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Santa Casa de Resende em boas mãos

Santa Casa de Resende em boas mãos

Em menos de dois anos, hospital consegue melhorar atendimento e reduzir dívidas

Santa Casa de Resende em boas mãos

Em menos de dois anos, hospital consegue melhorar atendimento e reduzir dívidas

6 Julho 2011
Quem visitasse a Santa Casa de Misericórdia de Resende há cerca de dois ano, encontraria um pedido de socorro pendurado na porta da unidade. Com as instalações em estado precário e cheia de dívidas, a entidade filantrópica não sabia como se reerguer. Hoje, no entanto, a situação é diferente. Depois de passar por uma severa mudança administrativa, a unidade já está recuperando sua credibilidade junto a médicos e pacientes. O hospital teve as dívidas reduzidas, os repasses do governo aumentados e chega aos 176 anos neste mês de julho com diversas alas reformadas. Resultado de muito trabalho e solidariedade.
“Fizemos um estudo minucioso e descobrimos que somente com o repasse do SUS não conseguiríamos reerguer a unidade. Criamos então um projeto de apadrinhamento. Com a ajuda da iniciativa privada e outras parcerias já reformamos metade dos quartos, cinco enfermarias, o ambulatório e o centro cirúrgico”, contou o diretor técnico Fernando Bueno, médico anestesista cooperado da Unimed Resende. Segundo ele, a Santa Casa está entre as únicas três unidades do estado incluídas no Plano de Apoio a Hospitais do Interior.
Com a ajuda do curso de Economia da AEDB (Associação Educacional Dom Bosco), a unidade conseguiu reduzir em 40% o déficit de R$ 5 milhões e quitou débito com o INSS. O hospital, que hoje conta com 70 leitos, atende pacientes da rede pública e particular e faz parte da rede credenciada da Unimed Resende. “É com muita satisfação que recebemos essa notícia. A Santa Casa é um patrimônio da saúde do município e merece toda a ajuda possível”, defendeu o presidente da cooperativa, João Alberto da Cruz.
Como próximo desafio, a direção do hospital pretende implantar um plano de apoio a dependentes de álcool e drogas e angariar mais recursos para continuar investindo em equipamentos e infraestrutura.

Bruno Saldanha Sampaio