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Obesidade infantil é coisa séria!

Obesidade infantil é coisa séria!

Obesidade infantil é coisa séria!

3 Junho 2020

 

Olá, meu nome é Dani Karla Mazzarolo, sou nutricionista formada há 24 anos pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Especialista em Materno Infantil, Tecnologia dos Alimentos e Pós-Graduanda em Comportamento Alimentar.

 

O assunto de hoje é obesidade infantil, mas afinal, o que é?

Ela é uma doença crônica, caracterizada pelo excesso de gordura corporal e causa prejuízos à saúde do indivíduo.
A fase intrauterina e os primeiros anos de vida são períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade, diversos fatores podem desenvolver a obesidade infantil como:
* Desmame precoce;
* Introdução de alimentos complementares inapropriados;
* Hábitos alimentares como o consumo exagerado de alimentos industrializados;

* Fatores genéticos, quando os pais ou familiares apresentam casos de obesidade;

* O sedentarismo, hoje as crianças passam em média quatro horas na frente da televisão. Os bebês também estão nessa onda e começam a utilizar tablets e celulares muito novinhos, por consequência, passam menos tempo brincando e mexendo o corpo, o que é fundamental para prevenir o excesso de peso;

* Distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade;
* Falta de sono, crianças que dormem pouco podem sofrer com o aumento de peso, mesmo que outros fatores de risco sejam controlados.

 

Para diagnosticar a obesidade em bebês e crianças, a avaliação da massa corporal é feita por tabelas que relacionam idade, peso e altura. O IMC não é indicado, pois eles passam por rápidas alterações corporais decorrentes do crescimento. Para verificar a adequação da altura e do peso até os cinco anos de idade, a rede pública de saúde do Brasil usa o “cartão da criança”.

 

O tratamento varia e será recomendado de acordo com as causas, são eles:

* Reeducação Alimentar: Mudanças de hábitos alimentares, realização de atividades físicas e adoção de novos comportamentos por toda a família podem ser recomendados. Em certos casos, quando há fatores emocionais envolvidos, o médico pode indicar o acompanhamento psicológico.             

* Medicamentoso: Essa forma de tratamento se aplica a casos mais graves. Crianças que já desenvolveram algum problema por causa da obesidade, como distúrbios hormonais, podem precisar de medicamentos.

* Cirúrgico: Esse tratamento é recomendado somente para adolescentes que não conseguem diminuir o peso com nenhum método tradicional e que corram risco de vida por conta da obesidade.

 

E para prevenir a Obesidade Infantil fique atento a essas dicas:

* Aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida e complementar até os dois anos, caso seja possível;
* Atenção e o respeito aos sinais da saciedade do bebê como, parar de mamar, fechar a boca, desviar a face, brincar com o mamilo ou dormir;
* Identifique os diferentes tipos de choro do seu bebê, nem todo choro significa fome;
* A alimentação complementar deve ser de acordo com as necessidades nutricionais e desenvolvimento da criança, evite alimentos ricos em açúcar como bebidas adoçadas, sucos industrializados, bolachas recheadas, sódio e gorduras;
* Servir porções adequadas ao tamanho do seu filho;
* Incentivara ingestão de água;
* Não deixar que a criança fique distraída durante a refeição, como comer assistindo televisão;
* Limitar o uso de aparelhos eletrônicos a 1 hora por dia;
* Praticar atividades ao ar livre em família;
* Evitar usar alimentos como recompensa ou punição para as atitudes da criança e dar o exemplo.