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No Dia Mundial de Prevenção a Obesidade, a ordem é colocar as crianças para se movimentar

No Dia Mundial de Prevenção a Obesidade, a ordem é colocar as crianças para se movimentar

No Dia Mundial de Prevenção a Obesidade, a ordem é colocar as crianças para se movimentar

No mundo contemporâneo, em que as brincadeiras como pique-esconde, corre-corre, elástico, amarelinha dão cada vez mais lugar aos jogos eletrônicos e aos filmes tridimensionais, a obesidade atinge muitas crianças e adolescentes. Os pais também, pela correria do dia a dia, não estão transmitindo bons hábitos alimentares a seus filhos. As refeições são substituídas por lanches e alimentos industrializados, produtos que não são ricos em nutrientes, mas sim repletos de açúcares e sódio. E as atividades físicas ficam restritas, pois o medo da violência nas ruas acabam por afugentar a criançada dos parques e praças.

E as crianças brasileiras são as que mais passam o tempo de suas vidas em algum tipo de tela. Seja de computador, smartphone, tablet ou televisão, esse fato trouxe o Brasil para posição de destaque no ranking da obesidade infantil. Cerca de 14% das crianças brasileiras na faixa etária de 5 a 9 anos são obesas e 33,5% têm excesso de peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é de que esses números cresçam de 1 a 2% ao ano.

Esse tempo em frente às telas é totalmente sedentário. É o somatório desses momentos em que as crianças passam sentadas, deitadas ou recostadas. O educador físico da Unimed Vitória, Júlio César de Oliveira Júnior, explica que os pais devem colocar limites e negociar com a garotada o tempo em frente as telas. Para cada período no computador, smartphone ou televisão, o mesmo tempo para brincadeiras com movimentos.

Entre as dicas, contar as experiências dos pais quando eram pequenos e brincavam ao ar livre, incentivar as brincadeiras com os amigos da escola, do condomínio, da rua, levando as crianças para locais como parques, praças e campinhos e, ainda matricular as crianças em uma atividade extraclasse, como escolinha de futebol, curso de natação, judô, entre outras.

Saúde em risco - A criança obesa tem grande probabilidade de se tornar um adulto com problemas de saúde, como a hipertensão, alterações ortopédicas, diabetes e colesterol alto. Diante desse cenário, a Unimed Vitória possui o grupo de Reeducação Alimentar, dentro do Programa Viver Bem, de promoção à saúde.

O grupo proporciona aos seus participantes, tanto crianças quanto adultos, mudanças graduais e orientadas no comportamento alimentar. Sob a supervisão de nutricionista e psicólogo, a prevenção de doenças e promoção de saúde acontecem por meio de atividades de educação nutricional, que são direcionadas à aquisição de conhecimentos e atitudes que podem favorecer a prática da alimentação saudável. Isso é feito por meio de encontros dinâmicos com as crianças e os pais.

Atividades físicas, além de boas para a saúde do corpo, também são excelentes para a saúde mental e sociabilização das crianças. Atualmente, 78% das crianças brasileiras não atingem o mínimo de exercícios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).