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Médica da Unimed orienta sobre febre amarela

Médica da Unimed orienta sobre febre amarela

A vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença

Médica da Unimed orienta sobre febre amarela

A vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença

6 Março 2018

A febre amarela, que se alastra pelo país, levanta muitas dúvidas de quem deve se vacinar e isto acaba gerando uma correria aos postos de saúde, em muitos casos sem necessidade. “Não há necessidade de se criar pânico”, lembra a infectologista cooperada da Unimed Tubarão, Eletania Esteves.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus do gênero Flavivirus. O vírus é mantido na natureza por transmissão entre primatas não-humanos (macacos) e mosquitos silvestres arbóreos, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes (no Brasil) e Aedes (Stegomyia) na África.

Cita a médica Eletania Esteves que, em momentos com as condições ideais para transmissão, um número maior de primatas não-humanos adoecem e morrem, chamando a atenção da sociedade na forma de epizootia, que representa o evento sentinela.

“Seres humanos podem ser infectados esporadicamente quando adentram a mata para trabalho ou turismo e são picados pelo mosquito silvestre infectado, apresentando a chamada febre amarela silvestre, que pode ocorrer em surtos maiores ou menores, de acordo com o número de indivíduos não imunes expostos”, pontua a médica da Unimed.

Porém, lembra, uma pessoa com febre amarela silvestre pode ser fonte para um surto da chamada febre amarela urbana, transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, um mosquito que vive nas cidades.

Manifestações

Atualmente, a febre amarela silvestre (FA) é uma doença endêmica no Brasil (região amazônica). Na região extra-amazônica, períodos epidêmicos são registrados ocasionalmente, caracterizando a reemergência do vírus no País.

As manifestações iniciais da doença são, segundo Eletania, febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há um aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins.

Segundo ela, não existe, até o momento, tratamento específico para a febre amarela, sendo o manejo limitado ao tratamento dos sintomas e intercorrências. “A vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença”, diz a médica da Unimed.

“É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90% a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de risco da doença”, avisa.

A vacina está indicada para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação de vacinação (todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Os viajantes para essas áreas devem ser vacinados pelo menos 10 dias antes da viagem.

Vacina

A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Em Tubarão, que é considerada área livre de infestação da febre amarela, a vacina está disponível na Policlínica Central para quem for viajar para as localidades consideradas áreas de risco e para pessoas acima de 60 anos ou com problemas de saúde, que tenham atestado médico que indique a sua necessidade.

Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos nove meses de idade e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.

Em Santa Catarina, 162 cidades estão na lista das que precisam fazer a vacina. Desde o início do ano até 26 de fevereiro, cerca de 59,7 mil doses foram aplicadas no estado.