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Unimed também foca nas ações de prevenção sobre o suicídio

Unimed também foca nas ações de prevenção sobre o suicídio

Psicólogas do Centro Médico alertam que estratégias acontecem durante todo o ano

Unimed também foca nas ações de prevenção sobre o suicídio

Psicólogas do Centro Médico alertam que estratégias acontecem durante todo o ano

1º Outubro 2017

O mês de setembro é dedicado a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio com o objetivo de orientar as pessoas sobre a realidade desta situação no Brasil. Pesquisas mostram que a cada 100 habitantes, 17 já tiveram pensamentos suicidas, cinco já arquitetaram, três já fizeram tentativas e um já foi socorrido em pronto socorro.

Segundo as psicólogas do Centro Médico Unimed Tubarão, Mayra Firmino Savi Camilo e Jamile da Silva Elibio, o Brasil é o 8º país no mundo neste tipo de morte, com registro de 32 suicídios por dia, enquanto que no mundo todo acontece 40 suicídios por segundo. “São números assustadores que não podem passar despercebidos, uma vez que eles vem crescendo no Brasil principalmente entre jovens de 15 a 25 anos”, ressaltam.

Para alertar sobre o suicídio, existe o Setembro Amarelo, mas as psicólogas da Unimed lembram que a campanha de orientação não fica reduzida a apenas um mês, ela acontece durante todo o ano diante da gravidade da situação.

“Falar é a melhor opção”, prega o lema da campanha do Setembro Amarelo e que, para Mayra e Jamile, é possível prevenir o suicídio em 90% dos casos. Mas lembram, para que isto aconteça, é preciso ter informação e conhecimento sobre o assunto.

Dizem que é assim que surge a importância de alertar a população sobre os sinais apresentados por quem pensa em suicídio. Para as psicólogas do Centro Médico Unimed, é preciso diferenciar mitos e verdades, saber a quem recorrer em casos de suspeitas, como abordar um provável suicida e onde encontrar apoio.

 

Novos caminhos

“Escutar é muito importante. É uma maneira da pessoa conseguir colocar para fora a dor que a sufoca e, desta forma, buscar novos caminhos para a solução de seus problemas. Não se deve temer a conversa sobre o assunto. Devemos nos preocupar com o silêncio, a negligência e a passividade diante dos acontecimentos”, orientam.

Acrescentam que o preconceito existe diante da falta de informações e, especialmente, pelo medo de não saber como agir diante da descoberta de pensamento suicida em alguém próximo. É preciso saber como abordar o assunto, principalmente entre os adolescentes. Entre os principais fatores de risco estão o histórico familiar, abuso físico/sexual, dependência química e, predominantemente, transtornos mentais. Um dado relevante é em relação ao público LGBT que apresentam índices maiores de suicídio, provocados por questões culturais e preconceitos sociais.

As psicólogas Mayra e Jamile, ressaltam que o papel da Unimed nessas ações é o foco nas estratégias de prevenção e orientação. Identificando alguém com ideias suicidas, é preciso saber como manejar e como orientar o paciente. “Conscientizar as pessoas a acolher aquele que sofre com isso e, principalmente, orientar e escutar é o melhor que se pode fazer, sem julgamentos e preconceitos sobre o assunto”, concluem.