pessoais, limpeza imediata de banheiros após o uso e a separação de indivíduos em cômodos diferentes da casa.

O cômodo com o paciente isolado deve ficar todo o tempo com a porta fechada. Mas é necessário manter a janela aberta para que haja ventilação e entrada de luz solar.

A pessoa infectada ou com suspeita de infecção tem que trocar a própria roupa de cama. Se houver secreções na roupa de cama, ela deve embalar em um saco plástico antes de levar à máquina de lavar ou ao tanque.

Também é importante manter uma lixeira ao lado da cama com saco plástico para jogar o lixo. Quando o recipiente estiver cheio, a pessoa deve fechar a sacola e só depois despejar em lixeiras comuns, seja da casa, da rua ou do prédio.

Nos casos de salas compartilhadas ou casas com apenas um cômodo, pessoas infectadas e pessoas sem a doença não podem compartilhar o mesmo sofá ou colchão.

 

Ambientes Compartilhados

Quando estão dividindo cômodo, pessoas infectadas precisam estar com um lenço de papel ou papel higiênico que cubra o nariz e a boca em caso de tosse e espirro. Se as pessoas não tiverem esse lenço, precisam tossir e espirrar no antebraço e lavar os braços e as mãos imediatamente.
 
Nesses ambientes compartilhados, a pessoa infectada precisa estar o tempo todo com máscara. 
 

Como dividir o banheiro

Quando o banheiro é compartilhado, o paciente infectado ou com suspeita de estar infectado precisa desinfetar todas as superfícies usadas por ele: vaso sanitário, interruptores, maçaneta, descarga, box e regulador de temperatura do chuveiro, por exemplo.
 
Objetos que antes eram compartilhados, como pasta de dente, sabonete de pia e toalha de rosto devem passar a ser individuais.
Também é necessário tirar a escova de dente da pessoa infectada ou com suspeita de infecção do mesmo recipiente das demais.
A limpeza de alguns móveis e objetos precisará ser feita diversas vezes ao dia e seguindo cuidados específicos:
A pessoa que for limpar a casa precisa estar com máscara, luva, óculos e avental;
Todas as superfícies de contatos constantes devem ser limpas: pia, maçanetas, mesas, interruptores, assentos de sofá, cadeiras e vaso sanitário, torneiras, etc;
Sabão, álcool 70% e desinfetantes são eficientes para a limpeza;
Manter as lixeiras com tampas fechadas e usar saco hermeticamente fechado;
As roupas e acessórios de cama e banho do infectado sempre precisam ser lavadas após o uso e secas em local arejado.
 

Quais são as pessoas com maior risco para evoluir com formas graves da doença?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos com mais de 60 anos e pessoas com doenças preexistentes (hipertensão arterial, diabetes, doença cardíaca, doença pulmonar, neoplasias, transplantados, uso de imunossupressores) têm maior risco de ter a doença agravada.

 
 

Cuidados necessários para convivência com pessoas do Grupo de Risco

  • Dormir em cama separada. 
  • Utilizar banheiros diferentes e desinfetá-los com água sanitária.
  • Não compartilhar toalhas, talheres e copos.
  • Limpe e desinfete diariamente superfícies de alto contato.
  • Lave roupas, lençóis e toalhas com mais frequência.
  • Manter distância, dormir em quartos separados.
  • Manter os quartos ventilados.
  • Ligue para o número 136, se houver mais de 38º de febre e dificuldade em respirar.

 

Por que as maternidades estão proibindo visitas e presença de doulas e fotógrafos? Qual a importância disso? 

Nesse momento de epidemia do COVID-19, devem-se evitar aglomerações em quaisquer locais. Assim, visitas, doulas e fotógrafos não estão sendo autorizados nas maternidades para reduzir os riscos de contaminação das gestantes, dos bebês e dos profissionais de saúde pelo COVID-19. Pelo mesmo motivo, a recomendação é que o acompanhante presente durante o trabalho de parto seja o mesmo durante todo o tempo de estadia no hospital/maternidade nesse período de pandemia.

 

Devo restringir as visitas ao meu bebê nesse período de alto risco de contaminação? Quantos meses devo esperar para liberar as visitas?

Restringir as visitas ao bebê é uma medida muito importante para reduzir o risco de contaminação, tanto para você, gestante, quanto para o bebê. O isolamento social é a melhor medida, neste caso. O ideal é que as visitas 
sejam adiadas para quando a pandemia estiver sob controle. O uso de mídias sociais (como videochamadas, vídeos e fotos) pode minimizar a distância de parentes próximos e outras pessoas queridas que queiram ver o bebê.

 

Estou grávida. O que devo fazer? 

As informações em relação à gestação e COVID-19 ainda são limitadas e teremos mais esclarecimentos à medida que identificarmos as consequências da epidemia. Não há ainda dados de recém-nascidos com mães que tiveram a doença no primeiro e segundo trimestre, contudo, até o presente momento não se identificou aumento das taxas de abortamentos ou malformações visíveis ao ultrassom durante o pré-natal. Importante lembrar que a hipertermia, por si só, independente da causa, é considerada um teratógeno e também fator de risco para abortamento. A ocorrência da transmissão vertical encontra-se em estudo e não pode ser totalmente descartada, embora, estudos preliminares não identificaram a presença do vírus COVID-19 em líquido amniótico e sangue de cordão em situações de infecção materna no terceiro trimestre. Mas, também vale ressaltar que não foi identificada transmissão vertical nos casos de CoV-SARS e CoVMERS. Ao contrário do que se esperava, baseando nos achados da infecção pelo H1N1, a COVID-19 em gestantes tem letalidade semelhante ao do adulto jovem, ou seja, gestantes podem se contaminar e ter quadros graves na mesma proporção da população jovem. O grupo de maior risco de morbimortalidade para o Coronavírus continua sendo o grupo dos pacientes idosos e/ ou com comorbidades. Contudo, apesar das gestantes não configurarem grupo de maior risco, elas devem redobrar os cuidados para evitar contaminação, pois seu adoecimento, como em qualquer doença sistêmica importante, pode comprometer a saúde fetal, incluindo os riscos associados ao parto pré-termo.

 

Amamentação e o Coronavírus

Até o presente momento não existe evidência suficiente para definir com clareza a segurança da amamentação, assim como o impacto da separação do binômico mãe-filho. As recomendações variam de acordo com o quadro clínico da gestante. Deve-se destacar que, para muitos recém-nascidos, a amamentação é a única fonte de alimento, e, portanto, sua suspensão poderia fragilizar o recém-nascido e deixá-lo ainda mais susceptível a infecção pelo COVID-19. Uma vez que, a preocupação relaciona-se mais ao risco de transmissão direta, do que através do leite, nos casos em que a amamentação é autorizada, cuidados para se evitar contato direto ou indireto devem ser promovidos rotineiramente. Nas pacientes com doença grave, parece razoável suspender a amamentação, mantendo-se, entretanto, todas as medidas para manter a lactação. Por outro lado, nos casos mais leves a amamentação é permitida, desde que cuidados de higiene de mãos e uso de máscara  sejam adotados. Em geral, recomenda-se manter a amamentação.

 

O Ministério da Saúde, considerando os benefícios da amamentação para a saúde da criança e da mulher, a ausência de evidências científicas sobre a transmissão do coronavírus por meio da amamentação e que não há recomendação para a suspensão do aleitamento materno na transmissão de outros vírus respiratórios, recomenda que a amamentação seja mantida em caso de infecção pela COVID-19, desde que a mãe deseje amamentar e esteja em condições clínicas adequadas para fazê-lo.

 

O que os pais devem fazer se acharem que um filho possa estar infectado?

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter Coronavírus (COVID-19), você poderá entrar em contato com o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde ou utilizar o serviço de Triagem on-line e orientação sobre a COVID-19, que a Unimed Regional Jaú disponibilizou gratuitamente a todos os seus beneficiários. O serviço pode ser acessado pelo APP Unimed -SP Clientes ou pelo site: www.unimedcontraocoronavirus.com.br     

As crianças não são as mais atingidas pelo novo coronavírus. Ao serem  infectadas podem apenas apresentarem sintomas leves ou não desenvolverem a doença. 

 

Devo usar máscaras para me proteger no dia a dia? 

A máscara cirúrgica deve ser usada por pacientes com sintomas respiratórios (tosse, espirros, dificuldade para respirar), profissionais de saúde e profissionais de apoio que prestarem assistência ao paciente suspeito ou confirmado de COVID-19. 

Para a população que necessita sair de suas residências, a máscara de pano pode ser recomendada como uma forma de barreira mecânica. Conquanto, há de ser destacada a importância da manutenção das outras medidas preventivas já recomendadas, como distanciamento social, evitar tocar os olhos, nariz e boca, além de higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool gel 70%. 

A máscara de pano pode diminuir a disseminação do vírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas que podem estar transmitindo o vírus sem saberem. O uso da máscara de tecido deve ser individual, não devendo ser compartilhado.

 

Erros e acertos ao usar a máscara 

  • Não deixe o nariz descoberto.
  • Não deixe o queixo exposto.
  • Não puxe a máscara para o queixo
  • Não use máscara larga, com vãos nas laterais.
  • Não cubra somente as narinas.
  • Não encoste na superfície da máscara ao colocar ou tirar.
  • Não deixe a máscara em cima da mesa.
  • 1) Cubra o nariz inteiro e o queixo; 2) Ajuste-a para que não haja vãos nas laterais; 3) Encoste apenas nos elásticos.
  • Tire-a de trás para frente, segurando pelos elásticos.
  • Coloque a máscara num saquinho antes de descartá-la no lixo.

 

Existe exame para o diagnóstico do novo Coronavírus? 

Sim. Para auxílio no diagnóstico da COVID-19 existem alguns métodos disponíveis entre eles:  RT-PCR para SARS-CoV-2 (exame molecular que pesquisa o vírus em oro e nasofaringe por meio de um swab) e Testes sorológicos como a PESQUISA DE ANTICORPOS IgG ou anticorpos totais e o teste rápido. 

O RT-PCR para SARS-CoV-2 (exame molecular que pesquisa o vírus em oro e nasofaringe por meio de um swab) possui cobertura pelo Plano de Saúde, desde que o pedido médico esteja de acordo com a diretriz de utilização descrita na Resolução Normativa 453/2020 de 12 de março de 2020 determinado pela ANS- Agência Nacional de Saúde Suplementar.  O período ideal para coleta de RT-PCR em Swab oronasofaringeo está entre o 3° e o 7° dia após o início dos sintomas, pois ao longo dos dias subsequentes a chance de detecção do PCR diminui.

O SARS-CoV-2 (CORONAVÍRUS COVID-19) – PESQUISA DE ANTICORPOS IGG OU ANTICORPOS TOTAIS possui cobertura obrigatória, com diretriz definida pela ANS nº 132, quando preenchido um dos critérios do Grupo I e nenhum dos critérios do Grupo II.
- Grupo I (critérios de inclusão):
a) Pacientes com Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a partir do oitavo dia do início dos sintomas
b) Crianças ou adolescentes com quadro suspeito de Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós-infecção pelo SARS-CoV-2
- Grupo II (critérios de exclusão):
a) RT-PCR prévio positivo para SARS-CoV-2
b) Pacientes que já tenham realizado o teste sorológico, com resultado positivo
c) Pacientes que tenham realizado o teste sorológico, com resultado negativo, há menos de 1 semana (exceto para os pacientes que se enquadrem no item b do Grupo I)
d) Testes rápidos
e) Pacientes cuja prescrição tem finalidade de rastreamento (screening), retorno ao trabalho, pré-operatório, controle de cura ou contato próximo/domiciliar com caso confirmado
f) Verificação de imunidade pós-vacinal

 

Condições que caracterizam Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave:

- Síndrome Gripal (SG): Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos.
Em crianças: além dos itens anteriores considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.
Em idosos: deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.
- Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto.
Em crianças: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.


O teste rápido para Coronavírus não está contemplado no atual Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, Anexo I, da Resolução Normativa nº 428, de 7 de novembro de 2017 e não possui  cobertura assistencial obrigatória.

 

Quando devo realizar o exame para detecção do vírus? 

Os exames para COVID-19 deve ser feito somente quando solicitado pelo médico, que vai levar em conta a história e o tempo de evolução da doença para indicar qual o exame mais indicado. É importante que o médico interprete o resultado do exame, pois o fato de ser negativo não confirma, necessariamente, ausência de doença.

 

A vacina da gripe protege do Coronavírus? 

Não. Mas a vacina da gripe protege contra outras infecções respiratórias virais e é uma maneira de resguardar os mais vulneráveis contra essas doenças, que podem impactar o sistema imunológico e favorecer o aparecimento de outras infecções.

 

Tratamento

Até o momento, não há medicamentos específicos eficazes e seguros contra o vírus. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suporte clínico, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários. Por isso é importante procurar assistência médica, se o paciente apresenta falta de ar, febre persistente, cansaço excessivo ou falta importante de apetite. Não há qualquer evidência científica de chá de erva-doce ou qualquer outro chá, vitamina, comer alho, higienizar a boca ou lavar o nariz com água e sal para o tratamento do novo coronavírus. Vários estudos clínicos com diferentes medicamentos estão em andamento no mundo e devemos ter alguns resultados nas próximas semanas ou poucos meses.

Não se automedique.

 

Pessoas com COVID-19 devem suspender o uso de medicamentos de uso contínuo?

Não. Os medicamentos devem continuar sendo usados.

 

Entendendo as etapas para a criação de uma vacina

Cientistas de todo o mundo estão em uma verdadeira corrida contra o tempo para encontrar uma candidata a vacina eficaz no combate à pandemia do novo coronavírus. 

Segundo recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 169 pesquisas  estão em desenvolvimento e ao menos 34 delas já foram registradas em fase clínica, que é a etapa de testes em humanos. Antes de ser liberada para a população, uma vacina tem que passar por três fases de ensaios clínicos que comprovam sua segurança e eficácia. A cada etapa, mais voluntários são recrutados e os resultados dos testes são analisados pelos pesquisadores para garantir que uma vacina possa ser licenciada. Atualmente já existem 8 vacinas em estudos clínicos em humanos em fase 3.

Fase pré-clínica 
Nesta fase são feitos testes in vitro e com cobaias animais. Cerca de 142 pesquisas estão nesta fase.

Fase 1 
É uma avaliação preliminar da segurança do imunizante, ela é feita com um número reduzido de voluntários adultos saudáveis que são monitorados de perto. Nesta fase a vacina é aplicada em dezenas de pessoas. Existem, em média, 20 estudos em fase 1.

Fase 2 
Esta fase do estudo conta com centenas de voluntários. É avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade (ou capacidade da proteção), a dosagem e como deve ser administrada além de efeitos colaterais. Existem, em média, 11 estudos em fase 2.

Fase 3 
Ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Esta fase avalia também a efetividade da vacina. Além disso é importante para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois desta fase é que se pode fazer um registro sanitário. Atualmente existem 8 vacinas nesta fase de estudo no mundo.

Fase 4 (vacinação em massa, monitoramento após a aplicação na população)
Inicia-se a vacinação de rotina em massa e continua-se a fazer o monitoramento após aplicação na população. Ainda não existem vacinas nesta fase.

 

Quais tipos de vacinas estão em testes?

1 - Vacinas contendo vírus inativado ou atenuado
Essas vacinas usam um vírus modificado como o do sarampo ou adenovírus, por exemplo, para introduzir parte do material genético do coronavírus no organismo e induzir a proteção. Uma vez injetados os vírus recombinantes com genes “inseridos” são expressos dentro das células induzindo a resposta imune de células T. Exemplos de vacinas que utilizam essa tecnologia: AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford que é baseada em um adenovírus de chipanzé. O Brasil participa da fase 3 do estudo desta vacina em parceria com a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Outras duas vacinas que utilizam essa tecnologia: CanSinoBio/ Instituto de Biologia da Academia de Ciências Médicas Militares da China e a vacina Russa Sputinik/Gamaleya que em parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciou que o Brasil irá participar do estudo fase 3 desta candidata a vacina.

2 - Vacinas a partir de um vetor viral replicante ou não replicante
São vacinas que empregam versões atenuadas (enfraquecidas) ou inativadas (mortas) do coronavírus para estimular a resposta imune. Atualmente a China lidera essa tecnologia, existem três vacinas inativadas (compostas por vírus mortos ou parte deles) em fase 3, são elas Sinovac, Sinopharm/Wuhan e Sinopharm/Pequim. A vacina da Sinovac, chamada CoronaVac está realizando estudo fase 3 no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

3- Vacinas que usam Ácidos Nucleicos, DNA ou RNA viral
São vacinas que empregam um ou mais genes próprios do coronavírus para estimular uma resposta imune. Esse tipo de vacina usa parte do material genético do vírus para estimular o corpo a produzir defesa contra Sars-Cov-2. A maioria destas vacinas codificam a proteína S (Spike). Um exemplo de vacina que utiliza essa tecnologia é a pesquisa da MODERNA, vacina feita com RNA mensageiro (mRNA) capaz de codificar a proteína S da coroa do vírus, e o introduz no corpo com ajuda de uma nanopartícula de gordura para induzir a proteção natural do corpo. Outra candidata que também usa o mRNA é a vacina da BioNTech/Pfizer, também em fase 3.

4 - Vacinas Baseadas em Proteínas seja por subunidade proteica ou Partículas semelhantes a vírus
São vacinas que empregam uma proteína ou fragmento proteico do coronavírus para estimular uma resposta imune. Não há nenhuma vacina que usa essa tecnologia em fase final de testes em humanos.

 

Quais são as mais promissoras?

Vacinas que se encontram em fase 3 (testes de eficácia, efetividade e segurança) e possuem os dados das fases 1 e 2 publicados e disponíveis (em ordem alfabética):

  • AstraZeneca/Oxford (vetor viral)
  • BioNTech/Fosun/Pfizer (genética, RNA mensageiro)
  • CanSinoBio/ Instituto de Biologia da Academia de Ciências Médicas Militares (vetor viral)
  • Gamaleya Research Institute (vetor viral)
  • Moderna/NIAID (genética, RNA mensageiro)
  • Sinopharm/Wuhan (viral inativada)
  • Sinopharm/Pequim (viral inativada)
  • Sinovac (viral inativada)

 

Porque é um processo demorado?

O maior limitante é o nosso sistema imunológico. Demora meses ou até anos para entender por completo as reações do nosso corpo, diante dos efeitos de uma vacina.
Cada efeito negativo nos testes precisa ser corrigido, exigindo que algumas correções voltem para as etapas iniciais. Isso pode ocorrer dezenas de vezes e cada investigação pode demorar muito para achar soluções. A boa notícia é que a ciência nunca esteve tão mobilizada para isso e existem bons prognósticos para o ano que vem.

 

Não encontro álcool gel 70% nas farmácias. O que devo fazer? 

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão também é muito eficaz. Lembre-se de lavar entre os dedos, o dorso das mãos e ao redor das unhas. 

 

Por que se indica o álcool gel na concentração de 70% para higienização das mãos? 

Porque nesta concentração o álcool tem ação antimicrobiana, agindo contra bactérias, fungos e vírus (incluindo o novo coronavírus). Concentrações diferentes desta não terão o mesmo efeito antimicrobiano. Além disso, álcoois em concentrações maiores poderão evaporar rapidamente, diminuindo sua eficácia, além de ressecar a pele, levando a formação de fissuras e rachaduras, o que pode servir como porta de entrada a bactérias. 

 

Quantas vezes por dia deve se lavar as mãos? 

Não há um número exato. Está indicada a higienização das mãos com água e sabão pelo menos nas seguintes situações: quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais, ao iniciar e terminar o turno de trabalho, antes e após ir ao banheiro, antes e depois das refeições, antes do preparo de alimentos, após várias aplicações consecutivas de produto alcoólico.

 

Como posso me proteger no local de trabalho? 

Se for possível, faça suas atividades sem sair de casa. Caso não seja, desinfete regularmente as superfícies (estações de trabalho, mesas) e objetos (telefone, teclado).

 

Como posso limpar o celular para evitar a contaminação pelo novo coronavírus?

Desligue o celular e tire-o da tomada. Para higienizar a tela, panos macios umedecidos com álcool isopropílico com concentração de 70% (não confundir com álcool gel 70%). Evite umidade nas aberturas do aparelho, incluindo a porta de carregamento, a entrada do fone de ouvido, microfones e alto falantes. Limpe a capinha.

 

No táxi ou carro do aplicativo, como posso me proteger?

O ideal é rodar com os vidros abertos. Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel 70%. Está recomendado uso de máscara fora de casa.

 

Como higienizar o carro para evitar a disseminação do novo coronavírus?

Passar álcool gel ou álcool 70% em um pano macio para limpar as áreas de contato (volante, manopla do câmbio, botões, puxadores de porta). 

 

O que é melhor para evitar o contágio pelo novo coronavírus no ônibus: deixar as janelas abertas ou fechadas, com ar condicionado ligado (quando disponível)?

É preferível que as janelas fiquem abertas. Ambientes fechados favorecem a disseminação do vírus. O transporte urbano pode ser limitado ou suspenso, em cidades com aumento significativo de casos.

 

Pego ônibus lotado todos os dias. Como evitar o contágio?

O ideal seria evitar aglomerações, manter distância das outras pessoas e sair de casa apenas quando necessário. Se não for possível, higienize as mãos com álcool gel 70% antes de entrar nos ônibus e imediatamente após sair ou priorize lavar as mãos com água e sabão ao chegar em casa ou no trabalho. Dentro do ônibus, evite tocar os olhos, nariz e boca. Não é preciso luvas para tocar nas superfícies. Está indicado o uso de máscara sempre que sair de casa. 

 

Está recomendado que se evite sair de casa. É preciso algum cuidado especial com a limpeza?

Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies.

 

Antes de sair de casa, o que devo fazer?

  • Ao sair, coloque uma jaqueta de manga longa. Prenda o cabelo e evite usar brincos, aneis, correntinhas.
  • Se estiver com gripe ou tosse, coloque uma máscara, pouco antes de sair.
  • Evite utilizar o transporte público.
  • Se sair com seu pet, tente evitar que se esfregue contra superfícies externas.
  • Leve lencinhos descartáves e use-os para tocar as superfícies.
  • Amasse o lenço e jogue-o em um saco fechado dentro da lata de lixo.
  • Ao tossir ou espirrar, não utilize as mãos ou o ar.
  • Evite usar dinheiro, se necessario, imediatamente higienize suas mãos.
  • Lave ou higienize suas mãos após tocar em qualquer objeto ou superfície.
  • Não toque seu rosto antes de higienizar suas mãos.
  • Mantenha distância das pessoas.

 

Precisei sair, quais os cuidados que devo ter ao entrar em casa?

  • Ao voltar para casa, não toque em nada, antes de se higienizar.
  • Tire os sapatos.
  • Desinfete as patas do seu pet após passear com ele.
  • Tire a roupa e coloque-a em uma sacola plástica no cesto de roupas.
  • Deixe bolsa, carteira e chaves em uma caixa na entrada.
  • Tome banho! se não puder, lave bem todas as áreas expostas.
  • Desligue o celular e tire-o da tomada. Para higienizar a tela use panos macios umedecidos com álcool  isopropílico  com concentração de 70%. Evite umidade nas aberturas do aparelho, incluindo a porta de carregamento, a entrada do fone de ouvido, microfones e alto falante. Limpe a capinha.
  • Lembre-se que não é possível fazer uma desinfecção total, o objetivo é reduzir o risco.

 

Sem Fake News! Informe-se por fontes confiáveis

O Ministério da Saúde criou em seu portal conteúdo exclusivo para disseminação de informações atualizadas sobre o Coronavírus. Para acessá-lo, digite https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus 

Além do site, o Ministério da Saúde desenvolveu um aplicativo Coronavírus-SUS  que está disponível gratuitamente para IOS e Android. Pelo WhatsApp (61) 99289-4640qualquer cidadão pode enviar mensagens com imagens ou textos que tenha recebido sobre o Coronavírus e confirmar se a informação procede. 

A divulgação de dados de casos suspeitos, confirmados e descartados ocorre diariamente por meio da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (IVIS) http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/  

 

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Fontes: Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Infectologia / Unimed do Brasil / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Einstein /  Konecranes / Artigo "Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1", de cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da Universidade da Califórnia, em Los Angeles e em Princeton. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc2004973?query=featured_home, Nota técnica n° 7/2020-DAPES/SAPS/MS, CORONAVIRUS NA GRAVIDEZ: CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES SOGIMIG, disponível em https://www.febrasgo.org.br/images/CORONAVIRUS-NA-GRAVIDEZ-SOGIMIG.pdf / Informações sobre as vacinas da COVID-19 por Hugo Fernandes.. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CD1qmD8lZaP/ /  ÍNDICE DE RISCO COVID-19 Fonte: COVID-19 Recob ERY Consultting / Bruno Ishigami /COVID-19 E GESTAÇÃO - PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA GESTANTES - Associação de Ginecologistas e Obstetras de MG