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Jogos Manuais e Interação Social

Jogos Manuais e Interação Social

Terapeuta Ocupacional da APS Unimed Varginha fala sobre atividades lúdicas e sua importância no convívio em grupos

Jogos Manuais e Interação Social

Terapeuta Ocupacional da APS Unimed Varginha fala sobre atividades lúdicas e sua importância no convívio em grupos

Existem diversos tipos de atividades que podem incentivar o convívio social, entre elas, estão os jogos manuais (individuais ou coletivos). Utilizados, de modo geral, para estimular as funções cognitivas e relacionar-se com outras pessoas de uma maneira saudável, confiante e autônoma. Enquanto criança ajuda no desenvolvimento, na adolescência e juventude na socialização.

 

A Terapeuta Ocupacional da Atenção Primária à Saúde (APS) da Unimed Varginha, Ana Cláudia Braga, nos conta neste bate-papo sobre a importância dos jogos.  Entre os benefícios estão: aprendizagem, inteligência, atenção, concentração, linguagem, sociabilidade, percepções e habilidades em geral, que serão muito necessárias ao longo de sua vida.

 

Com a pandemia a necessidade de se ficar em casa aumentou, o jogo seria um aliado para o tempo ser mais bem aproveitado?

R: Com certeza, os jogos em família (presencial ou virtual) ou de tabuleiros são grandes aliados nessa fase de maior reclusão. Além de ajudar a enriquecer a rotina, são atividades manuais de recursos eficientes e nos ajudam a exercitar nossas funções cerebrais: como a atenção, o foco, a memória e a organização. Com um cérebro exercitado de maneira saudável é possível reduzir o nível de ansiedade e cansaço mental, equilibrando nossas funções mentais.

 

Todos os tipos de jogos são saudáveis?

R: De certo modo sim, mas para ser saudável é preciso equilíbrio na hora da escolha. Jogos virtuais, por exemplo, estimulam o funcionamento eficaz do cérebro até certo ponto, se não houver controle do tempo, o cérebro acaba se estressando e causando um efeito reverso do objetivo.

Os jogos de tabuleiros ou jogos cognitivos devem ser usados até mais vezes que os virtuais, também com moderação. O segredo é revezar os jogos e sempre experimentar diferentes atividades, assim, a rotina fica mais rica e o cérebro mais saudável.

 

A partir de qual idade é recomendada a prática de jogos interativos?

R: Crianças, adultos e idosos podem aproveitar da prática. Dependendo do jogo, crianças a partir de três anos já podem fazer uso. Para os adultos é como um balsamo, nessa rotina de trabalho e de gatilhos para o estresse. Já para os idosos é um recurso fundamental para ajudar no processo de envelhecimento mais saudável.

Independente da idade, jogos virtuais precisam ser mediados e controlados, antes dos sete anos de idade o melhor para a criança é ficar o mais distante possível desses estímulos tecnológicos.

 

Quais são os mais aconselhados para jogar com crianças?

R: Quebra-cabeça, jogos de tabuleiro no geral (com atenção a indicação de idade), jogos de encaixe, jogos pedagógicos, essas são algumas boas opções. Uma sugestão é resgatar brincadeiras infantis como pega-pega, bete, elefantinho colorido, brincadeiras de roda, gato mia, pique esconde, entre outras. Brincar é coisa séria e as brincadeiras em família contribuem para o desenvolvimento infantil saudável.

 

Existe um limite de tempo máximo?

R: Existe sim, principalmente para as crianças que fazem o uso de jogos eletrônicos. O ideal é não oferecer as telas para crianças (pelo menos até os sete anos) e quando oferecer, essa atividade tem que ser mediada e monitorada.

Se a criança faz uso de jogos eletrônicos, é recomendado é que não ultrapasse o tempo de uma hora. Assim evita o estresse nas atividades mentais, e a distração substituída por alguma atividade motora, a qual será mais benéfica para as crianças.

Adultos e idosos também devem mediar o tempo do uso de jogos eletrônicos. No caso dos jogos de tabuleiros e coletivos não há restrição de tempo, pois eles ajudam a conquistar habilidades motoras e cognitivas em qualquer faixa etária.

 

Quais os benefícios de praticar jogos nas interações sociais?

R: Quando vivenciamos a situação de jogo, principalmente os que não são virtuais, é necessário mais de uma pessoa participando. Essa experiência permite entrar em contato com regras sociais, aspectos de comunicação, a espera, o limite do outro e o seu próprio limite, equilíbrio no toque, questionamentos, desenvoltura, entre diversos outros pontos das habilidades de interação social.

Além disso, durante os jogos, acessamos as funções emocionais e podemos lidar com a frustração em perdê-lo ou com a euforia em ganhá-lo. Ao experimentar as sensações dessas emoções, aprendemos a controlá-las e expressá-las de formas adequadas.

Os jogos também ajudam a aprender o poder da coletividade, a importância de receber ajuda, de traçar estratégias e planos em grupo. Certamente essas atividades contribuem imensamente para as habilidades de interação social.

 

 

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Decom Unimed