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Carnaval: é importante se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

Carnaval: é importante se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

Carnaval: é importante se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

17 Fevereiro 2020

Cuidar da saúde sexual é importante durante o ano todo, mas no carnaval há um alerta mais intenso para os riscos de não se prevenir. As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), nova denominação das DSTs, são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

 

A infectologista da Unimed Vitória Rúbia Miossi destaca que há muitas infecções que podem ser transmitidas por meio do contato sexual desprotegido, entre elas, HIV, hepatites, clamídia, gonorreia e sífilis.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, todo ano, mais de um milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis são registrados no mundo. "A prevenção é fundamental, não somente na época da folia, mas o ano todo. Claro que, no carnaval, como há mais festas e animação, há uma atenção ainda maior com os riscos de infecções sexuais", aponta a médica.

 

A especialista enfatiza que a melhor forma de garantir o sexo seguro é fazendo uso do preservativo, externo ou interno. "Até mesmo com parceiros fixos, é importante não abrir mão desse cuidado", lembra.

 

No caso do HIV, existe a PREP, que é a profilaxia pré-exposição. “Ou seja, a pessoa toma um remédio para evitar contrair o vírus. Essa profilaxia está disponível no SUS e funciona”.

 

Rúbia diz também que uma forma importante de conter a transmissão das ISTs é fazendo o teste rápido, disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde. “Quando sabemos que temos uma infecção, nos tratamos e não transmitimos para outras pessoas”.

 

Os sintomas das infecções sexuais são variados, dependendo do tipo de agente causador. Mas, de maneira geral, a médica diz que podem aparecer lesões nos órgãos genitais (bolhas, verrugas e úlceras), linfonodos (ínguas) na virilha e secreções vaginais ou na uretra.

 

É importante reforçar, segundo Rúbia Miossi, que algumas ISTs podem ter consequências sérias. O HIV, por exemplo, pode ser controlado, mas não tem cura. “É possível levar uma vida normal fazendo o tratamento e, se estiver indetectável, não transmite mais o vírus. Mas o remédio é para a vida toda”. A infectologista ressalta ainda que algumas infecções podem causar câncer de colo de útero ou câncer de vulva e vagina.