Voltar

Protegendo a visão desde cedo

Protegendo a visão desde cedo

Teste do olhinho ainda não é obrigatório, mas pode ser feito de graça em Resende

Protegendo a visão desde cedo

Teste do olhinho ainda não é obrigatório, mas pode ser feito de graça em Resende

6 Julho 2011
Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica revelam uma situação alarmante. Em todo o mundo, uma criança fica cega a cada minuto. No Brasil, estima-se que existam de 25 mil a 30 mil crianças sem visão, numa relação de até 180 crianças cegas para cada milhão de habitantes. A boa notícia é que cerca de 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados se os problemas fossem diagnosticados e tratados precocemente. Uma das formas mais fáceis e baratas de garantir a saúde ocular dos pequenos é fazendo o teste do reflexo vermelho, também conhecido como Teste do Olhinho.
De acordo com a oftalmologista e cooperada da Unimed Resende, Ludmilla Maria Ávila Varginha, o procedimento é simples. “No escuro, com a ajuda de um oftalmoscópio, o médico verifica se o reflexo da retina está normal. Ele deve ter a cor vermelha quando submetido a um feixe de luz”, explicou ela. “Caso isso não ocorra, é sinal de que pode existir algum problema como catarata congênita e outras más formações menos comuns”, completou. O exame deve ser feito ainda no primeiro mês de vida, de preferência antes da alta hospitalar.
O teste ainda não é obrigatório nas unidades médicas, no entanto, as mães são orientadas a levar os filhos ao consultório oftalmológico, exigindo trabalho de conscientização de pediatras e enfermeiras. Em Resende, o exame pode ser realizado gratuitamente no Posto de Saúde do Manejo, sempre às quartas-feiras, mediante apresentação do cartão de vacinação da criança. Para Ludmilla, a prevenção é importante para garantir o desenvolvimento da criança. “Enxergar bem é primordial para um bom desempenho nas atividades psicomotoras e intelectuais”, disse a médica, lembrando que mesmo depois do teste, a visita ao oftalmologista deve ser frequente, principalmente se a família ou a escola perceberem qualquer dificuldade na realização das atividades cotidianas.

Bruno Saldanha Sampaio