16 Março 2021

MARÇO AZUL MARINHO

Unimed SC na luta pela prevenção ao câncer colo-retal

 

Médicos cooperados da Unimed, Luís Carlos Ferreira e Aline Santiago, coloproctologistas da cidade de Joinville, orientam sobre cuidados essenciais com a sua saúde

 

O câncer colo-retal é o segundo câncer mais frequente no Brasil e o terceiro com maior mortalidade. É um tumor (neoplasia) que se origina no cólon (intestino grosso), ou no reto (parte final do intestino até junto ao ânus) e atinge indistintamente homens e mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para cada ano do triênio de 2020-2022 estima-se que surjam cerca de 41 mil casos de câncer de cólon e reto em todo o país, com uma projeção a um risco estimado de 19 novos casos a cada 100 mil pessoas. Por todas essas razões, a Sociedade de Proctologia adotou a campanha MARÇO AZUL MARINHO, com o objetivo de alertar as pessoas sobre a importância de ficarem atentas e procurarem especialistas ao primeiro sinal de que algo fora do comum esteja acontecendo.

 

Segundo os médicos cooperados da Unimed, coloproctologistas Luís Carlos Ferreira e Aline Santiago, do Instituto LAK de Medicina, em Joinville, a campanha MARÇO AZUL MARINHO ajuda na divulgação e conscientização da população. “A ação de esclarecimentos é extremamente importante, chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce. Dessa forma, podemos fazer a diferença na expectativa de vida das pessoas”, alertam os especialistas.

 

FATOR DE RISCO

A doença está associada a fatores genéticos, sedentarismo, consumo de alimentos processados, excesso de consumo de carnes vermelhas, consumo de bebidas alcóolicas e tabagismo. A idade é um outro importante fator de risco para o câncer colo-retal esporádico, que é menos comum antes dos 40 anos. Quanto maior a idade, maior o risco. “Destaca-se que registros ocidentais sugerem que a frequência do câncer colo-retal está aumentando no grupo abaixo de 45 anos, enquanto diminui em grupos mais velhos. Acredita-se que seja em decorrência da maior aderência aos exames de prevenção nos pacientes acima dos 45 anos”, avaliam os cooperados. Além da idade e da falta de cuidados, o alto consumo de carne processada tais como salsicha, linguiça, bacon e presunto são fatores de risco certo para a neoplasia colo-retal.

 

PREVENÇÃO

Com a adoção de uma vida mais saudável é possível evitar o desenvolvimento da doença. A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como uma melhor alimentação são requisitos fundamentais para a prevenção do câncer de intestino. Uma alimentação saudável é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. Esse padrão de alimentação é rico em fibras e, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal.

 

Para o correto diagnóstico é necessário consultar o médico coloproctologista, que irá investigar os principais sinais e/ou sintomas sugestivos do câncer colo-retal. O diagnóstico precoce pode significar a cura e isto é possível com exames periódicos de prevenção, como a colonoscopia, um dos únicos que previnem a neoplasia. Durante esse procedimento são ressecados os pequenos pólipos que serão os precursores do câncer. Em caso de ser necessária a cirurgia, o procedimento retira as lesões maiores e mais profundas, preservando a qualidade de vida e diminuindo o impacto junto ao paciente.

 

SINTOMAS OU SINAIS

Fique alerta e procure um coloproctologista se você observar qualquer alteração no hábito intestinal:

  • diarreia e/ou constipação por um período maior;
  • presença de sangue e/ou secreção nas fezes;
  • hemorragia digestiva baixa (sangramento anal sem fezes);
  • sensação de que o intestino não esvaziou após uma evacuação ou esforço ineficaz para evacuação;
  • dor no abdome inferior e/ou na região perianal associada ou não à alteração do hábito intestinal;
  • presença de gases intestinal causando distensão e dor abdominal;
  • mudança na consistência e/ou forma das fezes;
  • perda de peso sem dieta (emagrecimento);
  • anemia ferropriva (deficiência de ferro devido à perda de sangue visível ou oculto);
  • fraqueza, palidez na pele e nas mucosas, cansaço, tonturas, dores musculares e sonolência.
  • tenesmo retal, sensação de constante necessidade de defecar, apesar do reto estar vazio.

 

ALERTA NA FAMÍLIA

Quanto mais pessoas de uma mesma família têm ou tiveram câncer colo-retal, maior o risco de outro membro dessa família desenvolver a doença. Alguém com parente próximo (pai, mãe, irmão, tios ou avós) com câncer colo-retal, tem maior risco para desenvolver a doença, especialmente se o câncer acometeu um parente com menos de 40 anos de idade. Nesses casos, toda a família deve fazer a colonoscopia de prevenção e se manter alerta aos sintomas ou sinais. “Quando conseguimos tratar/operar precocemente, a chance de cura aumenta significativamente. A cirurgia é o tratamento para a maioria dos casos, tanto por via laparoscópica quanto convencional. Atualmente conseguimos resolver por cirurgia laparoscópica em torno de 90% dos casos, desta forma temos uma recuperação mais rápida, retorno mais precoce à vida normal e menos dor no pós-operatório com a radicalidade oncológica igual ou superior a cirurgia aberta”, informam os proctologistas da Unimed.

 

Também é indicada consulta periódica preventiva com seu médico, que em caso de necessidade poderá indicar um especialista ou solicitar exames preventivos para o diagnóstico. A prevenção sempre é a melhor opção.

 

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