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Conscientização do Autismo: por que precisamos falar sobre isso

20 Abril 2020

Conscientização do Autismo: por que precisamos falar sobre isso

Sabia que no dia 2 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo? Estabelecida em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca informar a população e, assim, reduzir a discriminação e o preconceito sobre esse transtorno.

Apesar de relativamente comum, muitas pessoas ainda não conhecem a fundo o espectro do autismo. Além de prejudicar diagnósticos, essa falta de informação traz muitos desafios para as pessoas com autismo e seus familiares.

Por isso, o dia mundial do autismo é tão importante. Afinal, a conscientização é o primeiro passo para construirmos uma sociedade mais compreensiva e acolhedora para com autistas. Então, continue lendo para saber mais sobre como lidar corretamente com o espectro.

O que é a conscientização do autismo e por que é tão importante?

Conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), o autismo é uma condição que altera o desenvolvimento do padrão da linguagem, a interação social e os processos de comunicação. Sendo assim, o TEA pode causar um atraso ou desvio na aprendizagem em diferentes áreas do desenvolvimento.

Após o diagnóstico, que normalmente acontece nos primeiros 3 anos de vida, alguns exercícios de habilitação são importantes para estimular as questões que o autismo implica, como dificuldade na comunicação e capacidades funcionais. Essas características demandam cuidados específicos e o acompanhamento ao longo das diferentes fases da vida.

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5 fatos sobre o TEA

1. Autismo não é doença 

O autismo e as outras condições do TEA são classificadas como transtornos mentais. Por isso, ao falar com um autista ou seus cuidadores, lembre-se de não tratá-lo como alguém doente. Isso porque, do ponto de vista clínico, a condição pode ser trabalhada com o propósito de adequar o indivíduo ao convívio social. 

2. Os sinais começam na primeira infância 

Como dissemos acima, os sinais do autismo começam a aparecer nos primeiros anos da criança. Desse modo, é importante conhecer os sinais de alerta para reconhecer e buscar orientações bem cedo. Entre alguns comportamentos do TEA, podemos citar:

  • Bebês não buscam o olhar da mãe ao serem amamentados;
  • Crianças não demonstram diferença entre o colo dos pais e de desconhecidos;
  • Crianças não reconhecem seus nomes ou não atendem ao serem chamadas;
  • Atraso para aprender a engatinhar ou andar;
  • Resistência à dor acima do normal, por exemplo, uma criança que não chora quando cai;
  • Interações sociais ausentes, ou seja, não responde a brincadeiras. 

Esses são alguns dos comportamentos que devemos observar. Porém, é importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito por um profissional da área médica. 

 

Ao falar com um autista ou seus cuidadores, lembre-se de não tratá-lo como alguém doente. Do ponto de vista clínico, a condição pode ser trabalhada com o propósito de adequar o indivíduo ao convívio social.

 

3. O autismo não tem “uma cara”

É necessário entender a diversidade do espectro do autismo e que, por isso, cada autista é um. Por exemplo, autistas com grau severo podem ser reconhecidos pela postura corporal ou expressão facial.

Alguns, porém, podem levar uma vida normal, o que não significa que não sejam autistas. É por esse grau de variabilidade que se utiliza o termo “espectro” do autismo. 

4. O autismo não é raro 

Embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer dentro da conscientização do autismo, isso não significa que ele seja raro. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que haja 70 milhões de autistas no mundo. 

No Brasil, o número de pessoas dentro do espectro aproxima-se de 2 milhões. Entre elas, cerca de 400 a 600 mil têm menos de 20 anos. Por isso, precisamos informar cada vez mais a população sobre como acolhê-las.

5. Pessoas com autismo também têm direitos 

Perante a lei, pessoas com autismo têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão. Inclusive, também possuem todos os direitos previstos em leis específicas de pessoas com deficiências.

Isso porque, em 2012, foi sancionada a Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Dessa forma, é reconhecido que as pessoas com autismo são pessoas com deficiência para todos os efeitos legais. 

A Unimed apoia a luta pela conscientização do autismo!

Fonte:

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/53290-dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo


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