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Ovários Policísticos

Ovários Policísticos

Ovários Policísticos

23 Junho 2017

“A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição de disfunção endocrinometabólica que acomete cerca de 7-10% das mulheres em idade fértil”, aponta o especialista em endocrinologia e metabologia da Unimed Vale do São Francisco, Luiz de Gonzaga Gomes de Azevêdo Junior, que explica mais abaixo sobre as especificidades da doença, confira:

 

Quais os sintomas da SOP?

Com diagnóstico iminentemente clínico e caracterizado por tendência a obesidade, irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios masculinos (acne, hirsutismo, pele oleosa, etc.) e tendência à diabetes mellitus (quando com sobrepeso ou obesas), além de aspecto micropolicístico dos ovários na ultrassonografia.

 

Quais as causas?

Não é uma síndrome que se tem causa bem definida, sabendo-se que tem relação com disfunções na produção de FSH e LH (produzidos na hipófise), resistência a insulina, produção de andrógenos ovarianos e adrenais e obesidade.  Tem possível etiologia genética, provavelmente multigênica, modulada por fatores ambientais.
 

Como é feito o diagnostico? 
Iminentemente clínico baseado na presença de pelo menos dois critérios de três: sinais de hiperandrogenismo (evidência clínica ou laboratorial), ciclos anovulatórios e presença de múltiplos microcistos ovarianos na ultrassonografia (USG) da pelve.

 

Quais as complicações para a saúde da mulher?
A obesidade (por si só já traz complicações múltiplas), infertilidade, problemas estéticos relacionados a excesso de pelos e acne, queda de cabelos com padrão masculino (frontal), risco aumentado para câncer de endométrio, resistência à insulina podendo culminar com o diabetes mellitus (DM).

 

Existe algum fator de risco?
História familiar de SOP, DM, obesidade, macrossomia, apneia do sono, hipertensão arterial sistêmica e etc.

 

Qual o tratamento?
O tratamento se baseia nas queixas da paciente. Pode não ser necessário tratar, se a paciente menstrua com certa regularidade e não tem outras queixas; pode ser necessário regularizar o ciclo menstrual com uso de contraceptivos, preferencialmente com baixa androgenicidade, fazendo a paciente menstruar e com isso, diminuindo o risco de hiperplasia endometrial e, por sua vez, o risco de câncer de endométrio; uso de antiandrogênicos para minimizar as queixas relacionadas ao seu excesso; uso de indutores de ovulação (clomifeno) para as que querem gestar; sensibilizadores de insulina podem e devem ser utilizados nos casos em que a resistência à insulina prepondera, no intuito de induzir a paciente a ovular, apesar de terem um resultado modesto para as queixas androgênicas e poderem ser associados ao clomifeno.

 

Luiz de Gonzaga Gomes de Azevêdo Junior

Especialidade: Endocrinologia e metabologia

CRM/PE: 10214

Local de Atendimento
Consultório: 
Rua Engº Carlos Pinheiro, 289 - Centro, Petrolina-PE

 


Jornalista responsável: Eudes Sampaio DRT:5240/PE

Fonte: Ascom