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Especialistas alertam sobre diferenças entre Covid-19 e doenças de inverno

Especialistas alertam sobre diferenças entre Covid-19 e doenças de inverno

Especialistas alertam sobre diferenças entre Covid-19 e doenças de inverno

25 Junho 2020

Nesta época do ano, é muito comum surgirem as chamadas "doenças de inverno", como resfriado, gripe, rinite, sinusite, entre outras. Em tempos de pandemia por Covid-19, como os sintomas podem ser parecidos, é importante ficar bastante atento.

No caso da Covid-19, a infectologista da Unimed Vitória Rubia Miossi explica que é comum as pessoas apresentarem febre, tosse seca e desconforto respiratório. "Entre as doenças típicas deste período do ano, a gripe é uma das mais parecidas com a infecção pelo novo coronavírus", diz a médica.

Ela recomenda que os pacientes que apresentarem sintomas respiratórios procurem o hospital ou pronto atendimento o quanto antes para afastar a possibilidade de infecção pelo novo coronavírus. “Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor”, alerta.

Em relação aos quadros alérgicos, a otorrinolaringologista da Unimed Vitória Flavia Ribeiro Gomes de Freitas afirma que os principais sintomas são espirros, prurido nasal, congestão e coriza.

Ela ressalta que muitas outras doenças de vias aéreas superiores, como faringites, amigdalites, sinusites, podem causar dor de cabeça, febre, dor muscular, cansaço, coriza, obstrução nasal, perda/alteração de olfato e de paladar, diarreia, que também são sintomas que podem surgir na fase inicial da Covid-19.

A otorrinolaringologista Christiane Saliba Helmer, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Espírito Santo e Cirurgia Cérvico-Facial (ASSORLES-CCF) assinala que, nesta semana, a entidade iniciou uma campanha para a conscientização da população, orientando que o paciente evite a automedicação e procure o médico assim que apresentar qualquer um dos sintomas citados.

“O tratamento precoce adequado poderá fazer toda diferença. Os otorrinolaringologistas estão mobilizados e preparados para atender esses pacientes em seus consultórios”, pontua Christiane.

 

Prevenção

A infectologista Rúbia Miossi lembra que a recomendação continua sendo manter o distanciamento social e usar máscara de proteção se houver necessidade de sair de casa, além de todos os cuidados de higiene no dia a dia, como lavar as mãos com frequência. “Ainda não é hora de afrouxar as medidas de prevenção”, conclui.

Ela reforça que os sintomas mais comuns causados pelo novo coronavírus são: febre; tosse seca; desconforto respiratório ou falta de ar; dor de cabeça; dor de garganta; dor no corpo; perda do olfato e do paladar; diarreia; manchas na pele; descoloração em dedos das mãos ou dos pés; e conjuntivite.