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Leucemia Aguda

Leucemia Aguda

Leucemia Aguda

10 Abril 2017

O tratamento de Leucemia Aguda é considerado de alta complexidade, na região o tratamento é realizado, na área privada, através do pioneirismo da Unimed Vale do São Francisco. O médico, hematologista, Andre Luis Magalhães Fernandes, explica abaixo as principais características da doença, sintomas, tratamento e cura. Confira abaixo:

 

O que é leucemia aguda?

Leucemia aguda é um tipo de câncer originado na medula óssea. A medula óssea é uma estrutura gelatinosa que se encontra dentro dos ossos do nosso corpo e é responsável pela produção das células do sangue. Quando as células da medula se transformam em células malignas, surge a leucemia. As células da leucemia ocupam espaço dentro da medula e prejudicam a produção das células normais.

 

Portanto, além de causar sintomas pelo acúmulo dentro do osso, ocorre a baixa da produção das células no sangue.

 

Quais os sintomas?

Os sintomas variam conforme o nível de infiltração medular. Com a anemia, pode acontecer cansaço, fraqueza intensa, tontura e falta de ar. Com a queda de leucócitos ou glóbulos brancos ocorre um maior risco de infecções, que pode ser grave. No caso de queda de plaquetas, pode ocorrer maior risco de sangramento. Os sintomas podem se somar. Dor óssea e manifestações do sistema nervoso central também podem acontecer.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser suspeitado com um simples hemograma, mas só pode ser confirmado por uma punção da medula óssea, exame conhecido como mileograma e no material obtido nessa punção são realizados exames específicos para definir o subtipo.

 

Tem cura?

A cura depende de alguns fatores, como: diagnóstico precoce; do subtipo da leucemia (existe leucemia mielóide aguda e linfóide aguda); da idade do paciente e das características intrínsecas da doença. Existem subtipos da leucemia que chegam a curar acima de 90% dos pacientes.

A leucemia linfóide é mais comum na infância e tem alta taxa de cura nessa faixa etária, porém taxa de cura menor no adulto. Já na idade adulta a leucemia mielóide aguda é a mais comum com taxa de cura variável, conforme subtipo (existem inúmeros subtipos de leucemia mielóide aguda); faixa etária (idosos tem taxa de cura menor) e outros fatores inerentes a cada paciente.

 

Existe algum fator de risco?

São vários os fatores de risco para a leucemia. Indivíduos idosos tem maior risco, exceto para leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças. Existem condições genéticas como Síndrome de Down, que aumentam muito o risco de desenvolver a doença; doenças hematológicas prévias como aplasia, mielodisplasia, fibrose medular. História pregressa de tratamento com quimioterapia para determinados tipos de câncer que aumentam o risco futuro de leucemia. Exposição a certas substâncias químicas como benzeno. A história familiar pode aumentar um pouco o risco; exposição à radiação ionizante, como em sobreviventes de desastres nucleares ou exposição ocupacional.

 

Qual o tratamento?

Quimioterapia venosa é o tratamento a ser realizado, podendo o transplante de medula óssea ser utilizado em pacientes com doador compatível e que sejam de alto risco ou em doença recidivada (que retorna após o tratamento).

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Andre Luis Magalhães Fernandes

Hematologista.

CRM-BA- 14213 CRM- PE- 19442

 

Locais de Atendimento

Clínica médica e hematologia do Hospital da Unimed

Centro de Hematologia e Oncologia da Bahia (CEHON).

Travessa Napoleão Laureano, Petrolina (PE).

Tel: (74) 36147300

Clínica Angiocor no Espaço Saúde (River Shopping).

Tel: (87) 38628170/ 8172

 


Jornalista responsável: Eudes Sampaio DRT:5240/PE

Fonte: Ascom