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ACOLHER Unimed Federação/RS lança projeto de atendimento integrado para transtornos de neurodesenvolvimento

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ACOLHER Unimed Federação/RS lança projeto de atendimento integrado para transtornos de neurodesenvolvimento

2 Julho 2021

Oferecer acolhimento e promover o engajamento das famílias de beneficiários diagnosticados com TEA -Transtorno do Espectro Autista, através de orientação especializada e personalizada, em prol do desenvolvimento bem-sucedido. Este é o objetivo do Programa Acolher da Unimed Federação/RS, iniciativa que está sendo capitaneada pelas diretorias de Saúde e Desenvolvimento Humano e Operacional, de Intercâmbio e Regulação.

O atendimento desses casos, pela maior parte da rede assistencial privada, criou, por meio da judicialização, um modelo de negócio comercial de difícil controle no qual as operadoras de planos de saúde são o alvo. “Nesse bojo, surgem muitas terapias e promessas de soluções, sendo que, na verdade, as pessoas ficam desorientadas tal o grau de informação e a quantidade de propostas que são ofertadas”, adverte o diretor de Saúde e Desenvolvimento Humano, José Mirenda. “O que estamos fazendo é organizar o acesso dessas crianças, colocando-as na prioridade e particularizando a real necessidade de tais terapias, com acolhimento integral e o atendimento ao longo do tempo”, completa. 

A partir de revisões científicas, constatou-se um significativo aumento de diferenças no desenvolvimento daquilo que seria considerado o padrão. “Sabe-se que em um de cada 60 nascimentos vai haver alguma possibilidade de alteração nesse sentido”, explica Mirenda, reforçando que a sociedade vem enfrentando dificuldades no sentido de fazer frente às necessidades de tratamento que se apresentam diante desse cenário. São necessários novos tratamentos e terapias para permitir que aqueles que têm esses transtornos alcancem um melhor engajamento dentro da sociedade, logo, mais qualidade e vida.

Considerando isso, após levantamento das medidas já adotadas por diversas Singulares no Estado, foi idealizado um projeto de acolhimento aos pacientes (e seus familiares) com possíveis dificuldades socioemocionais e comportamentais que objetiva mitigar essa situação e fortalecer a imagem do Sistema Unimed perante seus beneficiários e sociedade. A iniciativa, que está em andamento com clientes 0971 (Operadora/RS), já conta com 40 famílias. O atendimento se dá de forma multiprofissional: dois médicos, uma psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta, além de terapeuta ocupacional e fonoaudióloga sob demanda.

“É um programa de desenvolvimento de habilidades para a vida”, reforça o diretor Operacional, de Intercâmbio e Regulação, Paulo Webster. Ele esclarece que o Acolher é realizado utilizando a estrutura assistencial já existente e que a meta é, posteriormente, expandir o projeto para todo o Estado de forma integrada. “São feitas avaliações na individualidade de cada criança, permitindo que cada família tenha a sua trilha”, esclarece Webster.

A psicóloga Lilian Carminatti, cujas consultas são a porta de entrada dos beneficiários no Acolher, entende que o programa é um espaço para informar e refletir sobre saúde mental e tratamentos baseados em evidências científicas., com o objetivo  de engajar todos os envolvidos no processo de tratamento, “fazendo a diferença por meio do desenvolvimento de recursos cognitivos, socioemocionais e comportamentais, contribuindo na independência, inserção social, escolar e laboral, em todas as faixas do ciclo vital dos indivíduos”.

No dia 24 de junho, ocorreu o primeiro – de uma série de quatro – evento virtual com as famílias. Com o tema “A nossa criança com desenvolvimento atípico: desafios e preconceitos”, o encontro contou com palestras dos pediatras que compõem o programa, Ricardo Halpern e Renato Coelho. Há mais três ciclos previstos para 2021.

Na prática, o programa de acolhimento conta com seis vertentes, quais sejam:
1) Palestras aos familiares dos beneficiários e também aos membros do sistema judiciário para esclarecer de forma técnica as questões que envolvem o tema.
2) Capacitação para os técnicos envolvidos nos cuidados e acompanhamento dos beneficiários.
3) Elaboração dos protocolos baseados em evidências científicas para uniformizar diagnósticos e possíveis tratamentos validados na prática médica.
4) Acolhimento das famílias de beneficiários que passam a ter o acompanhamento de uma profissional psicóloga capacitada.
5) Avaliação médica especializada para diagnóstico e indicação adequada das terapias na rede própria ou referenciada das Unimeds.
6) Formação de rede estadual de referência e médicos especialistas de acordo com demanda.