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Poliana Sousa

Poliana Sousa

Só vence quem luta.

Poliana Sousa

Só vence quem luta.

22 Setembro 2020

“Estou dedicada para chegar bem às competições classificatórias”

Se tem uma coisa que Poliana sabe bem é enfrentar as mudanças que a vida lhe propõe. Depois de conseguir o patrocínio da Unimed Uberaba ela se dedica inteiramente à carreira.

“Foi uma reviravolta. O patrocínio da Unimed mudou as nossas carreiras. Agora, eu vejo o quanto eu fui beneficiada com a possibilidade de ficar exclusivamente por conta do esporte. Na primeira competição que disputei, em janeiro, eu fui eleita a melhor atleta pontuação do feminino dentro da competição regional. Era uma coisa que eu jamais imaginava. Eu não acreditei quando o meu treinador me avisou”.

Poliana Sousa tornou-se deficiente física depois de sofrer um acidente ainda na infância. Um atropelamento quando ela ainda tinha quatro anos de idade restringiu a sua locomoção, mas não a impediu de chegar muito longe. Paratleta da Adefu (Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba), no atletismo, Poliana disputou torneios nacionais e internacionais, quebrando seus próprios recordes e acumulando títulos e medalhas. Agora, ela se prepara para voltar aos treinos, focada nas competições classificatórias para os Jogos Paralímpicos, que serão realizados em Tóquio, no próximo ano.

Durante a pandemia, com as academias e clubes fechados, Poliana se manteve trabalhando em casa, com treinos duas vezes por semana, por vídeo, com o seu treinador.

“A gente trabalha juntos dois dias na semana e ele prepara os meus treinos para mais três dias. Por enquanto, eu ainda estou descansando aos sábados e domingos, mas a partir do próximo mês, vamos intensificar as atividades”.

Atualmente, Poliana conta com o trabalho de vários profissionais como personal trainer, técnico, treinador e nutricionista, tudo isso dentro do Programa de Melhoria de Perfomance, oferecido pela Unimed aos atletas de alto rendimento da Adefu.

Para Poliana, essa é mais uma de tantas conquistas. “Não posso reclamar de nada, sabe? Sempre tive a minha mãe do meu lado que foi quem me incentivou a praticar o paradesporto. As minhas primas, que mesmo na adolescência me levavam para as festas, para sair e me divertir e nunca me fizeram sentir diferente. Encontrei boas pessoas ao longo da minha vida que me ajudaram a construir essa Poliana de hoje”.

A Poliana de hoje, a qual ela se refere, mantém um sorriso enorme no rosto e muitos sonhos no coração. A Poliana de hoje pode até sofrer algumas dores, coisas que a vida prepara, mesmo que a gente não queira, mas ela segue firme.


Fabiana Silbor