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Câncer de ovário é doença silenciosa que precisa atenção

29 Abril 2022

O câncer de ovário que não apresenta sintomas e geralmente quando aparece já está em estado avançado, é a segunda neoplasia ginecológica mais comum entre as mulheres. Os principais sintomas são inchaço abdominal, perda de peso, dor abdominal pélvica, alteração do hábito intestinal e urinária, podendo, em alguns casos, estar associado às alterações menstruais.

 

Geralmente prevalece na idade entre os 50 e 60 anos, período em que a mulher já começa a entrar na menopausa e nas alterações hormonais. “Porém, vimos pacientes com 40 anos e até menos, com câncer de ovário”, constata o médico oncologista Kelio Silva Pinto, do Centro Médico Unimed. Acrescenta que, o câncer de ovário não segue uma recomendação para a realização de exames periódicos em função de que, isso pode até levar a excesso de exames, gerando uma preocupação por parte das mulheres.

 

Dr. Kelio recomenda que se tenha um acompanhamento ginecológico, sempre fazendo avaliação com seu médico assistente. “Em algumas situações em que, na família já tenha ocorrido casos de câncer de ovário, essas mulheres devem ser acompanhadas mais de perto. Mas ainda não existe, como no câncer do colo do útero, um rastreio precoce e exame de papanicolau, não prevenindo e nem fazendo o rastreio do câncer de ovário”, acentua.

 

O oncologista alerta que o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer de colo de útero, mantendo uma alta taxa de mortalidade. O diagnóstico, segundo ele, é difícil de ser realizado por que as manifestações clínicas tornam-se aparentes nos estágios mais avançados da doença. Ressalta que, algumas vezes os sintomas são irrelevantes. “Muitas vezes as mulheres procurando assistência em um pronto atendimento ou em uma emergência, num quadro de dor abdominal, é feita, na maioria dos casos, apenas uma medicação e liberada, sem uma avaliação mais apurada”, comenta.

 

Lembra que é importante que as mulheres que tenham algum desconforto abdominal e outros sintomas, procure por uma avaliação inicial. Segundo ele, o médico é quem vai proceder com exames, analisar o histórico familiar, se há caso de obesidade e outros fatores de risco que levam a investigar o quadro de neoplasia de ovário.

 

Detalha que outras alterações, como na parte reprodutiva da mulher, também pode levar ao câncer de ovário. “Mulheres que tenham o ciclo menstrual iniciado muito precocemente ou as que tenham a menopausa muito tardia, pode aumentar a chance de ter câncer de ovário, incluindo as que nunca engravidaram ou são mães muito tarde, acima dos 35 anos e ainda apresentam quadro de obesidade, um dos principais fatores de risco”, salienta. Acrescenta que, mulheres que tenham histórico de câncer de mama na família encontradas em heranças genéticas que ocorrem principalmente nos genes BRCA 1 e BRCA 2, também aumentam os fatores de risco.

 

Explica Dr. Kelio, do Centro Médico Unimed, que geralmente as síndromes genéticas hereditárias estão presentes em 5 a 10% do câncer de ovário. Cerca de 20% dos cânceres de ovário são diagnosticados de forma mais precoce, com a chance de cura, em média, sendo de 94%. O restante já está em estado avançado.

 

Segundo o oncologista, não existe uma forma de prevenção extrema, “mas sabemos que a prevenção primária é manter o peso corporal saudável, consultar o médico regularmente, principalmente as mulheres acima dos 50 anos, manter uma alimentação saudável e prática de exercício físico regular”.

 

A forma de tratamento do câncer de ovário depende do tipo de tumor, a extensão da doença, se inicial ou mais avançada, a idade e as condições clínicas da paciente. O tratamento é baseado em cirurgia e quimioterapia. Quando a paciente começa a apresentar os sintomas e examinada pelo médico, dependendo dos resultados, serão solicitados exames de imagens e laboratoriais.

 


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