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De sedentário a corredor de rua

De sedentário a corredor de rua

Sedentário, pesando 104,70 quilos, cansaços intensos aliados a outros fatores, levaram o anestesista Alexandre Feldens a adotar uma nova dinâmica na sua vida

De sedentário a corredor de rua

Sedentário, pesando 104,70 quilos, cansaços intensos aliados a outros fatores, levaram o anestesista Alexandre Feldens a adotar uma nova dinâmica na sua vida

18 Outubro 2017

Dizem os budistas que “quando as coisas não andam bem na sua cabeça, elas não andam bem em lugar nenhum”. Foi mais ou menos isso que o médico anestesista Alexandre Garcia Feldens sentiu em relação a sua situação de saúde e teve que tomar algumas atitudes em relação aos seus hábitos.

Sedentário, pesando 104,70 quilos, cansaços intensos aliados a outros sintomas, o levaram a um cateterismo. E veio a resposta: ou mudam os hábitos ou a cirurgia será inevitável. Não pensou duas vezes, rompeu a barreira do sedentarismo e alterou totalmente seus hábitos, inclusive o alimentar.

Avalia que tudo realmente está na “cabeça” e que é preciso abandonar a sua “zona de conforto” e partir para novos horizontes que permitam oferecer uma melhor qualidade de vida e bem-estar físico e mental.

O primeiro passo para esta mudança foi procurar um profissional que lhe oferecesse as condições ideais para isto. E foi no professor de educação física e personal Marcos Huber, que encontrou a parceria que faltava para a reviravolta no seu dia a dia.

“Com ele não foi só a técnica, a maneira de administrar o processo de mudança. Foi além disso. O envolvimento pessoal no acompanhamento de minhas ações, foi e segue como fator fundamental para que as mudanças possam ir acontecendo”, ressalta.

Os resultados já são sentidos. O primeiro deles foi a perda de peso que em cinco meses chegou a 11 quilos. A meta é chegar a 86 quilos. Feldens, um sedentário convicto, teve outro ponto a comemorar com esta vontade de mudança. Participou pela primeira vez de uma corrida de rua, cumprindo o percurso de cinco quilômetros da etapa de Tubarão do Circuito de Corridas UnimedSC. Um mérito festejado ao lado do seu personal, com a satisfação estampada na face dos dois, professor e “aluno”.

Escolha pessoal

Alexandre Feldens considera que o desejo de querer mudar é uma decisão pessoal, mas avalia que o apoio familiar é fundamental. Lembra que tudo é feito gradativamente, sem milagres imediatos, mas com rotina e paciência, no limite e conhecimento do teu corpo.

Para quem nem conseguia subir uma escada por menos degraus que tivesse, Feldens prega que é preciso “semear a ideia da prevenção” e deixar o sofá, largar os controles remotos, o celular e sair do sedentarismo.

Um estilo de vida sedentário, que é muitas vezes acompanhado de má nutrição, conduz inevitavelmente a uma deterioração do corpo e, em muitos casos, uma doença crônica. E as cardiovasculares são as doenças crônicas degenerativas fortemente associadas com condições de vida.

Brasileiros sedentários

Estima-se que mais de 60% dos brasileiros adultos estão na faixa de classificação como sedentários. E esse problema se torna ainda mais grave quando atinge o público infantil. O número de casos de obesidade infantil no Brasil, motivados principalmente pelo crescente uso da tecnologia e de uma alimentação irregular, cresce consideravelmente. Por esse motivo as crianças hoje já estão apresentando os mesmos problemas de saúde que antes acometiam somente os adultos.