Unimed SC colabora na conscientização sobre cuidados às Hepatites Virais

Unimed SC colabora na conscientização sobre cuidados às Hepatites Virais

14 Julho 2021

 

A médica cooperada da Unimed Alto Vale, Dra. Daniela Camacho Bächle explica os cuidados necessários para o diagnóstico e o tratamento das Hepatites Virais

 

 

O mês de julho é dedicado internacionalmente ao combate às hepatites virais, com destaque para os tipos B e C, que representam um grande problema de saúde pública não só no Brasil, mas em todo o mundo. Estima-se que as hepatites B e C estejam presentes em cerca de um milhão de brasileiros. Devido ao comportamento da doença, geralmente assintomático, o diagnóstico pode ser tardio; com risco de evolução para complicações como a cirrose e o câncer de fígado. Por isso, os objetivos da campanha, que se desenvolve nas redes sociais e demais mídias, são identificar e tratar o mais precocemente possível, principalmente os pacientes que têm o problema e ainda não sabem.

“A OMS – Organização Mundial da Saúde definiu 28 de julho como Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, desde 2010. A cor amarela é em alusão à coloração da pele e olhos amarelados de pacientes com problemas hepáticos, embora isso não seja evidente nos casos das hepatites mais comuns (B e C)”, explica a médica gastroenterologista, Daniela Camacho Bächle, cooperada da Unimed Alto Vale, de Rio do Sul. A campanha iniciou com um projeto de Lei federal em 2015, mas foi sancionado apenas em 2019.

Segundo a especialista, a hepatite C tem cura, por meio de medicações disponíveis a todos os pacientes portadores do vírus, e a hepatite B tem controle, com medicações que são liberadas após o paciente preencher os critérios de inclusão ao tratamento, dependendo da fase da doença. “Além disso, a Hepatite B pode ser prevenida com vacina e de cuidados para não ocorrer o risco de contaminação pelo sangue ou contato sexual. Portanto, não compartilhe objetos como lâminas de barbear ou depilar e escovas de dentes, utilize material de manicure individual e esterilizado, certifique-se de que o material usado para tatuagens e piercings sejam descartáveis, sem esquecer de fazer uso de preservativo nas relações sexuais. Claro, usuários de drogas não devem compartilhar seringas, agulhas e canudos de inalação”, alerta. A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

A Hepatite C não tem vacina e deve ser rastreada em pessoas com mais de 40 anos e nos pacientes que tiveram exposição parenteral. Ela é transmitida pelo sangue, compartilhamento seringas, agulhas e materiais perfurocortantes contaminados. Quem recebeu transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 deve fazer o teste. O uso de preservativo de barreira pode reduzir o risco de transmissão, mas não é obrigatório em monogâmicos.

 

Importância da Testagem

O Brasil fez um pacto com a Organização Mundial de Saúde, estabelecendo a meta de eliminação do vírus da Hepatite C até 2030. Para alcançar esse objetivo, precisaria tratar 54 mil pessoas em 2020. Devido à pandemia da COVID-19, foram tratadas pouco mais de 19 mil pessoas. “Portanto, precisamos retomar as ações de testagem para encontrar os brasileiros infectados pelo vírus C antes da evolução da doença. O Brasil é um dos poucos países do mundo que fornece diagnóstico e tratamento da hepatite C gratuito pelo SUS”, completa a médica cooperada da Unimed Alto Vale, Daniela Bächle.